Publicado em: 23/01/2018 às 10h00

Satisfação dos nossos pacientes

Como é difícil compreender totalmente o que o paciente espera e deseja, algumas vezes o cirurgião-dentista tem que atingir o que é possível.

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Começamos um novo ano com a grande perspectiva de melhorar em todos os aspectos. No papel de profissionais de Saúde, temos responsabilidades com os pacientes; e o oposto também é verdadeiro desde o primeiro contato na clínica. Para ambas as partes, empatia e confiança sempre têm um valor importante. Marcar a data dos procedimentos e assinar cheques é fácil. Difícil mesmo é equilibrar função e estética à satisfação do paciente. Faz pouco mais de 50 anos que a Osseointegração contemporânea foi estabelecida e, consequentemente, que as novas terapias cirúrgicas periodontais mostraram modificações importantes. No entanto, somente nesses últimos 15 anos é que compreendemos um pouco mais sobre como essas “novidades” funcionam em relação às respostas biológicas.

Após finalizarmos as restaurações, entram em cena os aspectos que podem modificar o curso da terapia (idade, hábitos, doenças locais e sistêmicas etc.). É fundamental termos essa percepção e compreendermos como é construída a “satisfação”, que por definição quer dizer: ato ou efeito de satisfazer(-se); contentamento, prazer advindo da realização do que se espera, do que se deseja. Como é difícil compreender totalmente o que o paciente espera e deseja, algumas vezes temos que atingir o que é possível.

Entretanto, reconhecemos que a “validação” de novas propostas de tratamento através de redes sociais tem sido uma imensa pedra no sapato dos profissionais da Odontologia. Custa mais para desdizer do que para ventilar. Será que o paciente realmente conhece os próprios limites?

E se a “faixa de variação do seu paciente” não estiver dentro da “faixa de variação da melhor literatura disponível”? Será que a frase “realmente sou candidato ao tratamento” está tão fora de moda ou estaria a literatura no banco dos réus por trabalhar apenas com grupos de pacientes selecionados?

Qual é o perigo envolvido em tudo isso? Carreiras sólidas sepultadas por bobeiras de cinco minutos, centenas de pacientes insatisfeitos, processos sem fim, amigos de profissão que não se falam mais etc.

Há muito tempo, nós e muitos pacientes realmente estamos dando murro em ponta de faca em centenas de aspectos biológicos para os quais a “solução mais estável” ainda não foi decifrada. Então, escrever terapia de risco na ficha clínica é um remédio simples que nos desperta para diversas precauções, colocando os que mais precisam sob os nossos olhos.

Feliz 2018 e um excelente ano para todos!

Paulo Rossetti

Editor científico de Implantodontia da ImplantNewsPerio

Antonio W. Sallum

Editor científico de Periodontia da ImplantNewsPerio

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