ImplantNewsPerio 2019 | V4N2 | Páginas: 302-313

Implante e estética imediata utilizando a técnica de cirurgia guiada

Immediate dental implant and esthetics using the guided surgery technique

  • Imprimir
  • Indique a um amigo

Autor(es):

Flavia de Lima Ximenez1, Gustavo de Almeida Ismael2, Felipe Fonseca Girlanda3, Andre Luis Seferian Obice4, Hsu Shao Feng5

1Cirurgiã-dentista e docente do curso de especialização em Implantodontia – Universidade Paulista (Unip).

2Professor do curso de especialização em Implantodontia – Universidade Paulista (Unip); Mestre em Periodontia e doutorando em Implantodontia – Universidade Paulista (Unip).

3Professor do curso de graduação e especialização em Implantodontia, mestre em Periodontia e doutorando em Implantodontia – Universidade Paulista (Unip).

4Professor do curso de graduação e especialização em Implantodontia – Universidade Paulista (Unip); Doutor e mestre em Periodontia – Universidade de São Paulo (USP).

Resumo:

O objetivo deste trabalho foi apresentar, por meio de um caso clínico, a utilização do extrator para exodontia atraumática e o uso da cirurgia guiada com provisório imediato em região estética. O paciente apresentava o elemento 11 com tratamento endodôntico com extravasamento de material, núcleo metálico fundido e coroa fixa, apresentando uma reabsorção externa. Com a avaliação clínica e exames de imagem, foi possível oferecer ao paciente a realização de exodontia, preservação do alvéolo e instalação de implante após três meses com provisório imediato, utilizando a técnica de cirurgia guiada. Como o paciente apresentava tratamento endodôntico realizado, foi possível a utilização de um extrator dentário, o qual permite diminuir o trauma e preservar todas as paredes ósseas durante a exodontia, proporcionando um melhor resultado no momento da instalação do implante. Desta forma, foi possível verificar que a utilização do extrator e cirurgia guiada permite uma boa previsibilidade para o profissional, melhores resultados estéticos e conforto para o paciente, porém exige um tempo maior no planejamento e gera custos adicionais.

Palavras-chave:

Cirurgia guiada; Exodontia atraumática; Estética imediata.

Abstract:

The aim of this case was to report the use of an atraumatic tooth extractor upon guided surgery with immediate provisional restoration in the esthetic region. The patient presented the element 11 with endodontic treatment and material extravasation, cast post and core, metal-ceramic crown, and external root resorption. Based on clinical and imaging exams, the offered treatment was tooth removal, alveolar preservation, and implant placement three months later with an immediate provisional restoration. As the patient presented with endodontic treatment, the use of a dental extractor was possible, reducing trauma and still preserving all the bone walls to provide a better result at the time of implant placement. In this way, it was possible to verify that the use of the dental extractor with guided surgery allows a good predictability, better aesthetic results and patient comfort; however, it requires more planning time and additional costs.

Key words:

Guided surgery; Atraumatic extraction; Immediate esthetics.

Introdução

O planejamento reverso – termo utilizado em planejamento cirúrgico para implantes – tem o objetivo de obter o melhor posicionamento da coroa na arcada dentária e, a partir do mesmo, o melhor posicionamento do implante. Isto visa um correto eixo de inserção da coroa sobre o implante e, quando esta prótese for parafusada, possibilita o melhor acesso da chave, respeitando a biomecânica dessa coroa e ao mesmo tempo as estruturas adjacentes ao implante. O correto posicionamento do implante tem uma série de vantagens, como um resultado estético e protético favorável, e o potencial para assegurar uma oclusão ideal. Além disso, promove a otimização do projeto das próteses, favorecendo uma higiene dental adequada e, consequentemente, contribuindo para o sucesso em longo prazo dos implantes dentários1.

