ImplantNewsPerio 2018 | V3N4 | Páginas: 723-30

Associação da recessão gengival com hipersensibilidade dentinária cervical

Gingival recession associated to cervical dentinal hypersensitivity

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Autor(es):

Leonardo Luiz Moreira Guimarães1
Elizabeth Pimentel Rosetti2
Rosana de Souza Pereira3

1Cirurgião-dentista, especialista em Endodontia – Faculdade de Tecnologia do Ipê (Faipe); Mestre em Clínica Odontológica e professor voluntário de Endodontia – Ufes.
2Cirurgiã-dentista, especialista em Periodontia, mestra e doutora em Odontologia/Periodontia – Unesp; Professora do Depto. de Prótese – Ufes.
3Cirurgiã-dentista, especialista em Endodontia, doutora em Odontologia – Uerj; Mestra em Odontologia – FOB/USP; Pós-doutora – Universidade de São Paulo (USP); Professora do Depto. de Prótese – Ufes.

Resumo:

Objetivo: avaliar pacientes com recessão gengival vestibular e sua associação com a hipersensibilidade dentinária cervical. Material e métodos: 61 pacientes foram atendidos na clínica odontológica do curso de Odontologia da Ufes, sendo coletados os dados referentes à idade, sexo e tipo de dente. No exame clínico, foram avaliados os seguintes parâmetros: determinação da presença ou não do sangramento gengival, presença visível de placa bacteriana, altura da recessão gengival e hipersensibilidade dentinária cervical. A sensibilidade foi classificada em graus: 0 (sem desconforto significativo); 1 (desconforto, mas sem dor considerável); 2 (dor aguda durante a aplicação do estímulo); e 3 (dor aguda durante e após a aplicação do estímulo). Resultados: a associação entre os dentes que apresentam recessão gengival e a presença de hipersensibilidade dentinária cervical apresentou significância estatística, sendo a soma do grau sensibilidade em 69,5%, com índice 3 em 39,6%, seguido de índice 2 com 29,9%. A recessão gengival e hipersensibilidade dentinária cervical são mais comuns no lado esquerdo do que no lado direito da arcada dentária, com mais recessão gengival no lado esquerdo (56,4%) do que no lado direito (43,6%). O sangramento a sondagem e o índice de placa visível não apresentaram significância estatística ao nível de 5%. Conclusão: dentro dos limites deste estudo, houve relação entre hipersensibilidade dentinária cervical e recessão gengival.

Unitermos:

Recessão gengival; Retração gengival; Hipersensibilidade dentinária.

Abstract:

Objective: to evaluate patients with vestibular gingival recession and its association with cervical dentinal hypersensitivity. Material and methods: 61 patients were attended at the Dental Clinics of Ufes; data regarding age, sex and tooth type were collected. In the clinical examination, the following parameters were evaluated: determination of the presence or absence of gingival bleeding, visible presence of bacterial plaque, height of the gingival recession and cervical dentin hypersensitivity. The sensitivity was classifi ed as follows: 0 (without significant discomfort); 1 (discomfort, but without considerable pain); 2 (acute pain during the application of the stimulus); and 3 (acute pain during and after the application of the stimulus). Results: the association between teeth with gingival recession and the presence of cervical dentin hypersensitivity presented statistical significance, with the sum of the degree of sensitivity being 69.5%, with index 3 in 39.6%, followed by index 2 with 29, 9%. Gingival recession and cervical dentin hypersensitivity were more common on the left side than on the right side of the dental arch, with more gingival recession on the left side (56.4%) than on the right side (43.6%). Bleeding on probing and the visible plaque index did not present statistical signifi cance at 5% level. Conclusion: within the limits of this study, there was a relationship between cervical dentin hypersensitivity and gingival recession.

Key words:

Gingival recession; Clinical study; Cervical dentin hypersensitivity.
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