ImplantNewsPerio 2018 | V3N3 | Páginas: 475-82

Análise volumétrica do septo no seio maxilar exibida por tomografia computadorizada feixe cônico na população peruana – estudo retrospectivo transversal

Volumetric analysis of the maxillary sinus septa by CBCT in a Peruvian population – cross-sectional retrospective study

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Autor(es):

Jorge Omar Espinoza Quispe1
Juan Manuel Vásquez Suica2

1Cirurgião-dentista – Universidad Nacional Federico Villarreal.
2Cirurgião-dentista, especialista em Implantodontia Oral – Universidad Peruana Cayetano Heredia; Professor de especialização em Periodontia – Faculdade de Odontologia da Universidad Nacional Mayor de San Marcos.

Resumo:

Objetivos: avaliar a presença do septo sinusal na população peruana. Materiais e métodos: um estudo transversal foi realizado em 298 seios maxilares de pacientes encaminhados ao Serviço de Radiologia Oral e Maxilofacial do Hospital Nacional Arzobispo Loayza, em Lima, Peru. A presença do septo, o número, a localização, o comprimento e a orientação dos avaliados, bem como idade, sexo e tipo de dentulismo, foram quantificados nas imagens da tomografi a computadorizada feixe cônico (TCFC), usando o software CS 3D Imaging. O teste Qui-quadrado foi realizado para tentar identifi car associações entre a presença do septo, condição dentária, idade e sexo, com 5% de significância, usando-se o SPSS20. Resultados: o septo no seio maxilar foi visto em 36,2% dos casos e estava ausente em 63,8%. Quanto à localização, 49,4% dos septos estavam no lado direito e 50,6% no lado esquerdo. Houve septos completos em 22,9% e incompletos em 77,1% dos casos. A localização do septo em maior proporção foi encontrada na parede basal, com 48,2%, seguido pelo setor anterior e
medial do seio maxilar. O comprimento médio foi de 6,86 mm. Houve associação entre a frequência do septo e o sexo dos pacientes (teste Qui-quadrado de Pearson, p=0,015, graus de liberdade 1, ᵪ2= 5,894). Conclusão: cada população apresentará variações na localização e tamanho do septo do seio maxilar que devem ser cuidadosamente estudadas por TCFC para evitar rompimento da membrana e outras intercorrências que levam ao insucesso das terapias regenerativas e restauradoras.

Unitermos:

Seio maxilar; Septo do seio; Tomografia computadorizada feixe cônico.

Abstract:

Objectives: to evaluate the presence of the sinus septa in a Peruvian population. Materials and methods: a cross-sectional study was performed on 298 maxillary sinuses of patients referred to the Oral and Maxillofacial Radiology Service of the Arzobispo Loayza National Hospital, Lima, Peru. The presence of the septum, the number, location, length and orientation of the evaluated, as well as age, gender, type of dentulism were quantified in conical beam computed tomography (CTT) images using CS 3D Imaging software. The Chi-square test was performed to try to identify associations between the presence of the septum, dental condition, age and sex, with 5% of signifi cance, using SPSS20. Results: the septum in the maxillary sinus was seen in 36.2% of the cases and absent in 63.8%. Regarding the location, 49.4% of the septa on the right side and 50.6% on the left side. There were complete septa in 22.9% and incomplete septa in 77.1% of the cases. The location of the septum in greater proportion was found in the basal wall with 48.2%, followed by the anterior and medial sector of the maxillary sinus. The average length was 6.86 mm. There was an association between septum frequency and patients' gender (Pearson's Chi-Square test, p=0.015, degrees of freedom 1, ᵪ2 = 5.894). Conclusions: each population will present variations in the location and size of the septum of the maxillary sinus that must be carefully studied by CBCT to avoid membrane rupture and other intercurrences that lead to the failure of regenerative and restorative therapies.

Key words:

Maxillary sinus; Sinus septum; Computed tomography cone beam.

Introdução

O desenvolvimento e o crescimento dos maxilares ocorrem até a maturação óssea, incluindo a formação do seio maxilar1-2. Essa estrutura pode sofrer modificações, uma vez que atingiu seu crescimento, de acordo com a teoria da modificação óssea funcional3.

Na cavidade do seio maxilar encontramos o septo, que se origina a partir da elevação das paredes do seio, criando separações e originando morfologias particulares dessas estruturas, todas cobertas pela membrana de Schneider4-5.

O estudo pré-operatório para um paciente candidato à cirurgia para elevar o seio maxilar é feito com radiografias panorâmicas ou projeção de Waters, mas essas imagens são apenas uma representação bidimensional de uma estrutura tridimensional e, portanto, difíceis de serem usadas. O cirurgião deve realizar estudo e diagnóstico precisos das estruturas6-8.

