Publicado em: 27/03/2018 às 11h24

Vantagens da RAPG em posteriores superiores

Guaracilei Maciel Vidigal Júnior reforça que a RAPG apresenta vantagens, como a não realização de incisões relaxantes e a preservação da linha mucogengival.

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Neste espaço, darei sequência à série de casos clínicos iniciada na edição passada (ImplantNewsPerio volume 3, número 1), mostrando os novos limites da reconstrução alveolar proteticamente guiada (RAPG).

Frequentemente, na região de molares superiores posteriores não é possível a instalação do implante imediatamente após a exodontia, porque as raízes estão fusionadas e em contato com o assoalho do seio maxilar. A RAPG apresenta como vantagens, nesses casos, a não realização de incisões relaxantes e a preservação da linha mucogengival e da profundidade do vestíbulo. Além desses fatores, também proporciona menor morbidade, por não usar osso autógeno ou colher sangue para a confecção de concentrados do plasma, e menor custo, devido à não utilização de biomateriais, como enxerto e membranas. 

Figura 1 – Vista panorâmica mostrando o elemento 27 após fratura da raiz distovestibular.

 

Figura 2 – Aspecto clínico inicial mostra uma bolsa de 8 mm acompanhando o traço da fratura.

 

Figura 3 – Modelo já preparado para a RAPG, com a remoção do dente que será extraído e marcação das margens gengivais com lapiseira com ponta 0,5 mm, para preservar as margens durante o preparo do nicho subgengival de 3 mm de profundidade.

 

Figura 4 – Prótese fixa adesiva provisória com extensão subgengival de 3 mm, incluindo uma concavidade de 1 mm de altura e de profundidade, localizada 1 mm abaixo da margem gengival.

 

Figura 5 – Exodontia feita sem retalho, seccionando-se as raízes com fresa cirúrgica e removendo-as isoladamente com o auxílio do periótomo.

 

Figura 6 – Prótese fixa adesiva cimentada para a RAPG.

 

Figura 7 – Após nove meses, aspecto clínico com a remoção da prótese adesiva. Observar a manutenção da forma e das dimensões do rebordo.

 

Figura 8 – Corte transaxial da mesma área após nove meses, mostrando um ganho em altura óssea de 6,44 mm e em espessura vestibulopalatina de 8,5 mm.

 

Figura 9 – Vista oclusal do rebordo após a primeira perfuração com a broca lança penetrando 6 mm.

 

Figura 10 – Na sequência, o leito ósseo foi preparado com um jogo de osteótomos de Summers, com o objetivo de fazer um aumento ósseo subantral para a instalação de um implante de 8 mm de comprimento.

 

Figura 11 – Implante com 5 mm de diâmetro e 8 mm de comprimento instalado.

 

Figura 12 – Corte transaxial da mesma área, seis meses após a instalação do implante.

 

 

 

REFERÊNCIAS

1. Vidigal Jr. GM, Dantas LRF, Groisman M, Silva Jr. LCM. Instalação de implantes imediatamente após a exodontia em áreas estéticas. São Paulo: VM Cultural Editora, 2016. p.39. Ebook www.inpn.com.br/pcp/Ebook/Livro?id=5.

2. Vidigal Jr. GM. Regeneração óssea sem enxerto e sem retalho. INPerio 2016;1(7):1432-3.

3. Vidigal Jr. GM. Reconstrução óssea e estética minimamente invasiva. INPerio 2017;2(1):166-7.
 

Guaracilei Maciel Vidigal Júnior

Especialista e mestre em Periodontia – UFRJ; Livre-docente em Periodontia e especialista em Implantodontia – UGF; Doutor em Engenharia de Materiais – Coppe/UFRJ; Pós-doutorando em Periodontia e professor adjunto – Uerj.

 

 

 

 

 

 

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