Usando protocolos cirúrgicos tradicionais, o planejamento pré-cirúrgico inclui avaliação do volume ósseo e das estruturas anatômicas, que na maioria dos casos é determinada por radiografias periapicais, panorâmicas e tomografias computadorizadas. O posicionamento do implante é avaliado por um julgamento combinado por exames de imagens, inspeção visual da crista alveolar na cavidade oral e por modelos de estudo, no entanto a determinação final da posição do implante depende da habilidade do cirurgião-dentista2.

A introdução da tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) na Odontologia como uma ferramenta de imagem tridimensional (3D) levou ao avanço neste campo, particularmente porque esses dispositivos de varredura resultam em doses mais baixas de radiação do que a tomografia computadorizada (CT) convencional3-5. Em combinação com o software de planejamento de implantes, o uso de imagens de TCFCs possibilitou planejar praticamente a posição ideal do implante em relação às estruturas anatômicas vitais circundantes e às futuras necessidades protéticas. A informação de planejamento resultante é então usada para fabricar os chamados guias de perfuração, e este processo resulta na transferência da posição de implante planejada do computador para o paciente, com o guia de perfuração direcionando a osteotomia do implante e a inserção do mesmo. É importante salientar que todo esse processo pode ser realizado de tal forma que a posição de implante ideal prevista possa ser alcançada sem danificar as estruturas anatômicas circundantes6.

Terapia Aplicada

Paciente do sexo masculino, com 30 anos de idade, apresentou-se à clínica de Odontologia da Founip com queixa no elemento 11 e não estava satisfeito com a estética gengival e da coroa (Figura 1). A anamnese revelou que o paciente não tinha história de doença conhecida e não estava tomando medicação alguma. No exame clínico e radiográfico, o dente 11 apresentava tratamento endodôntico com extravasamento do material endodôntico, uma coroa total, o conduto apresentava um núcleo metálico fundido e uma reabsorção radicular externa. Dentre as opções de tratamento, o paciente optou por exodontia e, após três meses, carga imediata.

Previamente à cirurgia, moldamos o paciente para confecção de um provisório adesivo, a fim de instalar o provisório no momento da extração. Para exodontia, foi prescrito, previamente à cirurgia, Clavulin BD 875 mg (amoxicilina + clavulanato de potássio – GlaxoSmithKline Brasil Ltda. – Rio de Janeiro, Brasil) e um comprimido de Decatron 4 mg (dexametasona – Aché Laboratório Farmacêutico – Guarulhos, São Paulo). Após cuidados pré-operatórios e anestesia local, foi realizada a exodontia do dente utilizando o extrator dentário (Neodent – Curitiba, Brasil), Figura 2. Para isso, foi feita uma moldagem com silicone pesado, utilizando uma moldeira parcial do kit extrator dentário. Em seguida, utilizando as brocas de preparo do kit extrator dentário, foi feito o preparo no dente com o diâmetro e comprimento da broca escolhida para o mesmo.

A escolha do pino intrarradicular de tração também respeitou as medidas da raiz do dente, possibilitando a exodontia do mesmo (Figura 3). Como o paciente apresentava uma reabsorção externa, optou-se pela preservação do alvéolo com Bio-Oss Collagen (Bio-Oss, Geistlich Pharma AG – Wolhusen, Suíça), que possui a capacidade de promover regeneração em defeitos intraósseos. Assim, foi realizada a introdução do Bio-Oss Collagen dentro do alvéolo e a desepitelização das margens adjacentes do tecido mole para utilização e adaptação da matriz Mucograft (Mucograft, Geistlich Pharma AG – Wolhusen, Suíça) de 8 mm de diâmetro, para selar o alvéolo (Figura 4), sendo suturada com fio 5-0 Resotex Oral nas bordas adjacentes do alvéolo. Após a sutura, o provisório foi colocado em posição e cimentado nos dentes adjacentes (Figura 5).

