ImplantNewsPerio 2017 | V2N6 | Páginas: 1033-9

Avaliação da força de mordida em pacientes com restaurações sobre implantes: prótese total bimaxilar versus prótese total inferior/convencional superior

Bite force evaluation on patients implant-supported restorations: complete maxillary/ mandibular prosthesis vs. mandibular fi xed prosthesis/conventional maxillary denture

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Autor(es):

Francini Mecca1
Letícia Tainá de Oliveira Lemes1
Fernando Thalheimer Bacchi2
Miguel Andelo Nadin2
Paulo Sérgio Nadin2
Carolina Barreto Mozzini2

1Acadêmicas do curso de Odontologia – Faculdade Especializada na Área de Saúde do Rio Grande do Sul.
2Professores – Faculdade Especializada na Área de Saúde do Rio Grande do Sul.

Resumo:

Objetivo: avaliar a força de mordida (FM) em pacientes com próteses sobre implantes. Material e métodos: neste estudo transversal, os pacientes foram recrutados entre junho e setembro de 2015. Foram selecionados indivíduos maiores de 18 anos e de ambos os sexos, portadores de reabilitação protética osseointegrada total parafusada, com período pós-operatório de seis meses e 12 meses, divididos em G1 (próteses bimaxilares sobre implantes) e G2 (prótese total inferior/convencional superior). Os pacientes foram instruídos para que mordessem durante dez segundos com o máximo da força possível em um dinamômetro digital. As medidas foram realizadas na face oclusal dos primeiros molares inferiores em ambos os lados, um de cada vez, e na região dos incisivos. Cada local foi mensurado três vezes e obtida uma média dos valores, com precisão de 0,01 N. Entre cada local de medida, respeitou-se um intervalo de dois minutos. Ainda, a dor (EAV), abertura bucal (mm) e a qualidade de vida (OHIP-14) foram mensuradas. Resultados: a dor no G1 foi 0, enquanto no G2 foi grau 3. Não houve diferença para o grau de abertura bucal (47,5 mm x 39,5 mm). As queixas (dor física, desconforto e incapacidade) foram registradas apenas no G2, sem diferença estatística). Entretanto, houve uma diferença signifi cativa entre G1 (275,80 N) e G2 (63,38 N) para a FM somente no lado direito (p=0,025). Conclusão: pacientes com próteses bimaxilares apresentam melhores escores em todos os parâmetros avaliados. Entretanto, mais estudos devem ser realizados em função das amostras serem reduzidas neste ensaio.

Unitermos:

Força de mordida; Prótese dental implantossuportada; Prótese total.

Abstract:

Objective: to evaluate the bite force (BF) in patients with dental implants. Material and methods: in this cross-sectional study, patients were recruited between June and September 2015. Individuals older than 18 years-old and of both sexes, who underwent osseointegrated prosthetic rehabilitations within a 6-12-month postoperative period, were divided in G1 (bimaxillary protheses) and G2 (total, implant-supported mandibular/conventional maxillary denture). Patients were instructed to bite for ten seconds with as much force as possible on a digital dynamometer. Measurements were made on the occlusal face of the fi rst lower molars on both sides, separately, and also in the incisor region. Each site was measured 3 times and an average was obtained with an accuracy of 0.01 N. Between each measurement site, an interval of two minutes was respected. Still, pain (VAS), buccal opening (mm), and quality of life (OHIP-14) were registered. Results: pain levels for G1 were 0 while in G2 a grade 3 was scored. There was no difference for the degree of buccal opening (47.5 x 39.5 mm). Complaints (physical pain, discomfort, and disability) were recorded only in G2, but without statistical difference. However, there was a signifi cant difference between G1 (275.80 N) and G2 (63.38 N) for BF only at the right side (p=0.025). Conclusion: patients with bimaxillary prostheses presented better scores for all tested parameters. However, further studies should be performed since sample sizes were reduced in this trial.

Key words:

Bite force; Dental prosthesis-implant-supported; Complete denture.
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