ImplantNewsPerio 2019 | V4N4 | Páginas: 661 - 667

Avaliação de protocolos clínicos acessíveis para desinfecção de tubetes anestésicos visando à cirurgia na Odontologia

Evaluation of acessible disinfection clinical protocols of anesthetic cartridges aiming dental surgical procedures

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Autor(es):

 

 

Bruna Carminati Costa Oliveira1
Khalila Chequer Cotrim2
Silvia Fernandes Gomes Nascimento3
Fabiano Capato de Brito4
Eduardo Cláudio Lopes de Chaves e Mello Dias5

1Especialista em Periodontia e Implantodontia – São Leopoldo Mandic.

2Mestra em Implantodontia – Universidade de Guarulhos; Especialista em Implantodontia – São Leopoldo Mandic.

3Mestra em Implantodontia – São Leopoldo Mandic; Especialista em Implantodontia – Funorte.

4Doutor em Farmacologia – USP; Mestre e especialista em Implantodontia, e coordenador dos cursos de mestrado e especialização em Implantodontia – São Leopoldo Mandic.

5Doutor em Implantodontia e coordenador dos cursos de mestrado e especialização em Implantodontia – São Leopoldo Mandic; Mestre e especialista em Implantodontia – Unigranrio.

Resumo:

Objetivo: verificar a possível contaminação dos tubetes anestésicos fornecidos pelo fabricante e testar três diferentes protocolos de descontaminação para sua utilização em cirurgias odontológicas. Material e métodos: na fase 1, 50 tubetes foram removidos da embalagem e avaliados sem qualquer desinfecção (grupos 1 a 5). Na fase 2, 120 tubetes foram separados em quatro grupos (n=30), sendo: grupo 6 (controle, sem processo de desinfecção); grupo 7 (desinfecção por fricção com álcool 70%); grupo 8 (fricção com solução aquosa de clorexidina 2% durante 30 segundos); e grupo 9 (gaze umedecida em clorexidina 2% e armazenamento em recipiente plástico com tampa durante 12 horas). O nível de contaminação foi verificado analisando as unidades formadoras de colônias (UFCs) em microscopia ótica. A análise estatística entre os métodos de desinfecção foi realizada com nível de significância 5%. Resultados: não foi encontrada diferença estatística ente os métodos de desinfecção (G6 ao G9). Conclusão: tubetes anestésicos retirados diretamente das embalagens originais não vêm livres de sujidades. Embora não exista diferença estatística entre os protocolos de desinfecção, o grupo 7 (fricção com clorexidina 2% durante 30 segundos) apresentou melhores resultados individuais.

Palavras-chave:

Desinfecção; Cirurgia odontológica; Tubetes anestésicos; Implantes dentários.

Abstract:

Objective: this study aimed to verify the possible contamination of the anesthetic cartridges provided by the manufacturer and to test three different protocols of decontamination for their use in dental surgeries. Material and methods: in phase 1, fifty cartridges were removed from their packages and evaluated without any disinfection (groups 1 to 5). In phase 2, one hundred and twenty cartridges were divided into four groups (n=30), being group 6 (control, without disinfection process), group 7 (friction disinfection with 70% alcohol), group 8 (rubbing with 2% chlorhexidine aqueous solution for 30s), and group 9 (gauze moistened in 2% chlorhexidine, stored in plastic container with cap for 12 hours). The level of contamination was verified by analyzing colony forming units (CFUs) under optical microscopy. The statistical analysis among the disinfection methods was performed with significance level 5%. Results: no statistical difference was found between the disinfection methods (G6 to G9). Conclusion: anesthetic cartridges taken directly from the original packages do not come free of dirt. Although no statistical difference was found between groups, G7 (friction with 2% chlorhexidine during 30 seconds) individually presented better results.

Key words:

Disinfection; Dental surgery; Anesthetic cartridges; Dental implants.