Após sete dias, foi realizado o pós-operatório do paciente com um resultado satisfatório, e feito o acompanhamento do paciente até completar três meses após a extração ( Figuras 6 ). Após os três meses, foi solicitada uma nova tomografia para avaliação e planejamento para o procedimento da cirurgia de carga imediata com cirurgia guiada. Para o preparo da cirurgia de instalação do implante, a maxila foi moldada previamente com silicone de condensação (Zeta Plus, Zhermack), resultando em um modelo de gesso (Elite Rock Fast, Zhermack) que foi escaneado com um scanner de bancada, gerando um arquivo .stl ( surface tessellation language ) da maxila em gesso.

Os arquivos “.dicom” obtidos por meio da TCFC foram inicialmente processados e importados para o software coDiagnostix (Dental Wings – Chemnitz, Alemanha) para combinar ambas as varreduras (modelo de gesso e imagens da TCFC) e criar uma superposição 3D da situação intraoral real e as imagens “.dicom”. Uma ferramenta de design restaurador, incluída no software coDiagnostix, foi utilizada para criar uma coroa virtual funcional e estética com uma posição protética ideal na imagem reconstruída. Após a avaliação final da posição da coroa virtual, a localização digital do implante foi definida para obter a relação prótese/implante mais conveniente, respeitando as estruturas vitais e as medidas mínimas de segurança do osso ao redor do implante.

O implante selecionado foi um bone level tapered (BLT Regular CrossFit, SLActive guiado, Roxolid – Straumann), largura da plataforma de 3,3 mm e 12 mm de comprimento de corpo. Uma vez aprovada a posição do implante, um guia cirúrgico virtual com apoio dentário foi projetado considerando um eixo de inserção vertical para facilitar a colocação clínica durante a cirurgia. O design final do guia foi enviado como um arquivo .stl para a impressora 3D do modelo Object Eden 260V (Stratasys – Rehovot, Israel). Uma prova do conjunto de estudo foi realizada para avaliar quaisquer imprecisões de ajuste ou inconvenientes de acesso cirúrgico antes de descontaminar o guia (Figura 7). Para a desinfecção do guia cirúrgico, foi utilizada a imersão em solução de digluconato de clorexidina 0,12% durante 30 minutos.

Para a instalação do implante, foram prescritos Clavulin BD 875 mg (amoxicilina + clavulanato de potássio – GlaxoSmithKline Brasil Ltda. – Rio de Janeiro, Brasil) e um comprimido de Decadron 4 mg (dexametasona – Aché Laboratório Farmacêutico – Guarulhos, São Paulo) previamente à cirurgia. Após cuidados pré-operatórios, foi realizada anestesia local com mepivacaína 2%. Utilizando o kit cirúrgico Straumman Guided Surgery, com o guia cirúrgico em posição e para abrir o retalho, foi utilizado punch de mucosa (Figura 7), e uma fresa guiada de 2,8 mm de diâmetro foi encaixada na anilha. A instrumentação cirúrgica seguiu a sequência progressiva de brocas, mantendo o movimento frequente de entrada e saída das mesmas com irrigação constante e abundante. Uma broca-piloto guiada de 12 mm de comprimento e 2,2 mm de diâmetro foi utilizada para iniciar a osteotomia a 600 rpm, através do cilindro da chave guiada. O sistema de guia cirúrgico + 1 mm de punho de perfuração compensou 12 mm do comprimento real da broca, de modo que a osteotomia final nesta situação foi realizada a uma profundidade de 12 mm. O procedimento foi repetido sequencialmente, com as brocas e punho de perfuração para cada diâmetro das mesmas chegando à profundidade final de 12 mm.

