ImplantNewsPerio 2018 | V3N6 | Páginas: 1155-9

Doença periodontal em mulheres na pós-menopausa e sua inter-relação com a osteoporose

Periodontal disease in postmenopause women and its interrelation to osteoporosis

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Autor(es):

Millena Faria de Oliveira1
Gabriel Caixeta Ferreira1
Waldelene Taciane Paulino1
Rafael de Aguiar Vilela Júnior2

1Acadêmicos de Graduação – Instituto Nacional de Ensino Superior e Pós-Graduação Padre Gervásio (Inapós)/Faculdade de Pouso Alegre.
2Mestrado em Implantodontia e doutorando em Clínicas Odontológicas – Faculdade de Odontologia SLMandic; Professor de Periodontia – Instituto Nacional de Ensino Superior e Pós-Graduação Padre Gervásio (Inapós)/Faculdade de Pouso Alegre.

Resumo:

O objetivo deste trabalho foi revisar a literatura sobre a relação existente entre a osteoporose e a doença periodontal em mulheres na fase de pós-menopausa. Com o aumento da expectativa de vida e com o envelhecimento populacional, as doenças crônicas relacionadas ao envelhecimento começam a surgir, como a osteoporose, que promove um grande impacto na qualidade de vida destes indivíduos. A osteoporose é uma doença sistêmica que está relacionada com a diminuição dos níveis hormonais, principalmente do estrogênio, que, por sua vez, promove fragilidade óssea e aumenta a probabilidade de ocorrência de fraturas. Já a doença periodontal se caracteriza por uma doença crônica, ocasionada principalmente pelo acúmulo de biofilme dentário. Sua manifestação inicial é a gengivite que, quando não tratada, progride para quadros mais severos, como a periodontite. Dessa maneira, a osteoporose tem sido sugerida na literatura como um fator que influencia na condição periodontal de mulheres em menopausa. Assim, pôde-se concluir que o cirurgião-dentista deve apresentar conhecimentos sobre estas patologias para poder realizar um tratamento correto nestes pacientes. De acordo com a literatura, a osteoporose afeta significativamente o quadro clínico das doenças periodontais, sendo necessário o seu tratamento prévio para a melhora da saúde periodontal das mulheres em menopausa.

Palavras-chave:

Osteoporose; Periodontite; Menopausa.

Abstract:

The objective of this study is to review the literature on the relationship between osteoporosis and periodontal disease in postmenopausal women. With increasing life expectancy and population aging, chronic diseases begin to appear, such as osteoporosis, which has a great impact on the quality of life of these individuals. Osteoporosis is a systemic disease that is related to the decrease in hormonal levels, mainly estrogen. That in turn, promotes bone fragility and increases the probability of fractures. Periodontal disease is characterized by a chronic disease, mainly caused by the accumulation of dental biofilm. Its initial manifestation is gingivitis, which in turn, when left untreated, progresses to more severe conditions, such as periodontitis. Thus, osteoporosis has been suggested in the literature as a factor influencing the periodontal condition of menopausal women. It can be stated that the dentist should present knowledge about these pathologies in order to be able to perform a correct treatment in these patients. Because according to the literature, osteoporosis signifi cantly affects the clinical picture of periodontal diseases, requiring the prior treatment of osteoporosis to improve the periodontal health of menopausal women.

Key words:

Osteoporosis; Periodontitis; Menopause.

Introdução

A periodontite pode ser caracterizada como uma doença inflamatória crônica multifatorial associada à saúde do indivíduo. Seu fator desencadeante é o acúmulo de biofilme dental que, consequentemente, leva à destruição do periodonto de inserção e osso adjacente1. Em certos casos, a periodontite pode se correlacionar com a osteoporose, principalmente quando associada às mulheres na fase da menopausa, já que, em decorrência da mesma, ocorre a diminuição de estrogênio e progesterona, ocasionalmente deixando-as mais propensas ao desenvolvimento de doenças que afetam a cavidade oral2.

A queda de estrogênio afeta de maneira negativa a dimensão molecular óssea, o epitélio oral, as glândulas salivares e os alvéolos ósseos, predispondo à inflamação periodontal. Os desconfortos mais comuns ocasionados pela diminuição da produção de hormônios em mulheres em pré-menopausa ou menopausa são: queimação bucal, xerostomia, mau gosto e o desenvolvimento de lesões descamativas na gengiva3.

Outro fator agravante que as afeta é a osteoporose, que pode ser definida como uma patologia esquelética sistêmica que promove a deterioração da microarquitetura e diminui consideravelmente a densidade mineral óssea (DMO), deixando o osso mais fraco e propenso às fraturas. A osteoporose acomete ossos longos e vértebras, e pode atingir os ossos da maxila e mandíbula4. Dessa forma, quando a osteoporose está associada à doença periodontal, ela pode contribuir para uma intensificação na progressão e na severidade da periodontite. Assim, o objetivo deste trabalho foi revisar a literatura sobre a inter-relação entre a doença periodontal e a osteoporose.

