Publicado em: 02/12/2016 às 17h08

Procedimento sem retalho versus cirurgia minimamente invasiva na regeneração periodontal com proteínas derivadas da matriz do esmalte

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Sob coordenação dos Profs. Drs. Antônio W. Sallum e Paulo Rossetti, editores científicos da revista ImplantNewsPerio, elaboramos uma resenha crítica dos artigos que foram destaque em periódicos de circulação internacional. Este é um deles, confira!

Aimetti M, Ferrarotti F, Mariani GM, Romano F. A novel flapless approach versus minimally invasive surgery in periodontal regeneration with enamel matrix derivative proteins: a 24-month randomized controlled clinical trial. Clin Oral Investig 2016 Apr 5.

Por que é interessante: compara a eficácia clínica e radiográfica das proteínas derivadas da matriz do esmalte (PDME), combinadas com o procedimento sem retalho e cirurgia minimamente invasiva (CMI) no tratamento de defeitos infraósseos profundos.

Desenho experimental: 30 pacientes com periodontite crônica que possuíam pelo menos um defeito periodontal residual com um defeito infraósseo maior ou igual a 3 mm. Os defeitos foram distribuídos aleatoriamente no grupo-teste ou controle, onde ambos usaram EMD para a regeneração periodontal. Os sítios testes (n=15) foram tratados de acordo com uma nova abordagem sem retalho, enquanto os sítios controles (n=15) foram por meio de CMI. Os parâmetros clínicos e radiográficos foram registrados no início do estudo e em 12 e 24 meses de pós-operatório.

Os achados: ambas as modalidades terapêuticas apresentaram redução da profundidade de sondagem (PS) e ganho no nível de inserção clínico (NIC), semelhantes aos 24 meses. Em locais tratados sem retalho, foi observada uma redução média na PS de 3,6 ± 1 mm e um ganho do NIC de 3,2 ± 1,1 mm. No grupo da TCMI, eles foram de 3,7 ± 0,6 mm e 3,6 ± 0,9 mm. 

Conclusão: o uso de EMD como adjunto para tratamento periodontal não cirúrgico é adequado, principalmente nos sextantes anteriores. Procedimentos sem retalhos podem ser aplicados com sucesso no tratamento de regeneração dos defeitos intraósseos profundos, atingindo resultados clínicos comparáveis com os de abordagens cirúrgicas minimamente invasivas.

Veja o artigo original em: goo.gl/X88jvI.

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