O guia cirúrgico foi então removido para verificar o local da osteotomia, sendo constatado que estava ideal, depois o guia foi reposicionado e o implante foi montado no driver de implante guiado. O implante foi instalado por meio de um montador para contra-ângulo a 20 rpm, atingindo torque de 35 Ncm (Figuras 8). Uma vez que o implante estava na posição final, foi instalado um pilar provisório de titânio (Straumann). O provisório confeccionado previamente em laboratório com resina acrílica foi posicionado sobre o pilar provisório de titânio e pequenos ajustes foram feitos para melhor adaptação do posicionamento da coroa sobre o pilar provisório. Para a captura do provisório no pilar de titânio, foi aplicada resina flow (Surefil SDR Flow, Dentsply – Nova York, EUA) em toda a circunferência cervical do pilar protético. A coroa foi posicionada e a resina foi polimerizada. O provisório foi removido, limpo e preenchido com mais resina na região cervical e coronária, até obter a forma desejada e preencher todas as irregularidades. Para acabamento, foram utilizados discos, brocas e pasta de polimento de resina composta. Após instalado, o acesso para a chave foi preenchido com fita de politetrafluoretileno (PTFE) e selado com resina para restauração provisória (Figura 9). Depois de sete dias, foi realizado o pós-operatório, sendo possível modelar uma arquitetura gengival com um correto perfil de emergência para prótese definitiva.

Após 45 dias, uma nova moldagem foi realizada para a confecção da prótese definitiva. A prótese provisória apresentava um ótimo perfil de emergência, sendo então removida e higienizada para individualizar o transferente (Figuras 10). O provisório foi copiado em silicone pesado com o análogo de implante em posição (componente de moldagem de moldeira aberta, individualizado com resina de precisão – GC Pattern Resin, EUA). Após a individualização, o transferente foi posicionado sobre o implante, a contagem foi feita com silicone de adição e o modelo foi vertido com peso tipo IV após a colocação de gengiva artificial (reembasador Soft Confort, Dencril – Brasil). O modelo de gesso foi enviado para o laboratório de prótese e foi realizada a confecção da prótese livre de metal. A coroa recebeu a aplicação de cerâmica sinterizada sobre o componente de zircônia (CAD/CAM) e foi cimentada sobre Variobase com cimento resinoso dual (Relyx, 3M – EUA). Os excesso de cimento foram removidos e, após a polimerização do cimento (Figura 11), a prótese final foi parafusada sobre o implante ( Figuras 12 ).

Discussão

Utilizando protocolos cirúrgicos tradicionais, o planejamento pré-cirúrgico inclui a avaliação do volume ósseo e das estruturas anatômicas que, na maioria dos casos, é determinada por radiografias periapicais, panorâmicas e TCFC. O posicionamento do implante é avaliado por um planejamento combinado de volume ósseo em radiografias, por inspeção visual da crista alveolar na cavidade oral e em modelos de estudo. Guias cirúrgicos, feitos por meio de próteses provisórias/definitivas com o posicionamento protético satisfatório na cavidade oral, são confeccionados em laboratório com resina acrílica de maneira analógica, com pouca precisão em relação às bases ósseas.

Apesar de todo este planejamento, o posicionamento final dos implantes depende, em geral, da habilidade e experiência do cirurgião-dentista. Durante a última década, a técnica de instalação de implantes teve um grande avanço, principalmente devido ao desenvolvimento da técnica de imagem radiográfica tridimensional e tecnologia de planejamento virtual e impressoras 3D7-8. Juntamente com os avanços da técnica de CAD/CAM (projeto auxiliado por computador/manufatura assistida por computador), os dados digitais do plano cirúrgico podem ser transferidos para os ambientes clínicos reais usando modelos computadorizados ou guias cirúrgicos impressos.

A técnica de cirurgia guiada surgiu como um conceito principalmente para melhorar a precisão diagnóstica, cirúrgica e protética. No entanto, como a tendência na Odontologia de implantes hoje se concentrou principalmente no uso rápido e simplificado da terapia de implantes, vários sistemas comerciais estão disponíveis para uso clínico. Sendo assim, o conceito atual sobre cirurgia guiada é lançado como uma terapia segura e previsível, causando o mínimo de desconforto durante os períodos pós-operatórios em combinação com o tempo clínico reduzido para o tratamento. A instalação de implantes guiados pode ser implementada por uma sequência completa da técnica cirúrgica sem retalho e ser associada à estética imediata com uma prótese fixa pré-fabricada. As vantagens da estética imediata são: redução significativa no tempo de tratamento e no número de procedimentos cirúrgicos, e o efeito psicológico positivo proporcionado ao paciente9. O uso de próteses provisórias indicado por possíveis falhas de osseointegração e reabsorção pós-cirúrgica de tecidos moles e duros pode ser considerado uma etapa de adaptação funcional e estética para o paciente10-13. Outros estudos demonstraram alta sobrevida da prótese, variando de 100% (36 meses) a 96,2% (12 meses)14, entretanto esses resultados são de estudos em que uma prótese final imediata foi colocada.