Introdução

A Odontologia vem sendo aprimorada cada vez mais: novas técnicas, novos materiais, muitas pesquisas e aumento no cuidado com o paciente em todos os aspectos. Situações hoje corriqueiras, como o uso de luvas e esterilização de materiais, já foram novidades. A preocupação com a infecção cruzada e com o risco de contaminação vem aumentando, principalmente nas especialidades que envolvem procedimentos mais invasivos1. O cuidado com a biossegurança tem sido ampliado, devido ao aumento dos casos de infecções e ao aparecimento de bactérias mais resistentes2-3. Na área cirúrgica da Odontologia, cada vez mais protocolos de biossegurança surgem, incluindo o uso rotineiro de kits cirúrgicos estéreis descartáveis, desinfecção de face, lavagem das mãos, esterilização dos instrumentais, entre outros4. Procedimentos de controle de infecção no consultório são divididos em duas grandes categorias, dependendo da forma como o procedimento interfere no desenvolvimento da doença. Eles interferem na propagação de agente de doenças, reduzindo a contaminação ou removendo o agente de doença após a contaminação5.

A montagem e a manutenção de uma mesa cirúrgica requerem cuidados especiais para que não aconteça o rompimento da cadeia asséptica, desde a lavagem das mãos com o calçamento da luva estéril até a finalização do procedimento cirúrgico6. Porém, quando se trata dos tubetes anestésicos, alguns questionamentos aparecem: como colocá-los nessa mesa, já que o mesmo não é disponibilizado estéril pelos fabricantes? Embora a preocupação com a descontaminação de tubetes anestésicos seja antiga7, não há consenso na literatura sobre qual a melhor forma de fazer a desinfecção desses tubetes para minimizar o risco de contaminação que possam causar, não havendo uma regra clara de recomendação da Anvisa8. Além disso, a imersão dos tubetes anestésicos em soluções desinfetantes está contraindicada pelo risco de passagem da solução para o interior do tubete9-10.

Desta forma, esse estudo teve como objetivo verificar a possível contaminação dos tubetes anestésicos fornecidos pelo fabricante e testar três diferentes protocolos de descontaminação destes tubetes para sua utilização em cirurgias odontológicas.

Material e Métodos

Amostra

Todos os tubetes anestésicos foram comprados livremente em lojas especializadas em material odontológico e vieram nas embalagens lacradas do fabricante, sendo abertas somente no momento da pesquisa. Os anestésicos se apresentam em uma caixa de papelão, separados dez a dez em uma cartela lacrada, tipo blíster, totalizando 50 tubetes em cada caixa. Segundo o fabricante, os tubetes são fornecidos livres de sujidade, podendo ser usados sem limpeza prévia em procedimentos não cirúrgicos. Os tubetes anestésicos utilizados na pesquisa eram todos de vidro e da mesma empresa (Nova DFL – Rio de Janeiro, Brasil).

Em todas as etapas do experimento, o meio de cultura utilizado foi o ágar sangue (Biomérieux Brasil Ind. e Com. Prod. Lab. LTDA. – Rio de Janeiro, Brasil), por ser extremamente nutritivo e fornecer condições de crescimento para a maioria dos microrganismos. A técnica usada foi a de rolamento, em que a tampa da placa de Petri é levantada perto da área de segurança fornecida pela chama do bico de Bunsen. Coloca-se com uma luva estéril (Descarpack Descartáveis do Brasil LTDA. – Santa Catarina, Brasil) o tubete delicadamente em cima do meio de cultura, fazendo um leve movimento de punho para a direita e depois levemente para a esquerda. O tubete rolará na placa cinco vezes, conforme padronização dessa pesquisa, tendo feito isso ele é removido da placa também com luva estéril, a placa é então fechada e identificada.

