Publicado em: 02/06/2017 às 11h17

Lado a lado com gigantes: implante brasileiro está no mesmo patamar das maiores empresas do mundo

Estudos comparativos do índice de osseointegração e de tolerância à peri-implantite colocam material da Implacil De Bortoli lado a lado com as maiores empresas mundiais do setor.

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Colaboraram nesta matéria: Jamil Shibli,
Marco Aurélio Bianchini e Sérgio Gehrke.
 
Por muitos anos, os implantes fabricados no Brasil estiveram em um patamar inferior de qualidade, em comparação às marcas líderes do mercado internacional. No entanto, com a evolução do nosso parque fabril e a experiência cada vez mais sólida dos fabricantes brasileiros, a suposta superioridade dos importados está sendo cada vez mais questionada.
 
Um dos exemplos mais bem-sucedidos que evidenciam a qualidade da nova geração de implantes brasileiros está na Implacil De Bortoli, uma das empresas mais tradicionais da Implantodontia nacional, que está completando 35 anos. Uma série de estudos recentes comprova que o implante fabricado pela companhia apresenta indicadores similares ou até superiores em comparação às gigantes internacionais.
 
Na visão da companhia, tais resultados positivos nos diferentes indicadores de osseointegração e de controle da peri-implantite devem ser atribuídos à macrogeometria diferenciada do produto e ao processo exclusivo de tratamento de superfície do implante com partículas de dióxido de titânio (TiO2).
 
A convite da empresa, a equipe da VM Branded fez uma análise de alguns dos artigos que sustentam esses resultados. Confira.
 
 

Esse estudo foi realizado na Universidade de Chieti, na Itália, avaliando o índice BIC (Bone Implant Contact – ou contato da superfície óssea e do implante) em implantes retirados de três pacientes após cinco anos em função. Por ter sido conduzido por uma equipe internacional e publicado em um periódico de grande expressão, o artigo é considerado de alto valor científico. O trabalho foi publicado em 2012, com um resultado surpreendente. O índice BIC encontrado nos implantes da Implacil De Bortoli foi de 92,7%, o valor mais alto até então registrado na Implantodontia mundial.

Para Jamil Awad Shibli, único brasileiro que participou da pesquisa, os resultados apresentados são bastante relevantes. “Os dados obtidos no estudo em conjunto com a Universidade Chieti e o Prof. Adriano Piattelli foram extremamente positivos. Primeiro, pela alta porcentagem avaliada, ou seja, mais de 92% de osseointegração. Segundo, pelo tipo do estudo: observacional com análise de caso, ou seja, amostragem oriunda ao acaso. Estudos como este, embora possuam reduzida amostragem, denotam a eficácia do efeito da superfície dos implantes Implacil De Bortoli frente a uma situação clínica comum no dia a dia”, analisou Shibli.

“Esse dado, associado aos muitos estudos desenvolvidos pelas universidades e pesquisadores parceiros da Implacil, mostra com segurança a grande eficácia dos produtos produzidos no Brasil, equiparando-os aos melhores implantes disponíveis no mercado brasileiro e mundial”, conclui Shibli.


 

Este é um trabalho recente, publicado há poucas semanas no IJOMI. Foi conduzido pela New York University com a participação de importantes pesquisadores brasileiros.

O estudo comparou os padrões de cicatrização inicial de três diferentes sistemas de implante: Zimmer Biomet, Nobel Biocare e Implacil De Bortoli. Os resultados apontaram que todos os implantes do estudo se mostraram biocompatíveis e osseocondutores, embora o processo de osseointegração ocorra de forma diferente em cada um dos sistemas de implante.

Os resultados do estudo apontaram que em 23 das 24 diferentes comparações histométricas avaliadas, os implantes da Implacil De Bortoli mostraram parâmetros de osseointegração comparáveis ou significantemente mais altos do que os implantes Zimmer Biomet e Nobel Biocare.


 

A finalidade deste estudo foi comparar, através de uma análise biomecânica e histológica, superfícies de implantes tratadas com dióxido de alumínio (AlO2 – Superfície SLA) e superfícies de implantes tratadas com micropartículas de dióxido de titânio (TiO2 – Implacil De Bortoli) usando um modelo de tíbia de coelhos. Os resultados confirmaram que ambos os métodos de tratamento de superfície produziram osteocondutividade e boa formação óssea nos implantes avaliados.

Os resultados também mostraram que o tratamento de superfície utilizado pela Implacil De Bortoli obteve os mesmos valores, estatisticamente, da fabricante internacional que foi usada como grupo-controle. Observando os valores individualizados, sem a ponderação estatística, o implante brasileiro chegou a registrar resultados superiores aos com dióxido de alumínio. Adicionalmente, as imagens histológicas mostram que em muitos espécimes o contato do osso com a superfície do implante é maior no produto fabricado pela Implacil.

"Os implantes da Implacil De Bortoli apresentaram uma excelente formação óssea e uma alta taxa de sucesso de osseointegração em nossos estudos. Quando comparados com outros sistemas existentes no mercado internacional, sua superfície sempre demonstrou uma posição de destaque, corroborando resultados encontrados e executados em outros centros de pesquisas do mundo", declara Sérgio Gehrke, pesquisador que conduziu o estudo.

 

 

Trata-se de um amplo estudo com 183 pacientes que receberam 916 implantes Implacil De Bortoli. O objetivo foi avaliar diversos indicadores de risco de peri-implantite, conforme lembra Marco Aurélio Bianchini, um dos autores do trabalho. “Foi um estudo muito interessante que realizamos na Fundecto/USP, checando o comportamento de longo prazo dos implantes Implacil De Bortoli. Avaliamos implantes e reabilitações protéticas sobre estes implantes com até 14 anos em função. Como a empresa oferece cursos na Fundecto há aproximadamente 30 anos, tivemos a oportunidade de convocar muitos pacientes e reavaliar os trabalhos que foram feitos lá”.

Ataxa de peri-implantite obtida para pacientes (16,4%) e implantes (7,3%) está abaixo das apresentadas pelas gigantes internacionais. Os indicadores de risco para peri-implantite encontrados nessa pesquisa coincidem com aqueles descritos na literatura e no consenso do EAO (European Association for Osseointegration), o que revela que os implantes observados seguem os mesmos padrões dos analisados em diversos outros estudos.

A taxa de sobrevivência dos implantes avaliados nessa pesquisa atingiu 98,3%, número também superior a muitas marcas de renome internacional. Dos 916 implantes avaliados, aproximadamente 500 tinham mais de seis anos em boca e 300 tinham mais de sete anos. Ao todo, 95 deles tinham mais de dez anos de uso – isso demonstra que a amostra avaliada prezou pelos resultados de longo prazo.

Por fim, segundo este estudo, nenhuma característica relacionada diretamente com os implantes (superfície, tamanho, forma, intermediário etc.) teve relação direta com o aparecimento da peri-implantite.

 

 

Matéria sob demanda desenvolvida pela VMBranded.
 

 

 
 
 

 

 

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