O tratamento convencional com implantes, tanto com ativação tardia como com estética imediata, mostrou resultados em longo prazo bem-sucedidos, com taxas de sobrevivência superiores a 95% após cinco anos de acompanhamento15-21. Estudos apresentando dados observacionais prospectivos sobre o desempenho clínico da instalação de implantes guiados também foram identificados. No entanto, alguns tiveram um período de observação de menos de dois anos2 e, outros estudos longitudinais, a taxa média de sobrevivência cumulativa foi de 97,2%, com um acompanhamento de um a quatro anos22-24.

Embora não seja fácil fazer uma comparação direta das taxas de sobrevivência de implantes em longo prazo entre tratamentos convencionais e guiados, as taxas de sobrevida relatadas são semelhantes. Além disso, essa comparação deve ser feita com cautela, pois não há ensaios controlados randomizados comparando as duas técnicas e quase não há dados de acompanhamento em longo prazo sobre implantes guiados. Assim, as evidências científicas sugerem que a instalação de implantes pela técnica guiada mostra uma sobrevivência pelo menos tão boa quanto os protocolos convencionais.

Quando comparada à taxa de sobrevida de implantes guiados entre a maxila e a mandíbula, foi relatada na literatura uma importante heterogeneidade, sendo descrita uma melhor sobrevida dos implantes em maxila10,25-26. É importante buscar fatores que possam explicar essas diferenças, sendo que um deles pode ser a necessidade de elevação de seio maxilar ou regeneração óssea. Uma taxa de sobrevida estatisticamente menor para implantes instalados na maxila após a elevação do seio maxilar (90%) foi observada, quando comparada aos implantes instalados na maxila desdentada de forma direta (96,7%)25.

Embora a instalação guiada do implante signifique custos adicionais para o paciente (fabricação do guia, licença de software /custo de planejamento por terceiros e parafusos de ancoragem, por exemplo), poucos autores mencionaram que a realização deste tipo de cirurgia compensou esses custos27-28, sendo que a maioria dos relatos na literatura não incluiu isso em suas análises. Além dos custos com o material suplementar, deve-se considerar também o tempo adicional investido pelo clínico e pelo laboratório. O tempo de cirurgia guiada para a instalação de implante pode ser menor que a metade do tempo dispendido no implante convencional, porém foi relatado o gasto de 145 minutos, em média, na fase de preparação29.

Conclusão

A cirurgia guiada permite uma precisão técnica adequada, porém deve ser levado em consideração que há um custo adicional e um tempo maior dispendido com o planejamento e com a parte laboratorial. Além disso, os benefícios adicionais para o paciente são o menor tempo de procedimento e, consequentemente, menor trauma cirúrgico e melhor resultado estético, devido ao correto posicionamento do implante. A cirurgia guiada representa uma alternativa viável de tratamento para pacientes com quantidade óssea satisfatória para a instalação do implante, podendo ser indicada para arcos completos e parcialmente edêntulos na maxila e/ou mandíbula.

Com este relato de caso, foi possível concluir que o uso do extrator e a cirurgia guiada promovem segurança clínica ao cirurgião-dentista durante o procedimento de instalação de implantes, favorecendo aspectos estéticos, conforto psicológico para o paciente e o correto perfil de emergência para a futura reabilitação protética.

