Publicado em: 14/08/2017 às 16h38

Pequenos no tamanho, grandes no resultado

Se o espaço e o volume ósseo são desafiadores, a alternativa para o sucesso da reabilitação está na escolha do formato adequado do implante.

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Desde a descoberta da Osseointegração, foram incessantes os estudos em Implantodontia que visavam melhorar o desenho e a superfície dos implantes, e aprimorar técnicas cirúrgicas – sempre mirando resultados estéticos, longevos e mais confortáveis para o paciente. Os casos complexos eram os mais desafiadores, pois algumas vezes exigiam tratamentos prolongados e processos cirúrgicos invasivos.
 
Entretanto, com o desenvolvimento da tecnologia, esse cenário começou a mudar e, atualmente, os implantes curtos e os implantes estreitos se tornaram ótimas opções para a resolução de casos complexos. Além de serem cirurgicamente menos traumáticos, os tratamentos com esses implantes alcançam resultados estéticos e com alta taxa de sobrevida, principalmente em pacientes que apresentam pouca disponibilidade óssea e pouco espaço entre os dentes, e também diabéticos.
 
 
A eficiência do compacto
 
Com comprimento abaixo de 7 mm, os implantes curtos são indicados para casos em que a disponibilidade óssea em altura do paciente não é compatível com a instalação de implantes de comprimento regular, ou seja, acima de 8,5 mm. “Assim, os recursos já disponíveis de macro, micro e nano design, além da exclusiva superfície HAnano (que acelera consideravelmente a osseointegração), implementados nos implantes curtos Unitite Compact podem ser uma alternativa para evitar o enxerto e assegurar que o paciente seja reabilitado com o mínimo de morbidade e o máximo de celeridade”, explica Roberto Pessoa, pós-doutor em Engenharia Biomecânica e pesquisador do Centro de Pesquisa em Biomecânica, Biomateriais e Biologia Celular (CPBio) da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
 
Implante curto Unitite Compact e implante estreito Unitite Slim.

 

Para que a reabilitação seja previsível e obtenha sucesso longitudinal, alguns aspectos do design dos implantes curtos devem ser considerados, como conexão cone-morse, nanotratamento de superfície e roscas na região do módulo da crista. Na maioria dos casos, a relação coroa/implante é bastante desfavorável, o que pode levar à falha da reabilitação. Vale lembrar ainda que nem todos os implantes curtos são confiáveis: alguns apresentam tendência a saucerizar no módulo da crista, não têm quantidade de osseointegração (contato osso/implante) favorável e a conexão protética não favorece a distribuição das cargas mastigatórias e a retenção da prótese.

Porém, quando escolhido o sistema adequado, os implantes curtos tornam-se um recurso que minimiza os traumas que poderiam ser causados por enxertos ósseos. “É possível afirmar que, seguindo os critérios estritos de indicação, execução e, principalmente, de seleção do design, pode ser uma solução simplificadora e previsível de longo prazo”, acrescenta Pessoa. Contudo, ao optar por esse caminho para a reabilitação do paciente, deve-se ter em mente também que a superfície do implante precisa favorecer a osseointegração, ou seja, aumentar o percentual de contato osso/implante por unidade de comprimento da peça. A maior resistência da interface osso/implante pode compensar a ausência de comprimento da peça. “Neste sentido, a superfície com nanopartículas de hidroxiapatita é um grande diferencial”, adiciona o profissional.
 
Implante curto Unitite Compact, com 4,3 mm de largura por 5 mm de comprimento.
(Imagem cedida por Roberto Pessoa).


Para ele, a conexão protética deve ser cone-morse, para proteger o parafuso que retém a prótese em caso de carga lateral, evitando afrouxamentos e fraturas. Por fim, o módulo da crista do implante precisa conter elementos de retenção, como roscas e tratamento de superfície, que evitam o cisalhamento e distribuem melhor as tensões. Isso evita a perda óssea peri-implantar, que normalmente ocorre em implantes convencionais, principalmente hexágono externo, nos primeiros meses em função.

“Na conexão cone-morse, a força aplicada sobre a coroa implantossuportada é transmitida ao implante pela lateral do cone, na região mais central do implante. Desta forma, as forças são mais bem distribuídas e chegam ao osso em menor intensidade, reduzindo a tendência de perda óssea por sobrecarga. Obviamente, um implante curto, com 5-6 mm de comprimento, pode estar com o sucesso longitudinal comprometido, caso ocorram perdas ósseas. Por outro lado, a conexão cone-morse também é responsável pela estabilização da coroa, no caso de cargas laterais, protegendo o parafuso passante e evitando afrouxamentos, solturas da prótese e fraturas”, explica.
 
