Publicado em: 23/06/2015 às 11h14

Karl-Erik Kahnberg aborda a evolução técnica da enxertia

Sueco realizou curso de imersão no encerramento do Consenso 2015.

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Foto: Jaime Oide

Nos dias 14, 15 e 16 de maio, o Centro de Convenções Rebouças recebeu o Consenso 2015 – 3o Simpósio sobre Biomateriais em Implantodontia e Periodontia, promovido pelas revistas ImplantNews e PerioNews.

Diante dos temas propostos e das discussões realizadas ao longo dos três dias, foi possível alcançar o objetivo do grupo ao se estabelecer consenso em diversos aspectos da reconstrução tecidual em Periodontia e Implantodontia. Os temas das discussões foram organizados em quatro mesas-redondas com quatro diferentes pesquisadores convidados em cada uma delas. (Leia mais aqui)

A programação também contou com a participação especial de Aziz Constantino, que falou sobre o tema “PRF – legislação, tecnologia, literatura e os resultados clínicos no Brasil”. (Leia mais aqui)

No último dia do evento, os participantes puderam assistir ao curso de imersão ministrado pelo professor sueco Karl-Erik Kahnberg, da Universidade de Gotemburgo, que falou sobre o tema “Implantes e enxertos ósseos – experiências em pacientes com suporte ósseo comprometido”.
 

Na primeira parte da aula, Kahnberg mostrou como alguns conceitos ajudaram na evolução das técnicas de enxertia:

1. Enxertos autógenos sob leitos autógenos sofrem reabsorção extensa;

2. Quando os implantes dentários são usados para fixar os enxertos, eles estimulam o leito receptor;

3. O leito receptor deve ser perfurado para reorientar o fluxo de células e nutrientes, e garantir a estabilidade longitudinal do enxerto;

4. Nos casos de enxertos onlay com implantes dentários, a estabilização dos níveis ósseos ocorre depois de três anos;

5. Ainda é melhor fazer o processo de enxertia em dois estágios porque também existe o processo de osseointegração dos implantes;

6. Arcadas retrognáticas enxertadas ficam estáveis após três anos;

7. Na enxertia no seio maxilar em arcadas edêntulas, usar osso do mento ou do ângulo mandibular;

8. Na enxertia no seio maxilar para casos de perdas unitárias, a membrana tende a retornar a sua posição original em função do fluxo de ar, embora isto não seja problemático quando observado por sinusoscopia. Pequenas perfurações na membrana sinusal podem ser fechadas com colágeno.

 

Na segunda parte de sua aula, o professor Kahnberg lembrou que estudos clínicos deveriam ser feitos com indicações e materiais que são equivalentes:

9. No uso dos implantes zigomáticos, é interessante colocar partículas ósseas ao redor das roscas;

10. Materiais xenogênicos de origem bovina são excelentes para enxertia, mas o tempo de cicatrização é demorado;

11. Por enquanto, pouco se sabe sobre os implantes curtos versus enxertos;

12. A largura da parede alveolar é um fator que influencia a sobrevivência do enxerto. Quanto mais fechada: enxerto onlay; quanto mais em formato de U: levantamento no seio maxilar;

13. O coágulo sanguíneo no processo de enxerto no seio maxilar é fator para formação óssea;

14. O PRP, para enxerto no seio maxilar, parece ter pouco efeito na formação óssea;

15. Na comparação entre blocos onlay cortical/medular versus bloco medular para a região anterior da maxila, a reabsorção é maior no bloco medular, e o bloco cortical/medular acaba por ficar apenas com uma fina camada de osso cortical. Entretanto, os implantes dentários colocados permanecem estáveis;

16. Em pacientes que receberam irradiação, os implantes dentários devem ser colocados o mais rápido possível após a terapia.

 

Algumas teses mostradas pelo Professor Kahnberg estão disponíveis no site da Universidade de Gotemburgo, conforme os links abaixo:

 

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