Na primeira etapa, foram usadas cinco cartelas (grupos 1 a 5), sendo uma de cada caixa, com lotes diferentes (Tabela 1). Cada tubete foi retirado da sua embalagem com uma luva estéril e colocado em uma placa de Petri contendo o meio ágar sangue, e foi feita a técnica de rolamento sem nenhum processo de descontaminação. Após o término dessa técnica nos cinco grupos, totalizando 50 tubetes, as placas foram colocadas em uma estufa bacteriológica a 37ºC durante 48 horas, posteriormente foi feita a análise de contaminação pela contagem das UFCs (unidades formadoras de colônias), Figura 1, com o auxílio de um contador manual de colônias modelo CP 608 (Phenix-Luferco Ind. e Com. de Equipamentos Científicos LTDA. – São Paulo, Brasil.

TABELA 1 – LOTE DOS TUBETES ANESTÉSICOS UTILIZADOS NA PESQUISA

  Lote
Grupo 1 1610C1047
Grupo 2 1610C1048
Grupo 3 1606A1011
Grupo 4 1607K1009
Grupo 5 1608D1042

Na segunda etapa, foram utilizados 120 tubetes de vidro que foram removidos das embalagens originais e colocados em uma bandeja de inox sem tampa. Essa bandeja permaneceu em um ambiente odontológico durante sete dias, próxima à equipe odontológica, e seis vezes ao dia foi feita manipulação com luva de procedimento não estéril. No sétimo dia, a bandeja foi tampada e levada ao laboratório de microbiologia, quando os procedimentos feitos foram identificados como grupo 6, grupo 7, grupo 8 e grupo 9.

No grupo 6, 30 tubetes foram retirados da bandeja e nenhuma medida de desinfecção foi realizada. Cada tubete retirado passou imediatamente pela técnica de rolamento descrita anteriormente. No grupo 7, 30 tubetes foram retirados da bandeja e friccionados com gaze em álcool 70% (Prolink Ind. Química LTDA. – Guapiaçu/SP, Brasil) durante 30 segundos, passando sequencialmente pela técnica de rolamento da forma descrita anteriormente. No grupo 8, 30 tubetes foram retirados da bandeja e friccionados com solução aquosa de clorexidina 2% (Maquira Ind. Prod. Odontológicos S.A – Maringá/PR, Brasil) durante 30 segundos, sendo sequencialmente submetidos à técnica de rolamento. Finalmente, no grupo 9, outros 30 tubetes foram retirados da bandeja e limpos com gaze umedecida em clorexidina 2%, e posteriormente armazenados em um recipiente plástico com tampa. Esse recipiente foi forrado com gaze umedecida com a mesma solução, os tubetes foram colocados e cobertos também com gaze umedecida, ficando dessa forma durante 12 horas. Após esse tempo, cada tubete retirado passou imediatamente pela técnica de rolamento. Essas placas foram colocadas na estufa bacteriológica, a mesma usada na primeira etapa, a 37ºC durante 48 horas para posterior contagem das UFCs.

Contagem das UFCs

Uma célula viável é definida como aquela capaz de dividir-se, originando células filhas, e, na maioria das situações de contagens de células, são as de maior interesse. Baseado nisso foi utilizado o método de contagem de viáveis, determinando o número de células de uma amostra capazes de formar colônias em um meio sólido adequado – esse método também é chamado de contagem em placa. Assim, o número de colônias e o número de células são proporcionais. Há pelo menos duas formas de realizar uma contagem em placa: o método da semeadura por espalhamento (rolagem) e o método de semeadura em profundidade. No caso dessa pesquisa, o método de semeadura por espalhamento foi o escolhido, não com cultura diluída e sim por contato da superfície do tubete com o meio ágar sangue, conforme o rolamento descrito anteriormente. Após a retirada das placas da estufa, as colônias foram contadas a olho nu por apenas um pesquisador, dividindo a placa por quadrante, e somando os quatro quadrantes ao final, obtendo dessa forma o número de colônias de cada placa registrado nas tabelas11.

Análise estatística

O efeito do protocolo de desinfecção no número de tubetes de anestésicos isentos de contaminação foi investigado por meio do teste G. Trata-se de um teste análogo ao teste Qui-quadrado e representa uma alternativa para as situações em que está contraindicado o emprego do teste Qui-quadrado, que não pode ser aplicado quando há frequência zero ou mais de 20% delas na tabela são iguais ou menores que cinco. Quando esses fatos ocorrerem, e não se pode utilizar o teste Qui-quadrado, são aplicados testes alternativos. O teste G é um deles.

