Publicado em: 14/08/2017 às 16h40

FGM dá dois tiros certeiros

Com dois produtos consistentes, a empresa conquistou seu espaço no competitivo mercado brasileiro de reabilitação oral.

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Reconhecida internacionalmente e líder no mercado de clareadores na América Latina, a FGM surpreendeu o setor implantológico ao entrar para o grupo de companhias fornecedoras de biomateriais de alto desempenho.
 
O novo impulso aconteceu há três anos, quando a FGM anunciou sua fábrica de biomateriais e, logo depois, lançou seu sistema de implantes. Com essas duas novidades, em um período curto, a empresa de Joinville (SC) abriu caminho entre os gigantes da reabilitação oral.
 
Os responsáveis por este sucesso repentino foram o Sistema de Implante Arcsys, que chegou no começo de 2016, seguido pelo substituto ósseo Nanosynt, introduzido no mercado em outubro de 2016. Eles pertencem à nova divisão de biomateriais da FGM, criada especialmente para atuar na área de reabilitação oral.
 
Ao todo, foram quase seis anos de pesquisa para o desenvolvimento de cada um dos produtos, já que a empresa começou a trabalhar nesses projetos em 2010.
 
Além do trabalho duro dos pesquisadores, a explicação para o sucesso dos novos produtos passa obrigatoriamente pela inovação. Para entender melhor este fenômeno, consultamos experientes profissionais que incorporaram o Arcsys e o Nanosynt em suas clínicas. Confira!
 
 
A Implantodontia vista por outro ângulo
 
A proposta do Arcsys é a de ser um sistema enxuto, para simplificar o trabalho do profissional. No entanto, a possibilidade de customizar a angulação dos pilares protéticos, sem dúvida, é o seu grande diferencial.
 
Conforme explica o cirurgião bucomaxilofacial e implantodontista Fernando Cauduro, esta novidade permite que o implante seja fixado nas áreas mais favoráveis da maxila e mandíbula. “Esta customização de 0 a 20 graus possibilita ao implantodontista planejar a instalação do implante na melhor área óssea disponível, sem prejuízo da reabilitação protética posterior”, diz Cauduro.
 
Além de oferecer a melhor disponibilidade óssea para o implante, o dispositivo facilita o planejamento protético do profissional. “Os componentes anguláveis do Arcsys permitem que o implantodontista personalize a angulação dos componentes de forma muito simples, projetando em um referenciador de angulação a posição protética ideal e reproduzindo no componente definitivo esta posição.
 
Esse planejamento pode ser feito diretamente em boca ou em modelo”, conta o implantodontista Cesar Augusto Magalhães Benfatti. “O sistema Arcsys trouxe inovação e versatilidade para os profissionais de Implantodontia, e colocou o Brasil na vanguarda mundial, ao desenvolver alta tecnologia dentro de nossas fronteiras”, opina.
 
O Dispositivo Angulador permite a angulação dos componentes protéticos de 0 a 20 graus no próprio consultório ou laboratório. (Fotos: divulgação)

 
 
Cone-morse friccional
 
Outro destaque do sistema é a plataforma do implante, que favorece uma melhor adaptação mecânica entre o pilar protético e o implante, com menor risco de contaminação bacteriana e melhor condição peri-implantar nos tecidos moles.
 
“O Sistema Arcsys apresenta uma conexāo cone-morse friccional. Ou seja, um ângulo de 3º de divergência das paredes. Isto permite que se obtenha uma adaptação perfeita entre o implante e o pilar protético somente por fricção, não necessitando de parafusamento”, detalha Cauduro.
 
Fresagem única
 
O conjunto de brocas projetadas para o sistema também chama a atenção por oferecer a possibilidade de perfuração única. Segundo os especialistas, o design da broca proporciona alta eficiência de corte e canais laterais que auxiliam na irrigação e na capacidade de coleta do tecido ósseo. Também possuem ponta ativa, que oferece a possibilidade de perfuração em uma única etapa, evitando o escalonamento e proporcionando maior controle. Isso gera economia de tempo para o paciente e para o profissional.
 
“As brocas do Sistema Arcsys permitem a realização de uma fresagem única, sem aumento de calor friccional. Somada a isso, a presença de canaletas paralelas – e não em espiral, como a maioria dos sistemas – permite a essa broca se tornar coletor de osso durante a osteotomia”, aponta Benfatti.
 

 
 
O prodígio dos substitutos ósseos
 
A nova unidade de biomateriais da FGM não poupou esforços e recursos para desenvolver e validar seus feitos em pesquisas científicas, antes de levar ao mercado o biomaterial Nanosynt. Após realizar uma série de pesquisas e desenvolvimento em universidades internacionais, a companhia lançou um biomaterial bifásico, 100% sintético, feito à base de fosfato de cálcio (60% de hidroxiapatita e 40% de ß-fosfato tricálcico) para substituição óssea.
 
A entrada do produto no mercado foi apoiada nos resultados científicos, que colocaram o Nanosynt em uma posição favorável, mesmo quando comparado com seus concorrentes premium. Satisfeita, a empresa brinca ao chamar seu biomaterial de “garoto prodígio dos substitutos ósseos”.
 
 
Osteocondição
 
O pesquisador e implantodontista João Zielak destaca as principais propriedades do Nanosynt como substituto ósseo. “O maior diferencial é a sua nanoestrutura, que favorece a atração de água e, concomitantemente, de células. A partir daí, a composição química faz o resto. Com o tempo, todas as partículas tendem a 'desaparecer' dentro do novo osso formado”, explica.
 
Um dos principais atributos do biomaterial da FGM é a sua excelente estrutura osteocondutora, que permite a vascularização e a deposição celular. Ele apresenta alta porosidade (80% a 90%) e favorece a vascularização, a migração de osteoblastos e a deposição óssea. Além disso, permite a conexão do tecido ósseo em formação e/ou neoformado com o tecido ósseo circunjacente e evita a encapsulação do tecido ósseo em formação pelo tecido conjuntivo fibroso.
 

 

 
Segurança biológica
 
Outra vantagem do Nanosynt está na manipulação. O biomaterial possibilita uma fácil e segura mistura com soluções salinas estéreis, sangue ou osso autógeno, oferecendo ao cirurgião-dentista o preenchimento do defeito ósseo com facilidade. Por ser 100% sintético, o produto contribui para a segurança biológica, já que elimina qualquer risco de contaminação. Uma característica positiva é o fato de ser comercializado em porções fracionadas (quatro ou duas ampolas de 0,25 g), para evitar o desperdício.
 
“O Nanosynt é um material totalmente sintético e seguro do ponto de vista imunológico. No entanto, como suas partículas são pequenas, ele deve ser cuidadosamente hidratado antes da inserção nas cavidades. E, como qualquer outro biomaterial particulado, em defeitos com poucas paredes, pode ser associado às técnicas com agregados plaquetários e membranas”, comenta Zielak.
 
A FGM segue investindo no crescimento da marca e no desenvolvimento de novos produtos na área de Biomateriais, com a promessa de aumentar sua participação no mercado, tanto no Brasil quanto em outros países, onde o Arcsys começou a ser vendido em agosto.
 
Matéria sob demanda desenvolvida pela VMBranded.
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