ImplantNewsPerio 2018 | V3N1 | Páginas: 38-44

Influência do alinhamento das imagens por TCFC nas medidas lineares virtuais das relações entre implantes dentários: estudo laboratorial

The influence of different CBCT image alignment position on the virtual linear measurements of dental implant relationships: a laboratory study

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Autor(es):

Sabrina Silva Figueiredo1
Emanoelle Costa Cuccolo1
Ragindra Rachel Londero Quintino dos Santos1
Luiz Alexandre Thomaz2
Milena Bortolotto Felippe Silva3
Luiz Roberto Coutinho Manhães Jr.4

1Mestres em Radiologia – Universidade São Leopoldo Mandic.
2Doutor em Clínicas Odontológicas – Universidade São Leopoldo Mandic.
3Doutora em Radiologia – Universidade São Leopoldo Mandic.
4Doutor em Radiologia – Unesp.

Resumo:

Objetivo: verificar a variação das medidas lineares em função de angulações distintas dos implantes e dos alinhamentos diferentes das imagens de TCFC. Material e métodos: três mandíbulas artificiais de polietileno receberam 18 implantes dentários, com seis implantes em cada mandíbula, sendo: 1) dois angulados no sentido distal no lado direito posterior, 2) um angulado para vestibular e outro para lingual na região anterior, e 3) dois angulados no sentido mesial na região posterior esquerda. Com a mandíbula apoiada na mentoneira do equipamento e paralela ao plano horizontal, foram realizadas três aquisições tomográficas padronizadas, (voxel de 0,133 mm, FOV 6 x 8 cm, 89kV, 10 mA). Depois, foram realizadas uma medida perpendicular (da plataforma do implante ao rebordo mandibular) e outra inclinada (da plataforma do implante ao longo eixo do rebordo) nos cortes coronais e sagitais. As medidas foram realizadas com a base de mandíbula paralela ao plano horizontal e também após o volume ser rotacionado para o inferior no plano sagital. Os implantes foram numerados de um a seis e divididos em duplas. As medidas foram comparadas antes e após o alinhamento das imagens através do programa OnDemand3D. Resultados: foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre as medidas realizadas nos implantes 1 e 2. Conclusão: as medidas lineares sofreram alteração em decorrência do posicionamento mandibular quando manipulado em software.

Unitermos:

Implantes dentários; Tomografia computadorizada feixe cônico; Radiografia panorâmica; Medidas lineares.

Abstract:

Objective: to verify the linear measure variation according to the distinct implants angulations and the different alignment from CBCT images. Material and methods: three polyethylene artifi cial models received 18 dental implants, 6 in each jaw, being: 1) two angled to distal on the right posterior side, 2) one angled to vestibular and another to lingual on the anterior region, 3) two angled to mesial way on the left posterior region. Each jaw was supported at a chinstrap of the equipment and parallel to the horizontal plane, and three standardized tomographic acquisitions were taken, (voxel size 0.133 mm, FOV 6 x 8 cm, 89kV, 10 mA). A perpendicular measure was made after the tomographic acquisitions (from the implant platform to the jaw border) and another inclined measure (from the implant platform to border long axis) both on coronal and sagittal acquisitions. Measurements were taken with the jaw base parallel to the horizontal plane and also when the volume was rotated to inferior on the sagittal plane. The implants were numbered from one to six and divided into couples. The measures were compared before and after image alignment by the OnDemand3D software. Results: statistically signifi cant differences were observed between the measurements performed on implants 1 and 2. Conclusion: the linear measurement values change in consequence of the jaw position when manipulated by the software.

Key words:

Dental implants; Cone beam computed tomography; Panoramic radiograph; Linear measurements.

Introdução

Atualmente, o principal método de avaliação pré-cirúrgico por imagens é realizado por meio das radiografias panorâmicas, que permitem uma avaliação radiográfica da condição oral do paciente, dos tecidos dentários e ósseos adjacentes inacessíveis por meio de exames clínicos, incluindo presença ou ausência de anormalidades1.

As radiografias panorâmicas ainda não fornecem exatidão da imagem em relação à qualidade e quantidade de osso disponível e a identificação do canal mandibular quase sempre é imprecisa1. Estudos mostraram que a radiografia panorâmica apresenta uma distorção horizontal, na região posterior, e vertical, na região anterior, tanto em mandíbula como em maxila, e que ela não deve servir como base definitiva para o planejamento das cirurgias de implantes dentários, pois implica maior índice de lesões traumáticas pós-cirúrgicas2-3.Sua indicação, bem como execução, devem ser criteriosas.