Nota de esclarecimento

Nós, os autores deste trabalho, não recebemos apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Nós, ou os membros de nossas famílias, não recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho, não possuímos ações ou investimentos em organizações que também possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Não recebemos honorários de apresentações vindos de organizações que com fins lucrativos possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho, não estamos empregados pela entidade comercial que patrocinou o estudo e também não possuímos patentes ou royalties, nem trabalhamos como testemunha especializada, ou realizamos atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área.
Endereço para correspondência
Gustavo de Almeida Ismael
Rua Pascoal Zulino, 65 – Butantã
05547-100 – São Paulo – SP
Tel.: (11) 97549-0734
ismael.gustavo8@gmail.com

Galeria

Referências:

  1. Tahmaseb A, Wismeijer D, Coucke W, Derksen W. Computer technology applications in surgical implant dentistry: a systematic review. Int J Oral Maxillofac Implants 2014;29(suppl.):25-42.
  2. Hultin M, Svensson KG, Trulsson M. Clinical advantages of computer-guided implant placement: a systematic review. Clin Oral Implants Res 2012;23(suppl.6):124-35.
  3. Guerrero ME, Jacobs R, Loubele M, Schutyser F, Suetens P, van Steenberghe D. State-of-the-art on cone beam CT imaging for preoperative planning of implant placement. Clin Oral Investig 2006;10(1):1-7.
  4. Loubele M, Bogaerts R, Van Dijck E, Pauwels R, Vanheusden S, Suetens P et al. Comparison between effective radiation dose of CBCT and MSCT scanners for dentomaxillofacial applications. Eur J Radiol Ope 2009;71(3):461-8.
  5. Harris D, Horner K, Grondahl K, Jacobs R, Helmrot E, Benic GI et al. E.A.O. guidelines for the use of diagnostic imaging in implant dentistry 2011. A consensus workshop organized by the European Association for Osseointegration at the Medical University of Warsaw. Clin Oral Implants Res 2012;23(11):1243-53.
  6. Widmann G, Stoffner R, Schullian P, Widmann R, Keiler M, Zangerl A et al. Comparison of the accuracy of invasive and noninvasive registration methods for image-guided oral implant surgery. Int J Oral Maxillofac Implants 2010;25(3):491-8.
  7. Schneider D, Marquardt P, Zwahlen M, Jung RE. A systematic review on the accuracy and the clinical outcome of computer-guided template-based implant dentistry. Clin Oral Implants Res 2009;20(suppl.4):73-86.
  8. D'Haese J, Van De Velde T, Komiyama A, Hultin M, De Bruyn H. Accuracy and complications using computer-designed stereolithographic surgical guides for oral rehabilitation by means of dental implants: a review of the literature. Clin Implant Dent Relat Res 2012;14(3):321-35.
  9. De Smet E, Duyck J, Vander Sloten J, Jacobs R, Naert I. Timing of loading--immediate, early, or delayed--in the outcome of implants in the edentulous mandible: a prospective clinical trial. Int J Oral Maxillofac Implants 2007;22:580-94.
  10. Malo P, Nobre MA, Lopes A. The use of computer-guided flapless implant surgery and four implants placed in immediate function to support a fixed denture: preliminary results after a mean follow-up period of thirteen months. J Prosthet Dent 2007;97(6 suppl.):S26-34.
  11. Pomares C. A retrospective study of edentulous patients rehabilitated according to the 'all-on-four' or the 'all-on-six' immediate function concept using flapless computer-guided implant surgery. Eur J Oral Implantol 2010;3(2):155-63.
  12. D'Haese J, Van De Velde T, Elaut L, De Bruyn H. A prospective study on the accuracy of mucosally supported stereolithographic surgical guides in fully edentulous maxillae. Clin Implant Dent Relat Res 2012;14(2):293-303.