Também é relevante considerar os aspectos básicos do planejamento da reabilitação, como ajuste oclusal, maior número e largura possível dos implantes, posicionamento que favoreça a carga no longo eixo do implante e tamanho compatível da mesa oclusal. Em contrapartida, Pessoa afirma que os implantes curtos não são indicados nos casos em que a ausência de disponibilidade óssea em altura também interfere no resultado estético da reabilitação. Nessas condições, o enxerto é necessário para harmonizar e compatibilizar o tamanho da coroa clínica da reabilitação implantossuportada com os dentes remanescentes do paciente.
 
Implante instalado sem danos às raízes dos dentes.
(Imagem cedida por Bruna Ghiraldini).

 

Nesse contexto, o Unitite Compact possui todas as características – desde macro, micro até o nano design do implante e ainda a superfície HAnano – que são imprescindíveis para a previsibilidade longitudinal de um implante curto. “Ele apresenta altíssimo percentual de contato osso/implante, pela superfície com nanopartículas de hidroxiapatita, possui macrogeometria que favorece a manutenção do osso no módulo da crista e conexão cone-morse. Os altos índices de sucesso em situações clínicas desafiadoras atestam a confiabilidade deste implante”, sentencia o profissional.
 
 
Aproveitando cada centímetro
 
Os implantes estreitos, que contam com 2,5-3 mm de diâmetro, normalmente são indicados para áreas edêntulas em que o espaço mesiodistal disponível é reduzido. Devido à sua pequena espessura, eles protegem estruturas bucais vitais e sua vascularização, e costumam ser uma escolha eficiente para regiões com pouca disponibilidade óssea, já que possuem boa adaptação aos mais variados tipos de osso.
 
Para Fernando Hayashi, professor titular de Implantodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade Paulista (Unip) e diretor científico do Grupo Acro, a recomendação mais tradicional é a de reposição de incisivo inferior ou do incisivo lateral superior, que são dentes com coroas mais estreitas. Entretanto, algumas vezes eles podem ser utilizados para o tratamento de outras áreas onde as raízes adjacentes ao espaço edêntulo estejam próximas e um implante de diâmetro padrão não possa ser instalado.
 
Outra situação seria seu uso para evitar a cirurgia de aumento ósseo. Logicamente, nestes casos, deve-se tomar muito cuidado em relação ao ajuste oclusal da prótese sobre implante, pois, como não se trata de dentes como incisivos inferiores ou incisivos laterais superiores, é suposto que outros dentes terão maior demanda funcional. Uma vez que o diâmetro do implante é reduzido e possui menor contato osso/implante, haverá maior chance de fratura da peça ou da conexão protética. Por esse motivo, não é comum a instalação de implantes estreitos em áreas posteriores, que apresentam maior demanda funcional devido à carga mastigatória.
 
Ou seja, principalmente em regiões com pouco espaço mesiodistal, é interessante usar um sistema que, além do implante ter diâmetro estreito, permita ainda uma melhor preservação dos tecidos adjacentes, a partir de um sistema de prótese do tipo cone-morse. “O tipo de conexão protética que menos sofre saucerização é a cone-morse, sendo a mais segura em relação às conexões de hexágono externo e hexágono interno. Isto será especialmente importante em uma área com espaço mesiodistal estreito, pois a saucerização pode atingir mais facilmente a crista óssea dos dentes vizinhos, gerando problemas", detalha Hayashi.
 
Situação clássica de indicação de um implante Slim. Implante instalado na região do dente 41.
(Imagens cedidas por Fernando Hayashi).

 

Em relação à instalação imediata de implantes estreitos em alvéolos logo após a exodontia, o profissional diz que é possível preencher o gap entre a tábua óssea alveolar e o implante com osso bovino mineral, pois essa menor perda de volume permitirá uma estética aprimorada em relação ao peri-implante. Nos casos em que a região está edêntula há algum tempo, os implantes estreitos também são uma boa alternativa. Estudos demonstram que seu tratamento de superfície aumenta o contato osso/implante, o que é muito importante no caso de parafusos estreitos, que possuem menor área que um implante de diâmetro padrão.
 
Hayashi menciona que, entre os modelos de implantes estreitos, o Unitite Slim apresenta duas vantagens: possui conexão cônica de plataforma switching – oferecendo maior chance de preservação do osso proximal, o que é muito importante em regiões estéticas – e possui um processo de fabricação no qual o titânio é endurecido sem alterar suas qualidades biológicas, conferindo maior segurança contra a fratura do implante sem perder qualidade de osseointegração. “As conexões internas enfraquecem as paredes do implante na porção cervical, porém, no sistema Unitite, os implantes Slim são constituídos de titânio grau 4 Cold worked, material biocompatível de alta resistência a tração e estabilidade mecânica a longo prazo, se comparado ao titânio grau 4 convencional", conclui, ao acrescentar que o Unitite Slim também apresenta macro, micro e nano partículas em seu design.
 
Matéria sob demanda desenvolvida pela VMBranded.
 
 
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