Metodologia

O presente trabalho apresenta um estudo descritivo e analítico de revisão bibliográfica, realizado por meio de pesquisa em livros e artigos indexados nas bases científicas SciELO, PubMed, Medline e teses da USP, entre os anos 2007 e 2017.

Revisão da Literatura

Doença periodontal

Pode ser caracterizada por uma doença crônica proveniente do acúmulo de biofilme e da colonização de bactérias gram-negativas que, por sua vez, afetam a região subgengival, promovendo aumento local e sistêmico de agentes inflamatórios, como as prostaglandinas e citocinas5. A manifestação inicial da doença periodontal é a gengivite, cujos sinais frequentes mais encontrados são: hiperemia, edema, recessão e sangramento gengival6.

Quando não tratada na sua fase inicial, a gengivite pode evoluir para a periodontite, que se caracteriza pela perda de inserção dos tecidos periodontais e formação de bolsas periodontais. Assim, com a perda de inserção ocorre o acúmulo de biofilme e proliferação de microrganismos patogênicos, destruindo os tecidos periodontais. Desta forma, quanto maior for a severidade das doenças periodontais, maior será o grau de destruição dos tecidos afetados, podendo, em muitos casos, ocasionar até a perda do dente7.

Os hormônios sexuais possuem um papel de destaque na patogênese da doença periodontal, sendo o estrogênio e a progesterona os principais hormônios relacionados ao desenvolvimento das doenças periodontais. Isso acontece devido ao fato dos tecidos periodontais serem receptores destes hormônios. Dessa maneira, o aumento ou a diminuição nos níveis de estrogênio e progesterona influenciam diretamente os tecidos periodontais e a remodelação óssea8.

Osteoporose

A osteoporose pode ser caracterizada como uma doença sistêmica multifatorial e “silenciosa”, pelo fato de não apresentar sintomatologia. Os sintomas desta doença estão relacionados com a ocorrência de fraturas, podendo resultar em incapacidade funcional, dor e, em certos casos, em deformidades ósseas, podendo ocasionar principalmente alterações psicossociais e no estilo de vida9. A osteoporose pode ser desencadeada por fatores de predisposição genética ou por fatores ambientais e/ou individuais3.

Em mulheres na menopausa, ocorre a aceleração nos níveis de perda óssea, que podem progredir lentamente em mulheres pós-menopausa. Esse fato acontece devido à diminuição dos níveis de hormônios sexuais. Microscopicamente, o osso com osteoporose apresenta-se mais poroso, frágil e mais suscetível a fraturas, sendo que as fraturas osteoporóticas mais frequentes encontradas são as de antebraço distal, ossos longos e vértebras, podendo ou não estar relacionadas com traumatismo10.

A deficiência de estrogênio em mulheres em pós-menopausa promove um desequilíbrio no processo de remodelação óssea, no qual, mesmo os osteoblastos permanecendo ativos, elesnão são capazes de realizar adequadamente a remodelação óssea, enquanto os osteoclastos realizam suas funções normais de reabsorção, promovendo uma perda excessiva de massa óssea e ocasionando a osteoporose. Os níveis elevados de citocinas, como as interleucinas (IL-1B, IL-6) e o fator de necrose tumoral (TNF), são os responsáveis pela ativação dos osteoclastos e diminuição da ação dos osteoclastos11.

Inter-relação entre osteoporose e doença periodontal

Mesmo que a doença periodontal e a osteoporose apresentem etiologias diferentes, ambas as doenças promovem a redução da massa óssea e estão relacionadas com o aumento dos níveis de citocinas pró-inflamatórias, como as interleucinas (IL-1B e IL-6), fator de necrose tumoral (TNF) e o RANKL. Além disso, as duas doenças estão relacionadas com a produção de hormônios sexuais, principalmente o estrogênio12, e com comportamentos sistêmicos e fatores ambientais, como o diabetes mal controlado, a obesidade, o tabagismo, o uso de álcool, entre outros13.

Existem diversas evidências dos efeitos da osteoporose na condição periodontal, em que os doentes osteoporóticos possuem fatores locais e sistêmicos que interferem diretamente na capacidade do hospedeiro em manter a homeostasia com os tecidos periodontais. Dentre os fatores locais, destacam-se as agressões bacterianas, inflamatórias e mecânicas. Já os sistêmicos estão relacionados ao envelhecimento e aos níveis hormonais e de glicocorticoides14. Deste modo, os fatores sistêmicos responsáveis pela osteoporose podem agir mutuamente com os fatores locais e contribuir no processo de perda de osso alveolar, podendo comprometer a integridade dos tecidos periodontais e agravar significativamente os sintomas locais ou aumentar a suscetibilidade destes indivíduos às doenças periodontais15.