Por outro lado, a tomografia computadorizada feixe cônico (TCFC) é uma reconstrução tridimensional que permite visualizar as estruturas ósseas de forma completa e sem qualquer tipo de distorção dimensional das estruturas anatômicas. Isso nos permite verificar como a localização, o comprimento e a orientação do septo do seio maxilar influenciam as decisões cirúrgicas para o acesso do seio maxilar6-8.

Este estudo tem como objetivo encontrar a frequência de septos no seio maxilar em estudos pré-operatórios de imagens TCFC para planejamento cirúrgico, além de identificar a relação de acordo com o sexo, a idade e a condição dentária.

Material e Métodos

Amostras

Neste estudo retrospectivo transversal, 298 imagens TCFC dos seios maxilares de 152 pacientes foram avaliadas. Este trabalho foi realizado com o banco de dados de tomografia computadorizada feixe cônico do Hospital Nacional Arzobispo Loayza e aprovado pelo Escritório de Apoio ao Ensino e Pesquisa do referido hospital (Memorandum 552–16 HNAL/ OADel-2016), segundo os princípios da Declaração de Helsinque, protegendo os dados dos pacientes neste trabalho e codificando cada exame de TCFC da população estudada (A001 -A400).

Os pacientes foram encaminhados ao Departamento de Radiologia Oral e Maxilofacial em Arzobispo Loayza, Hospital Nacional de Lima-Peru, entre 2015 e 2016. No grupo de estudo, 94 mulheres e 58 homens foram estudados, com idades entre 15 e 65 anos, sendo divididos em quatro faixas etárias. A condição oclusal foi dividida em pacientes totalmente edêntulos, dentados parciais e dentados.

Todas as imagens tomográficas com visualização nítida do seio maxilar foram incluídas. Por outro lado, imagens tomográficas de pacientes com fratura Le Fort, sinal de síndrome óssea, controle pós-cirúrgico e pacientes com doenças ósseas malignas não foram considerados para o estudo.

Análise das imagens

No banco de dados, o software Cone Beam CS 3D Imaging (Figura 1) foi utilizado para a análise topográfica dessas estruturas com base nas características anatômicas do paciente.

O comprimento do septo do seio maxilar foi medido estabelecendo-se uma linha de base dos pontos de união de curvatura das paredes do seio maxilar, a partir do qual o septo se originaria até o final.

A localização do septo do seio maxilar foi classificada em três grupos: anterior, medial e posterior. O primeiro compreende a extensão da parede anterior do seio à face distal do segundo pré-molar, enquanto a medial foi classificada como a área da face distal do segundo pré-molar para a face distal do segundo molar e posterior da face distal do segundo molar. A terceira compreende do segundo molar até a parede posterior do seio2(Figura 2). No caso de pacientes com edentulismo total, três áreas homogêneas foram criadas.

O curso do septo foi classificado de acordo com a origem e o fim do septo, ou seja, na qual a parede do seio maxilar começa e no qual ele termina, enquanto o tipo de septo foi classificado pela divisão em duas ou mais cavidades (Figura 3), septo completo ou incompleto (Figura 4). Uma vez que os dados foram obtidos, procedemos a determinar a frequência e correlação dos dados obtidos na amostra para encontrar o nível de significância.

Todo esse procedimento foi realizado após a calibração com um radiologista especialista para o diagnóstico do septo nos seios maxilares (calibração interexaminador) e uma calibração individual (calibração intraexaminador). Para a calibração deste estudo, foram utilizados o índice de concordância Kappa e Coeficiente de Concordância Intra-classe (ICC).

Análise estatística

Os dados foram processados ​​no programa SPSS V20 para o sistema operacional Windows 8. Os dados foram organizados em tabelas, usando medidas de resumo, como porcentagens, média e mediana. A análise estatística foi utilizada através do teste Qui-quadrado para determinar se houve diferenças significativas entre os grupos etários com o septo, a predominância de septo nos grupos atróficos/edêntulos e não atróficos/dentados e a prevalência de septos por gênero, com um nível de significância 5%.

Resultados

Do tamanho total da amostra, composta por 152 pacientes com tomografia do seio maxilar, um seio maxilar foi examinado em seis pacientes e dois seios maxilares em 146 pacientes, resultando em 298 seios maxilares examinados. Uma amostragem aleatória simples foi aplicada para as tomografias que atendiam aos critérios de seleção. O examinador não teve acesso aos dados do paciente. Uma vez que os resultados foram obtidos, os pacientes foram agrupados de acordo com seu sexo. Os pacientes pertencentes ao sexo feminino foram 94 (61,8%) e do sexo masculino foram 58 (38,2%).

