Publicado em: 27/03/2018 às 11h26

Aceleração dos negócios na Odontologia já começou

Animado com o desempenho dos expositores no Ciosp 2018, representante das indústrias projeta um ano promissor para a Odontologia.

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Por Adilson Fuzo e Andressa Trindade

 

Andar pelos corredores agitados de congressos e eventos da área odontológica desperta a confiança do empresariado para 2018. Essa foi a percepção de Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo), ao participar do Ciosp 2018 – Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo. “Usando esse evento como parâmetro, as principais empresas expositoras já sentiram o movimento e o interesse três vezes maiores em relação ao primeiro dia da edição passada do Ciosp”, observa Fraccaro, que também é diretor da Fiesp.

De forma geral, é nesse clima de otimismo que os profissionais do setor começam o ano, em um momento em que estamos saindo gradualmente de um forte período de recessão. Porém, o diretor alerta para a complexidade do cenário político e econômico, focando principalmente em duas questões: a reforma da previdência e a instabilidade da eleição presidencial.

“A ausência da reforma vai gerar a ilusão de que o Brasil está livre de dificuldades. O empresariado tem consciência de que a não aprovação da reforma terá graves consequências. A conta é simples: se o governo não fizer nada, em 2019 terá que tirar de outras fontes para cobrir o déficit; e essa fonte poderá ser a Saúde, que já é carente de recursos”, detalha.

Lidar com o otimismo mascarado, portanto, é um dos desafios de 2018 – e quem tiver esse diferencial estratégico em mãos, sairá na frente. Para o superintendente da Abimo, o setor da Saúde, de maneira discreta, é o que mais gera esperança para a economia em médio a longo prazo, por ser o único business que tem um mercado enorme para ser atendido. No entanto, os investidores têm cautela em aportar dinheiro no setor. Embora ele corresponda a 10% do produto interno bruto (PIB), claramente necessita de uma reengenharia, com reestruturações política, tributária e econômica. “Eu insisto no pensamento de que a Saúde não é um gasto, mas sim um grande mercado, que movimenta muito dinheiro”, finaliza Fraccaro.

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