Diversos estudos avaliaram a associação entre a baixa DMO sistêmica e a perda óssea alveolar, e demostraram resultados positivos significativos em que as mulheres na pós-menopausa com osteoporose mostraram-se com maior suscetibilidade para a progressão da doença periodontal16. Dessa maneira, a pós-menopausa é um potencial fator de risco para o agravamento e progressão da periodontite, devido à grande diminuição nos níveis de estrogênio17.

O baixo teor de cálcio dietético e os baixos níveis de vitamina D em pacientes com osteoporose podem influenciar diretamente na condição periodontal e estar inter-relacionados à perda do dente. Portanto, os pacientes que realizam a manutenção de suplementos e ingestão de vitamina D e cálcio apresentam uma melhor saúde periodontal, além do aumento na massa óssea em mulheres na pós-menopausa12.

Discussão

Estudos recentes relatam que a osteoporose pode influenciar na condição periodontal, pois as mulheres com osteoporose frequentemente apresentavam doenças periodontais. Além disso, possuíam valores mais elevados de perda de inserção clínica e recessão gengival, quando comparadas com as mulheres que apresentavam densidade mineral óssea normal. Dessa maneira, estes estudos indicaram que a osteoporose pode ser prejudicial aos tecidos periodontais18-20.

Em um estudo, os autores dividiram 60 mulheres em três grupos: um com osteoporose, um com osteopenia e um normal. Foram avaliadas a profundidade de bolsa, a perda de inserção e a perda dentária, concluindo que a perda óssea alveolar se apresentou com índices mais elevados entre mulheres com osteoporose, não havendo diferenças significativas entre os grupos estudados. Portanto, a osteoporose não aumenta a incidência da doença periodontal21.

Um estudo, realizado com 90 mulheres com periodontite crônica generalizada entre os 45-70 anos de idade, avaliou a osteoporose e a doença periodontal. As mulheres com osteoporose possuíam maior índice gengival, maior nível de inserção clínica, sangramento a sondagem e recessão gengival, quando comparadas com as mulheres com densidade mineral óssea normal, sendo que a menopausa e o tabagismo não modificaram essas associações22. Resultados semelhantes podem ser encontrados em outro estudo, onde os autores avaliaram 48 mulheres em pós-menopausa. Elas foram divididas em dois grupos, sendo o primeiro composto de 16 mulheres com periodontite a ser tratada e o segundo com 32 mulheres sem periodontite. Quatro meses após a finalização do tratamento, os autores avaliaram as condições periodontais das pacientes e constataram que a frequência de periodontite entre os grupos foi de 50% no grupo tratado e de 25% no grupo sem periodontite. Dessa maneira, os autores concluíram que a recidiva de periodontite entre as mulheres com osteoporose foi maior do que entre as mulheres sem osteoporose23.

Em outro estudo realizado com 166 idosos, os autores verificaram a relação entre a osteoporose e a severidade da doença periodontal. Concluiu-se que a utilização de medicamentos para a osteoporose diminui significativamente a perda de dentes e melhora a saúde periodontal dos pacientes24. Outros estudos chegaram à mesma conclusão, de que os medicamentos para osteoporose auxiliam na melhora da condição do periodonto25-26.

Conclusão

De acordo com a presente revisão da literatura, pôde-se concluir que existe uma relação entre a osteoporose e a doença periodontal. Diante de vários estudos, observa-se que a osteoporose influencia na condição periodontal, principalmente, de mulheres em pós-menopausa. Sendo assim, o tratamento da osteoporose pode proporcionar melhoras no quadro clínico das doenças periodontais, contribuindo dessa maneira para a saúde geral e periodontal destas pacientes.

Nota de esclarecimento
Nós, os autores deste trabalho, não recebemos apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Nós, ou os membros de nossas famílias, não recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho, não possuímos ações ou investimentos em organizações que também possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Não recebemos honorários de apresentações vindos de organizações que com fins lucrativos possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho, não estamos empregados pela entidade comercial que patrocinou o estudo e também não possuímos patentes ou royalties , nem trabalhamos como testemunha especializada, ou realizamos atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área.

Endereço para correspondência
Millena Faria de Oliveira
Rua Francisco Braga de Andrade, 220 – Jardim Guadalupe
37550-638 – Pouso Alegre – MG
Tel.: (35) 3423-0587
millenafariaoliveira@yahoo.com.br

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