A distribuição etária foi feita em quatro faixas: 29 (19,1%) pacientes do grupo de 15 a 20 anos, 48 (31,6%) pacientes do grupo de 20 a 40 anos, 62 (40,8 %) pacientes no grupo de 41 a 60 anos e 13 (8,6%) pacientes no grupo de 61 anos ou mais.

A distribuição do tipo de dentulismo foi realizada em três grupos: 44 (53%) pacientes dentados, 25 (30,1%) pacientes edêntulos totais e 14 (16,9%) pacientes com edêntulas parciais.

A partir da amostra obtida como resultado, o septo do seio maxilar foi considerado ascendente em 55 pacientes, representando 36,2% e 97 pacientes com ausência de septo, representando 63,8% da amostra total. Verificou-se que a localização do septo do seio maxilar no lado direito ou esquerdo era quase igual (sinusal direito = 49,4% e sinusal esquerdo = 50,6%).

Sobre a frequência do número de septos: em 97 (63,8%) dos casos não havia septo, 35 (23%) casos apresentaram um septo, 12 (7,9 %) apresentaram dois septos e em oito casos (5,3%) apresentaram três septos (Tabela 1).

Além disso, descobriu-se que havia septo do seio maxilar do tipo completo (19 casos (22,9%) e septo incompleto em 64 (77,1%) casos.

O curso do septo do seio maxilar também foi avaliado de acordo com a parede do seio maxilar localizado: para a parede lateral do seio maxilar foram encontrados 19 (22,9%) casos de presença de septo, para a parede basal foram encontrados 40 (48,2%) casos de presença de septo, seis (7,2%) septos foram encontrados para a parede nasal, para a parede lateral nasal houve 12 (16,9%) casos de presença de septo e, finalmente, para a parede basal nasal foram encontrados quatro (4,8%) casos de presença de septo (Tabela 2).

Para a localização, de acordo com a área do seio maxilar onde está localizado, o septo do seio maxilar foi dividido em três áreas virtuais, categorizadas em três tipos: 34 (41%) casos de septo do seio maxilar no setor anterior, 41 (49,4%) casos de septo maxilar superior no setor médio, e oito (9,6%) casos de septo maxilar superior no setor posterior (Tabela 3).

Finalmente, o comprimento do septo do seio maxilar foi encontrado dentro de uma faixa de 2 mm a 15 mm, com um modo de 5 mm, um comprimento médio de 6,86 mm e uma média de 6,86; mediana de 6 e moda de 5 (Tabela 4).

TABELA 1 – NÚMERO DE SEPTOS NO SEIO MAXILAR PARA CADA PACIENTE E SUA FREQUÊNCIA, VISUALIZADO COM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA FEIXE CÔNICO

Número de septos Frequência %
0 septo 97 63,8
1 septo 35 23
2 septo 12 7,9
3 septo 8 5,3
Total 152 100
 

TABELA 2 – TRAJETO DO SEPTO CONFORME SUA ORIGEM E REGIÃO, VISUALIZADO COM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA FEIXE CÔNICO

Trajeto do septo Frequência %
Parede lateral 19 22,9
Parede basal 40 48,2
Parede basal 6 7,2
Parede lateral nasal 14 16,9
Parede nasal basal 4 4,8
Total 83 100
 

TABELA 3 – LOCAL DO SEPTO, DE ACORDO COM A SEÇÃO SAGITAL, NO SEIO MAXILAR VISUALIZADO COM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA FEIXE CÔNICO

Localização em septo Frequência %
Anterior 34 41
Meio 41 49,4
Depois 8 9,6
Total 83 100
 

TABELA 4 – DIFERENTES COMPRIMENTOS E FREQUÊNCIAS DO SEPTO NO SEIO MAXILAR VISUALIZADOs COM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA FEIXE CÔNICO

Localização em septo Frequência %
2 mm 2 2,4
3 mm 6 7,2
4 mm 12 14,5
5 mm 16 19,3
6 mm 8 9,6
7 mm 5 6
8 mm 12 14,5
9 mm 4 4,8
10 mm 8 9,6
11 mm 4 4,8
12 mm 2 2,4
13 mm 2 2,4
15 mm 2 2,4
Total 83 100
 

O teste Qui-quadrado demonstrou haver associação entre frequência do septo maxilar e o sexo dos pacientes (p=0,015, graus de liberdade 1, ᵪ2= 5,894). Por outro lado, não houve uma relação da frequência do septo e a idade (p=0,072, graus de liberdade 3, ᵪ2= 7,003). Finalmente, não houve uma relação entre a condição dentária dos pacientes com a frequência do septo (teste Qui-quadrado, p=0,092, graus de liberdade 2, ᵪ2= 4,768).