Por esse motivo, outros métodos radiográficos de avaliação se tornam cada vez mais necessários. A Academia Americana de Radiologia Oral e Maxilofacial4recomenda que exames tomográficos devem fazer parte do planejamento de implantes por disponibilizarem a observação da região estudada em todas as dimensões, visto combinarem os conceitos radiográficos de finas camadas com as imagens computadorizadas que permitem a identificação de estruturas anatômicas internas com total fidelidade dimensional e sem sobreposição de imagens, podendo ser usada para identificar e delinear processos patológicos, visualizar dentes retidos, avaliar os seios paranasais, diagnosticar trauma, mostrar os componentes ósseos da articulação temporomandibular e os locais mais apropriados para a inserção de implantes dentários5.

A TCFC é indicada para planejamento de cirurgias de colocação dos implantes dentários e ainda há pouca informação na literatura sobre detalhes sobre a diferença entre o rigor desses métodos5,bem como os tipos de reconstruções tomográficas6.

Entretanto, é fundamental avaliar a precisão da imagem TCFC para realizar o planejamento pré e pós-cirúrgico dos implantes dentais, pois, ainda hoje, na literatura, não existe um consenso a respeito5-6.

Material e Métodos

Esta pesquisa foi dispensada do CEP por ser realizada in vitro , sob o parecer no961.106. Todos os procedimentos foram realizados no departamento de Radiologia da Faculdade São Leopoldo Mandic, Campinas, São Paulo.

Amostras

Três mandíbulas artificiais (Ossos,Bauru-SP, Brasil) de espessura e altura consideradas em padrão normal (Figura 1) receberam 18 implantes dentários (Neodent, Curitiba/PR, Brasil) de diferentes tamanhos, modelos e diâmetros (Figura 3). Esses implantes foram inseridos pela técnica hands-on (Figura 2). A Tabela 1 representa essa relação dos modelos, tamanhos, diâmetros e angulações diversas. Foram inseridos seis implantes em cada mandíbula utilizando kit cirúrgico Neodent (Figura 4). Dois implantes ficaram angulados no sentido distal no lado direito posterior, um angulado para vestibular e outro para lingual na região anterior, e dois angulados no sentido mesial na região posterior esquerda, utilizando contra-ângulo e motor (Surgic XT, NSK, Japão, Tóquio) fornecidos pela mesma empresa (Neodent, Curitiba, PR, Brasil), com 50 Ncm (Figura 5).

Exames por imagem

Foram realizadas três aquisições tomográficas padronizadas, uma de cada mandíbula, (Orthopantomograph OP300, Instrumentarium, Tuusula, Finlândia) (Figura 6A), sendo esta apoiada sobre a mentoneira do equipamento com sua base paralela ao plano horizontal. Os parâmetros usados foram voxel de 0, 133 mm, FOV 6 cm x 8 cm, 89 kV e 10 mA, estabelecidos no aparelho e controlados por um programa específico (OnDemand3D) (Figura 6B).

As imagens foram salvas em formato DICOM e realizadas duas medidas: uma perpendicular, a partir da plataforma do implante ao rebordo mandibular, e a outra inclinada, da plataforma do implante ao rebordo, seguindo o longo eixo deste, nos cortes coronais e sagitais.

De posse da orientação dos planos, as medidas foram realizadas em dois posicionamentos distintos da mandíbula. Um dos posicionamentos foi orientado com a base de mandíbula paralela ao plano horizontal, e no outro o volume foi rotacionado pela imagem sagital, para inferior. Os implantes foram numerados de um a seis e divididos em duplas.

Análise estatística

As medidas antes e após a modificação das imagens foram comparadas pelo teste t Student com nível de significância de 5%.

TABELA 1 – MODELO, TAMANHO, DIÂMETRO E ANGULAÇÃO DE INSERÇÃO DOS IMPLANTES NEODENT (CURITIBA-PR/BRASIL)

Mandíbula 1
Direita distal Central: lingual/vestibular Esquerda mesial
HI Titamax II plus HI Titamax II plus HI Titamax II plus
5 mm x 7 mm 5 mm x 7 mm
3,75 mm x 15 mm
3,75 mm x 15 mm
Mandíbula 2
Direita distal Central: lingual/vestibular Esquerda mesial
Titamax CM cortical Titamax CM cortical Titamax CM medular
4 mm x 8 mm 4 mm x 8 mm 3,75 mm x 9 mm
Mandíbula 3
Direita distal Central: lingual/vestibular Esquerda mesial
HE Titamax CM EX HE Alvim TI Titamax TI medular
4 mm x 13 mm 5 mm x 10 mm 4 mm X 11 mm
 

TABELA 2 – MÉDIAS LINEARES DOS IMPLANTES (MM) EM FUNÇÃO DO POSICIONAMENTO E DA ROTAÇÃO DA IMAGEM TOMOGRÁFICA

Alinhamento
da imagem
Região direita Região anterior Região esquerda
Implante 1 Implante 2 Implante 3 Implante 4 Implante 5 Implante 6
Coronal Sagital Coronal Sagital Coronal Sagital Coronal Sagital Coronal Sagital Coronal Sagital
Imagem adquirida 15,68 19,05 20,76 24,67 23,25 22,72 22,55 22,41 19,76 20,54 20,09 20,09
Imagem rotacionada 15,90 25,90 21,82 21,06 15,90 22,72 21,82 23,78 18,47 17,28 20,54 16,51
 

Resultados

Os resultados observados nas mensurações (em milímetros) das imagens tomográficas estão representados na tabela abaixo (Tabela 2).

