Publicado em: 29/10/2018 às 10h24

Pode por pó? Pode, mas ainda depende

No dia nacional do livro, Paulo Rossetti debate o momento da colocação do implante e a aplicação ou não da carga/restauração imediata.

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Nesta coluna, uso uma brincadeira muito conhecida para falar sobre um tópico discutido na 6ª Conferência de Consenso do ITI: o momento da colocação do implante e a aplicação ou não da carga/restauração imediata.

Agora, há uma subdivisão dentro do proposto, com as taxas de sobrevivência e habituais recomendações:
 

Momento da
colocação do
implante
Protocolo de carga
  A B C
1 Colocação imediata / restauração-carga imediata
(87-100%)
Colocação imediata / carga precoce
(93-100%)
Colocação imediata / carregamento convencional
(91-100%)
2 Colocação precoce com cicatrização do tecido mole /restauração-carga imediata
(documentação insuficiente)
Colocação precoce com cicatrização do tecido mole / carga precoce
(documentação insuficiente)
Colocação precoce com cicatrização do tecido mole / carga convencional
(91-100%)
3 Colocação precoce com cicatrização parcial do tecido ósseo / restauração-carga imediata
(documentação insuficiente)
Colocação precoce
com cicatrização parcial
do tecido ósseo /
carga precoce
(documentação insuficiente)
Colocação precoce
com cicatrização parcial
do tecido ósseo /
carga convencional
(91-100%)
4 Colocação tardia /
restauração-carga imediata
(83-100%)
Colocação tardia /
carga precoce
(97-100%)
Colocação tardia /
carga convencional
(95-100%)


Os casos tipo 1A continuam complexos e só deveriam ser feitos por clínicos com grande experiência. Este protocolo é recomendado quando há paredes alveolares intactas, osso vestibular com no mínimo 1 mm de espessura, tecido mole espesso, sem infecção aguda, osso apical e lingual ao alvéolo para dar estabilidade primária, torque de inserção (25-40 Ncm) e ISQ acima dos 70, bem como um esquema oclusal que proteja a restauração.

Os casos 2A, 3A, 2B e 3B não podem ser recomendados como rotina clínica pela ausência de documentação clínica suficiente. Nos casos de colocação tardia (categoria 4), os protocolos de carga B e C são bem documentados e podem ser considerados rotina

E hoje, recomendar a leitura é redundância.

Feliz dia nacional do livro!
 

Referência

Gallucci GO, Hamilton A, Zhou W, Buser D, Chen S Implant placement and loading protocols in partially edentulous patients: A systematic review. Clin Oral Implants Res 2018;29(Suppl. 16):106–34. DOI: 10.1111/clr.13276 .

 

Paulo Rossetti

Editor científico de Implantodontia da ImplantNewsPerio

 

 

 

 

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