Discussão

Neste estudo observacional, descritivo e transversal, foram avaliados 298 seios maxilares na tomografia computadorizada feixe cônico. A frequência obtida no banco de dados do Hospital Nacional Arzobispo Loayza foi de 36,2%. Esses dados são similares aos 38,1% de um trabalho já publicado7. Além disso, a frequência, de 28,4%, mostra alguma semelhança com as revisões sistemáticas no septo do seio maxilar9. Em outra revisão sistemática de vinte e dois artigos, a prevalência variou de 14,3% a 33,3%10e os resultados de outra revisão sistemática apresentaram uma faixa de 13% e 35,3%11. Entretanto, essas revisões sistemáticas usaram radiografias panorâmicas, o que pode ocasionar resultados falso-positivos no diagnóstico8.

Por outro lado, a localização do septo no lado direito ou esquerdo foi similar, e esses resultados são semelhantes aos de outro trabalho de pesquisa, que obteve 44,9% no lado direito e 55,1% no lado esquerdo12.

Quanto à frequência, 35 (63,6%) casos apresentaram um septo, 12 (21,8%) casos apresentaram dois septos e oito (14,6%) casos apresentaram três septos. Esses resultados correspondem ao trabalho mostrando um septo com frequência de 64% e de dois septos com 35,8%13-14. Além disso, verificou-se o septo completo em 19 casos (22,9%) e incompleto em 64 casos (77,1%).

Para o curso do septo do seio maxilar localizado de acordo com a parede do seio maxilar, verificou-se que a maior frequência foi para a parede basal (assoalho sinusal maxilar), com um total de 48,2%, e para a parede lateral do seio maxilar, em segundo lugar, foram encontrados 19 (22,9%) casos de presença de septo. Esses resultados concordam com o estudo em que a maioria dos septos está localizada no assoalho do seio maxilar (58,6%)15.

Conforme a área do seio maxilar, 34 (41%) septos estavam localizados no setor anterior, 41 (49,4%) no setor médio e oito (9,6%) no setor posterior. Um trabalho mostrou que a frequência no setor anterior e médio foi maior7. Contudo, outros pesquisadores encontraram maior prevalência no setor médio, relacionada ao primeiro e segundo molares8,10,16-18.

Finalmente, os comprimentos dos septos do seio foram de 2 mm a 15 mm (média de 6,86 mm) e, de acordo com outro estudo, os comprimentos médios foram de 5,5 mm7e 6,01 mm19. Além disso, verificou-se que o comprimento do septo varia em uma faixa de 8,25 mm e 17,03 mm20. Finalmente, em uma revisão sistemática, o comprimento médio foi de 7,5 mm9.

A relação da frequência de septo do seio maxilar com o sexo neste artigo corrobora uma associação significativa com a frequência do septo e do sexo masculino em outro trabalho17.

Em relação à frequência do septo e idade do seio maxilar, não foi verificada associação significativa.

Finalmente, a ausência entre a associação da condição dentária dos pacientes com a frequência do septo do seio maxilar corroborou os dados de um estudo21, ao contrário de outros estudos9,22.

Além de ocorrer frequentemente em áreas de acesso cirúrgico, como o chão e a parede lateral do seio maxilar, bem como variedades de comprimentos que podem medir até 13 mm, em alguns casos o septo pode segmentar o seio maxilar em dois ou três lóbulos. A maior parte desse septo é encontrada preferencialmente na área anterior e média do seio maxilar.

Conclusão

Cada população apresentará variações na localização e tamanho do septo do seio maxilar, que devem ser cuidadosamente estudadas por TCFC para evitar rompimento da membrana e outras intercorrências que levam ao insucesso das terapias regenerativas e restauradoras.

Nota de esclarecimento
Nós, os autores deste trabalho, não recebemos apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Nós, ou os membros de nossas famílias, não recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho, não possuímos ações ou investimentos em organizações que também possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Não recebemos honorários de apresentações vindos de organizações que com fins lucrativos possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho, não estamos empregados pela entidade comercial que patrocinou o estudo e também não possuímos patentes ou royalties , nem trabalhamos como testemunha especializada, ou realizamos atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área.

Endereço para correspondência
Jorge Omar Espinoza Quispe
Psj. La química, 2800 – Urbanización Carlos Cueto Fernandini – 3era etapa
15304 – Lima – Peru
Tel.: +51 99141-3103
omar101_2@hotmail.com

Galeria

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