Já para averiguar se a contagem microbiológica (UFC) foi afetada pelo protocolo de desinfecção, foram empregados os testes de Kruskal-Wallis e de Dunn, aplicados com base na distribuição não normal e na heterogeneidade de variância desses dados. Os cálculos estatísticos foram conduzidos nos programas SPSS 23 (SPSS INC., Chicago/IL, EUA) e BioEstat 5.0 (Fundação Mamirauá – Belém/PA, Brasil), tendo sido adotado o nível de significância de 5%.

Resultados

O objetivo da primeira etapa (grupos 1 a 5) foi verificar a informação dos fabricantes, de que os tubetes são livres de sujidade. Baseando-se nisso, não seria necessária a desinfecção prévia, desde que eles fossem removidos da sua embalagem original no momento do uso. Os resultados desta etapa estão descritos na Tabela 2. O resultado da segunda etapa (grupos 6 a 9) está descrito na Tabela 3.

TABELA 2 – RESULTADOS DA PRIMEIRA ETAPA

  Tubetes analisados (dez de cada grupo)
Grupo 1 Nenhuma placa apresentou contaminação
Grupo 2 Uma placa apresentou 1 UFC
Grupo 3 Nenhuma placa apresentou contaminação
Grupo 4 Nenhuma placa apresentou contaminação
Grupo 5 Uma placa apresentou 1 UFC

TABELA 3 – FREQUÊNCIA ABSOLUTA (N) E RELATIVA (%) DE TUBETES DE ANESTÉSICO CONTAMINADOS E NÃO CONTAMINADOS, SEGUNDO O PROTOCOLO DE DESINFECÇÃO

Protocolo de desinfecção Não contaminado Contaminado
Controle (grupo 6) 0 (0%) 30 (100%)
Álcool 70% (grupo 7) 24 (80%) 6 (20%)
Clorexidina 2% durante 30 segundos (grupo 8) 29 (97%) 1 (3%)
Clorexidina 2% durante 12 horas (grupo 9) 25 (83%) 5 (17%)

O teste G indicou que o protocolo de desinfecção afetou de forma estatisticamente significativa o número de tubetes de anestésicos isentos de contaminação (p < 0,001). Enquanto o grupo-controle não submetido à desinfecção apresentou 100% dos tubetes contaminados, nos grupos tratados com álcool 70% durante 30 segundos apenas 20% mostraram contaminação (Figura 2). Proporção equivalente (17%) foi encontrada no grupo em que os tubetes ficaram armazenados em solução de clorexidina 2% durante 12 horas. Por outro lado, uma redução significativa foi encontrada no grupo em que a solução de clorexidina 2% foi aplicada durante 30 segundos, tratamento que resultou na descontaminação de 97% dos tubetes.

Nas amostras do grupo-controle e daquele que recebeu álcool 70% durante 30 segundos, houve, respectivamente, três e dois tubetes de anestésicos que apresentaram contagem microbiológica superior a 300 UFC. Sendo assim, para as análises dessa variável independente, os referidos grupos apresentaram tamanho amostral de 27 e 28 tubetes. Pelos testes de Kruskal-Wallis (p < 0,001) e de Dunn, observou-se que a contagem microbiológica (UFC) resultante do emprego de quaisquer dos protocolos de desinfecção, que não diferiram entre si, foi significativamente menor que a constatada no grupo-controle, não submetido à desinfecção (Figura 3).

Discussão

O cuidado com possíveis contaminações do campo cirúrgico, assim como de todo o ambiente, é crucial para o sucesso dos procedimentos. Assim, todo o instrumental e material de consumo utilizados em procedimentos cirúrgicos devem estar livres de contaminações12-13. O método mais comum de esterilização usado em consultórios é a autoclavagem14, porém esse não pode ser utilizado em todas as situações. Os tubetes anestésicos não são fornecidos estéreis pelos fabricantes, mas, segundo os mesmos, são embalados em blísteres livres de sujidade.

