Publicado em: 21/05/2015 às 15h33

Uso de terapia fotodinâmica antimicrobiana (aPDT) como adjunto à raspagem e alisamento radicular no tratamento periodontal

Acompanhe o relato de caso clínico da equipe da Forp-USP.

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Autores: Arthur Belém Novaes Jr.1, Umberto Demoner Ramos2, André Luiz G. Moreira3

1Professor titular, Depto. de CTBMF e Periodontia – Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto.
2Doutorando em Periodontia – Forp-USP.
3Mestre em Periodontia – Forp-USP.

 

Paciente diabético tipo 2 descontrolado, 50 anos, apresentando Hba1c de 8,5%, com bolsas periodontais profundas generalizadas (Figuras 1 e 3). Foram realizadas a raspagem e o alisamento radicular com curetas gracey mini-five e insertos ultrassônicos específicos (Figura 2).

Após a raspagem, foi realizado o tratamento adjunto com terapia fotodinâmica antimicrobiana em múltiplas sessões: imediatamente após a raspagem, dois dias, sete e 14 dias pós raspagem (Moreira et al, 2015). O aspecto clínico após a aplicação pode ser visto nas Figuras 4. O sequenciamento clínico após a raspagem segue os seguintes passos: irrigação com soro para remoção de debris, aplicação do fotossensibilizador cloreto de fenotiazina 10 mg/ml (Figuras 4) e irrigação com soro, após cinco minutos, para a remoção de excessos e para que seja evitado um “escudo óptico”, seguido de ativação por um laser vermelho (660 nm), por dez segundos/sítio (Figura 5), totalizando uma dose energética de 14,94 J/cm2 por sítio, aproximadamente 89 J/cm2 por dente.

Na terceira aplicação (sete dias) já foi possível ver uma melhora expressiva do quadro clínico (Figura 6). Com 90 dias após a raspagem, os resultados clínicos podem ser vistos nas Figuras 7 e 8. 

Após três meses houve redução expressiva da profundidade de sondagem de bolsas moderadas e profundas. Estes dados corroboram com recentes achados no tratamento de doença periodontal agressiva (Moreira et al, 2015) e de pacientes diabéticos (dados ainda não publicados), onde se pode notar um melhor desempenho da terapia fotodinâmica antimicrobiana (aPDT) nesses tipos de bolsa em dentes unirradiculares. O uso desta terapia traz benefícios ao tratamento periodontal não só por bons resultados, mas também por permitir efeitos antimicrobianos, sem a utilização dos usuais antibióticos sistêmicos.

 

Figura 1 – Aspecto clínico inicial de paciente diabético descompensado. Figura 2 – Mesa montada para a sessão inicial de raspagem e alisamento radicular, e aPDT.
 


Figura 3 – Periograma inicial demonstrando existência de bolsas profundas em dentes unirradiculares.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
Figuras 4 – Aspecto clínico deixado pelo corante após aplicação. Figura 5 – Aspecto clínico quando da aplicação do laser ativador.
Figura 6 – Aspecto clínico pós-aplicação do fotossensibilizador, sete dias após a primeira aplicação. Figura 7 – Aspecto clínico apresentado pelo paciente três meses após a terapia.
 

Figura 8 – Periograma de reavaliação demonstrando as melhoras clínicas obtidas com o tratamento inicial (setas verdes apresentam reduções da profundidade de sondagem maiores do que 2 mm).


Referência
Moreira AL, Novaes Jr. AB, Grisi MF, Taba Jr. M, Souza SL, Palioto DB, et al. Antimicrobial photodynamic therapy as an adjunct to non-surgical treatment of aggressive periodontitis: a split-mouth randomized controlled trial. J Periodontol 2015;86:376-86. (doi:10.1902/jop.2014.140392).

 

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