Publicado em: 05/06/2017 às 09h55

O nosso PIB (20 anos depois)

Paulo Rossetti e Antonio W. Sallum, editores científicos da ImplantNewsPerio, falam da Produção da Implantodontia Brasileira nas últimas duas décadas.

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Pode não ser tão popular quanto o Produto Interno Bruto, e preferimos chamá-lo de Produção da Implantodontia Brasileira. A soma de tudo o que fizemos nestes últimos 20 anos é representada pelos livros que compramos, os artigos que lemos e publicamos, os congressos que visitamos, os produtos que recebemos e, principalmente, pelos pacientes que tratamos. Sobre este dado, logo abaixo vão alguns números para refletirmos.

Vinte anos depois que a Osseointegração ganhou volume no Brasil, podemos observar:

1. Se você colocou pelo menos um implante por dia, depois de 20 anos serão 4.000 fixações. Destas, vamos descontar o percentual padrão de perda de implantes (a maldição dos 5%), então, teremos 3.600 pinos de titânio registrados em nossas fichas. Isto é amostragem para ninguém botar defeito. Agora, vamos pensar que você tenha feito cinco implantes por dia. Este número chegaria aos 16 mil implantes – menos os 5% perdidos (estatisticamente) = 15.200 implantes osseointegráveis em função!

2. Raciocínio simples: para 3.600 implantes, 3.600 parafusos se todos forem do tipo Ucla, ou 7.200 parafusos na situação contrária.

3. Também, 3.600 coroas unitárias.

4. Nestes 20 anos, considerando 15 trocas de parafusos a cada cinco anos, você já usou 3.000 parafusos (o último lote de próteses ainda não teria seus parafusos trocados).

5. Nestas 3.000 trocas, considerando que você aperta cada parafuso pelo menos duas vezes, já seriam 6.000 apertos. Multiplique por dois (tira e põe) e teremos 12 mil esforços no torquímetro de catraca.

6. Se você tinha 30 anos, agora tem 50 anos. Seus filhos estão suficientemente crescidos e as suas mãos de cirurgião estão suficientemente macias para ensinar quem está com 20 e poucos anos a não cometer as mesmas “loucuras” que você cometeu ou a executar os casos de forma diferente. Com TCFC, planejamento digital e CAD/CAM, quando tiverem 40 anos eles poderão chegar mais longe (é para isso que a pesquisa existe), identificar as falhas mais cedo e consertá-las (a maioria) em tempo.

Logicamente, o raciocínio acima é simplório (multiplique pelos milhares de profissionais e terá uma ideia). Mas, depois de 20 anos, é preciso mudar, evoluir e melhorar. Cada colega deixa seu pequeno tesouro na história da Implantodontia. Senão, para que serviria tudo isto?

Boa leitura!

Paulo Rossetti

Editor científico de Implantodontia da ImplantNewsPerio

Antonio W. Sallum

Editor científico de Periodontia da ImplantNewsPerio

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