Seguindo o mesmo padrão entre as comparações realizadas nas medições dos cortes coronais e sagitais dos implantes 1 e 2, foram realizadas as medições da plataforma dos implantes até o rebordo mandibular, no sentido perpendicular e no longo eixo da angulação de inserção dos mesmos, nos implantes 3 e 4, 5 e 6.

Observou-se que as comparações das medidas realizadas nos cortes não apresentaram diferenças estatísticas significantes nas medições realizadas nos implantes 3 e 4.

Constataram-se, nas medidas lineares dos implantes 5 e 6 até o rebordo mandibular, resultados estatisticamente significantes, assim como os observados nas mensurações realizadas nos cortes dos implantes 1 e 2, 3 e 4, porém com resultados estatisticamente menos significantes.

Verificaram-se, na análise estatística, resultados semelhantes em relação à variação das medições, que apresentou diferenças mais significativas.

Discussão

Atualmente, a radiografia panorâmica digital (bidimensional) tem sido utilizada no planejamento pré e pós-cirúrgico de implantes dentários por apresentar vantagens, como baixo custo, acesso imediato da imagem e permitir ao profissional avaliar a condição oral do paciente em uma visão geral do maxilar superior e mandíbula2-7,8-10.Existem controvérsias em relação à acurácia da imagem panorâmica, devido às distorções observadas, principalmente na região anterior. Assim, são necessários mais estudos em relação à sua indicação no planejamento pré-cirúrgico de implantes dentários11-13.O profissional, ao indicar a radiografia panorâmica digital no planejamento pré-cirúrgico de implantes dentários, deve ser mais criterioso, a fim de evitar danos traumáticos nas cirurgias1-7.Essas desvantagens favorecem o uso da TCFC no planejamento de implantes dentários, por apresentar melhor padrão da qualidade da imagem, visão tridimensional e cortes seccionais que viabilizam a identificação de estruturas anatômicas internas com total fidelidade dimensional e sem sobreposição de imagens, permitindo, assim, a acurácia das mensurações realizadas nos locais mais apropriados para a inserção de implantes dentários4-5,7,14.

Ao avaliar imagens de TCFC, alterando a posição ideal do crânio, alguns autores não observaram diferenças estatisticamente significantes nas mensurações realizadas9,12,15-17.Porém, alguns estudos relatam que a mudança do posicionamento do crânio durante a aquisição das imagens tomográficas pode levar a alterações nas medições de altura e largura óssea, o que pode resultar em erros no planejamento pré-operatório dos implantes dentários, causando, assim danos, irreversíveis às estruturas anatômicas18-20.

Alguns autores realizaram mensurações em TCFC e verificaram se elas sofriam alterações quando a cabeça do paciente não estava em um posicionamento considerado ideal, e obtiveram resultados distintos entre as pesquisas, porém existem poucos estudos científicos comprovando se a alteração no posicionamento da cabeça do paciente altera as mensurações tanto ósseas quanto de um objeto, havendo, assim, a necessidade de mais estudos de comparação entre as diversas modalidades de imagens9,15-16,18-20.Neste estudo observou-se que a medida da imagem da TCFC de implantes dentários colocados em diferentes angulações em mandíbulas artificiais sofre alteração após a manipulação do posicionamento da mandíbula em software , evidenciando, assim, que as medidas das imagens tomográficas apresentam diferenças estatísticas significantes.

Conclusão

De acordo com os resultados obtidos, pode-se concluir que a simulação da mudança do posicionamento da mandíbula em software apresenta alterações significativas nas dimensões das medidas tomográficas quando os implantes dentários estão inseridos com angulações distintas.

Nota de esclarecimento
Nós, os autores deste trabalho, não recebemos apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Nós, ou os membros de nossas famílias, não recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho, não possuímos ações ou investimentos em organizações que também possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Não recebemos honorários de apresentações vindos de organizações que com fins lucrativos possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho, não estamos empregados pela entidade comercial que patrocinou o estudo e também não possuímos patentes ou royalties , nem trabalhamos como testemunha especializada, ou realizamos atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área.

Endereço para correspondência
Sabrina Silva Figueiredo
Av. Santo Antônio, 200 – Sala 902 – Cascatinha
37701-036 – Poços de Caldas - MG
Tel.: (35) 9938-7233
figueiredosabrina@yahoo.com.br

Galeria

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