Nossos achados na primeira etapa foram próximos à ideia proposta na literatura15 e à informação do fabricante fornecida na bula, quando dizem que o tubete não apresenta contaminação quando retirado diretamente do blíster. Na primeira fase deste estudo, foram avaliados 50 tubetes retirados diretamente da sua embalagem original e dois apresentaram crescimento bacteriano. Assim, não podemos afirmar que os tubetes não apresentam contaminação e não precisariam de alguma medida de desinfecção. Uma vez que se faz necessária a descontaminação dos tubetes, resta saber qual seria o melhor protocolo. Existe uma carência de protocolos de descontaminação na literatura, por isso não há um consenso sobre as vantagens de um sobre os demais. Além disso, ao nosso conhecimento, este é o primeiro estudo comparando diferentes protocolos de descontaminação dos tubetes anestésicos.

A segunda etapa visou justamente comparar três protocolos de descontaminação dos tubetes. Nessa pesquisa, outros 120 tubetes foram retirados das suas embalagens originais e ficaram expostos ao ambiente odontológico durante um período de sete dias, e foram manuseados seis vezes ao dia, simulando a prática clínica diária. Destes 120 tubetes, 30 foram retirados após esse tempo e plaqueados, como um controle. Todos apresentaram algum grau de contaminação. Com esses dados, podemos afirmar que os tubetes armazenados no consultório estarão contaminados e com isso vem a necessidade de que algum método de desinfecção eficaz seja aplicado a eles.

Os três protocolos testados foram eficazes na descontaminação dos tubetes anestésicos. Comparando os três protocolos de desinfecção propostos nesse trabalho, o que apresentou maior efetividade foi o que usou a solução de clorexidina 2%, esfregando durante 30 segundos o tubete com uma gaze embebida nessa solução. Nesse método, dos 30 tubetes plaqueados, apenas um apresentou contaminação. Em sequência, o método de armazenar os tubetes com gaze umidificada com solução de clorexidina 2% durante 12 horas apresentou cinco contaminações e, com o protocolo onde foi utilizado o álcool como agente desinfetante, foram contabilizadas seis placas contaminadas. Porém, não houve diferença estatística entre os protocolos. Esses dados estão de acordo com o nível do agente de desinfecção, sendo a clorexidina considerada um desinfetante de alto nível e o álcool de nível intermediário16.

A literatura sobre esse tema ainda é escassa, mas já é perceptível o aumento do interesse sobre esse tema. Mais estudos e pesquisas são necessários para consolidar essas informações e firmar um protocolo efetivo para desinfecção dos tubetes anestésicos usados na Odontologia.

Conclusão

Com essa pesquisa, pôde-se concluir que os tubetes testados, quando retirados de sua embalagem original, não são totalmente isentos de contaminação, mesmo que o resultado sobre o grau de contaminação encontrado tenha sido pequeno. O protocolo com fricção durante 30 segundos com clorexidina 2% apresentou melhor resultado, porém os três protocolos testados foram eficazes na descontaminação dos tubetes anestésicos, sem diferença estatística entre eles.

Nota de esclarecimento

Nós, os autores deste trabalho, não recebemos apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Nós, ou os membros de nossas famílias, não recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho, não possuímos ações ou investimentos em organizações que também possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Não recebemos honorários de apresentações vindos de organizações que com fins lucrativos possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho, não estamos empregados pela entidade comercial que patrocinou o estudo e também não possuímos patentes ou royalties, nem trabalhamos como testemunha especializada, ou realizamos atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área.
Endereço para correspondência
Eduardo Cláudio Lopes de Chaves e Mello Dias
Rua Desembargador Sampaio, 204/403 – Praia do Canto
29055-250 – Vitória – ES
eduardodias@uol.com.br

Galeria

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