  13. Browaeys H, Dierens M, Ruyffelaert C, Matthijs C, De Bruyn H, Vandeweghe S. Ongoing crestal bone loss around implants subjected to computer-guided flapless surgery and immediate loading using the all-on-4 concept. Clin Implant Dent Relat Res 2015;17(5):831-43.
  14. Gillot L, Noharet R, Cannas B. Guided surgery and presurgical prosthesis: preliminary results of 33 fully edentulous maxillae treated in accordance with the NobelGuide protocol. Clin Implant Dent Relat Res 2010;12(suppl.1:)e104-13.
  15. Albrektsson T, Dahl E, Enbom L, Engevall S, Engquist B, Eriksson AR et al. Osseointegrated oral implants. J Periodontol 1988;59(5):287-96.
  16. Lekholm U, Gunne J, Henry P, Higuchi K, Linden U, Bergstrom C et al. Survival of the Brånemark implant in partially edentulous jaws: a 10-year prospective multicenter study. Int J Oral Maxillofac Implants 1999;14(5):639-45.
  17. Ekelund JA, Lindquist LW, Carlsson GE, Jemt T. Implant treatment in the edentulous mandible: a prospective study on Brånemark system implants over more than 20 years. Int J Prosthodont 2003;16(6):602-8.
  18. Pjetursson BE, Tan K, Lang NP, Bragger U, Egger M, Zwahlen M. A systematic review of the survival and complication rates of fixed partial dentures (FPDs) after an observation period of at least 5 years. Clin Oral Implants Res 2004;15(6):667-76.
  19. Jemt T, Johansson J. Implant treatment in the edentulous maxillae: a 15-year follow-up study on 76 consecutive patients provided with fixed prostheses. Clin Implant Dent Relat Res 2006;8(2):61-9.
  20. Jung RE, Pjetursson BE, Glauser R, Zembic A, Zwahlen M, Lang NP. A systematic review of the 5-year survival and complication rates of implant-supported single crowns. Clin Oral Implants Res 2008;19(2):119-30.
  21. Romanos G, Froum S, Hery C, Cho SC, Tarnow D. Survival rate of immediately vs delayed loaded implants: analysis of the current literature. J Oral Implantol 2010;36(4):315-24.
  22. van Steenberghe D, Molly L, Jacobs R, Vandekerckhove B, Quirynen M, Naert I. The immediate rehabilitation by means of a ready-made final fixed prosthesis in the edentulous mandible: a 1-year follow-up study on 50 consecutive patients. Clin Oral Implants Res 2004;15(3):360-5.
  23. Drago CJ, Lazzara RJ. Immediate occlusal loading of Osseotite implants in mandibular edentulous patients: a prospective observational report with 18-month data. J Prosthodont 2006;15(3):187-94.
  24. Friberg B, Raghoebar GM, Grunert I, Hobkirk JA, Tepper G. A 5-year prospective multicenter study on 1-stage smooth-surface Brånemark System implants with early loading in edentulous mandibles. Int J Oral Maxillofac Implants 2008;23(3):481-6.
  25. Tahmaseb A, De Clerck R, Aartman I, Wismeijer D. Digital protocol for reference-based guided surgery and immediate loading: a prospective clinical study. Int J Oral Maxillofac Implants 2012;27(5):1258-70.
  26. Marra R, Acocella A, Rispoli A, Sacco R, Ganz SD, Blasi A. Full-mouth rehabilitation with immediate loading of implants inserted with computer-guided flap-less surgery: a 3-year multicenter clinical evaluation with oral health impact profile. Implant Dent 2013;22(5):444-52.
  27. Merli M, Bernardelli F, Esposito M. Computer-guided flapless placement of immediately loaded dental implants in the edentulous maxilla: a pilot prospective case series. Eur J Oral Implantol 2008;1(1):61-9.
  28. Meloni SM, De Riu G, Pisano M, Cattina G, Tullio A. Implant treatment software planning and guided flapless surgery with immediate provisional prosthesis delivery in the fully edentulous maxilla. A retrospective analysis of 15 consecutively treated patients. Eur J Oral Implantol 2010;3(3):245-51.
  29. Arisan V, Karabuda CZ, Ozdemir T. Implant surgery using bone- and mucosa-supported stereolithographic guides in totally edentulous jaws: surgical and post-operative outcomes of computer-aided vs. standard techniques. Clin Oral Implants Res 2010;21(9):980-8.
  • Imprimir
  • Indique a um amigo