Publicado em: 22/05/2018 às 16h51

A tríade de sucesso da ROG

Além da habilidade profissional, para obter sucesso em procedimentos de regeneração óssea guiada (ROG) é preciso contar com membranas,substitutos ósseos e fios de sutura de ótima qualidade.

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Regeneração óssea guiada


Depois de mostrar o investimento da Implacil De Bortoli na formação de um conselho científico de alto padrão – que resultou no pioneirismo da empresa ao lançar o implante osseointegrado no Brasil – e também as inúmeras vantagens clínicas de usar a plataforma cone-morse Due Cone, vamos dar continuidade à série Boas escolhas – Implacil De Bortoli, abordando um assunto extremamente relevante: a qualidade dos materiais utilizados para a regeneração óssea guiada (ROG).

A seguir, acompanhe como a escolha inteligente da membrana, do substituto ósseo e do fio de sutura podem fazer toda a diferença no resultado do tratamento.

Boa leitura!

Nilton De Bortoli Jr.
Presidente Implacil De Bortoli


A regeneração óssea guiada (ROG) permite o aumento do volume ósseo em áreas edêntulas que apresentam atrofia horizontal, vertical ou combinada. Por meio de técnicas cirúrgicas específicas, tem o objetivo de viabilizar a formação óssea, mas, para isso, é preciso usar barreiras físicas (membranas) para impedir a migração de células dos tecidos conjuntivo e epitelial e assegurar que apenas as células ósseas repovoem a região.

Sendo assim, esse procedimento é indicado principalmente para preservação alveolar e situações clínicas com altura e/ou largura óssea insuficientes para ancoragem dos implantes, beneficiando seu posicionamento ideal em relação à prótese e favorecendo a estética.

Para escolher a membrana, deve-se levar em conta o tipo de defeito tratado. Segundo Robert Carvalho da Silva, doutor em Clínica Odontológica, em defeitos horizontais, geralmente, são usadas membranas de colágeno – mas elas não são estáveis dimensionalmente, reabsorvem rapidamente e, por isso, são contraindicadas para defeitos verticais. Então, para defeitos verticais, a melhor opção é a membrana não reabsorvível de PTFE (teflon), especialmente com reforço de titânio.

De acordo com Alber Barbara, especialista em Implantodontia, para cumprir seu papel, a barreira precisa ter alta biocompatibilidade e propriedades mecânicas adequadas para manter o espaço e a estabilidade do coágulo. “Nos últimos anos, adotei a Cytoplast com reforço de titânio, sobretudo para aumento vertical do rebordo, que possui maior complexidade para ganho ósseo. Isso porque ela possui baixa porosidade (<0,3 μm), o que dificulta a penetração de bactérias, um fator importante caso ocorra exposição precoce da membrana. Tenho obtido resultados bastante previsíveis com esse material”, afirma.

O tempo da barreira em função também é determinante para o prognóstico. Segundo Ulisses Dayube, doutorando em Implantodontia, ela precisa permanecer separando o tecido ósseo do conjuntivo por três a 12 meses, dependendo das características e do tamanho do defeito ósseo. “O tecido mole se adere às membranas Cytoplast, mas não cresce através delas – que têm como característica os sulcos hexagonais que aumentam a área de superfície sem aumentar a porosidade e reabsorção prematura, ou seja, é possível controlar o tempo de cicatrização e ganhar mucosa queratinizada. Os resultados obtidos são uma mínima perda óssea para casos de preservação alveolar e bastante previsibilidade”.
 


SUBSTITUTO À ALTURA

Durante o ROG, é importante utilizar material de enxerto de alta qualidade. O osso autógeno é o padrão-ouro para a correção de defeitos desafiadores, porém, isoladamente, ele tem a tendência de produzir um osso mais macio e que pode ser reabsorvido ao longo do tempo, além do risco de morbidade relacionado à sua coleta. “Por isso é muito interessante mesclar substitutos ósseos para diminuir a chance de morbidade do procedimento, aumentar a resistência mecânica do osso regenerado e melhorar a estabilidade longitudinal”, comenta Silva.

Como o osso autógeno reabsorve mais rápido do que a hidroxiapatita, recomenda-se usar o mix dos dois na proporção 1:1, já que a hidroxiapatita ajuda na manutenção do espaço, em especial nos grandes defeitos. Quanto aos defeitos pequenos, o substituto ósseo pode até dispensar o osso autógeno. 

Nesse sentido, para Barbara, o Extragraft (comercializado pela Implacil De Bortoli) é um substituto ósseo de origem bovina bem interessante, porque apresenta composição inorgânica mineral e osteocondutora, que mantém o volume ósseo. Devido à presença de colágeno tipo 1, que ajuda na adesão celular e se torna importante no processo de regeneração. Para Dayube, o grande diferencial do Extragraft é o fato de ser moldável, flexível e com alta agregação ao defeito ósseo.


FINALIZAÇÃO DE ALTA QUALIDADE

Ao final da regeneração óssea guiada é preciso fechar a área manipulada, entrando em ação um importante aliado do cirurgião: o fio de sutura. “Ele deve ser encarado como uma poderosa ferramenta para garantir a correta cicatrização das bordas da incisão, a estabilidade dos biomateriais e a formação satisfatória dos tecidos na região operada. Quando o profissional utiliza um fio de sutura inadequado, ele está aumentando consideravelmente suas chances de insucesso e diminuindo a previsibilidade do seu procedimento cirúrgico”, ressalta Dayube.

Aqui o profissional tem duas opções: os fios multifilamentares e monofilamentares. Os primeiros, geralmente, são de seda, acumulam placa bacteriana e são considerados um risco para procedimentos do tipo ROG. Silva, Barbara e Dayube concordam que os monofilamentares, como o Cytoplast, são a melhor escolha.

Os profissionais explicam que o Cytoplast é um fio de teflon de alta densidade (PTFE), o que gera ótima biocompatibilidade e facilidade no manuseio, dando excelente tensão no nó da sutura e preservando o fechamento do retalho. Outras vantagens do produto são maciez, resistência, não acúmulo de placa e conforto aos pacientes, por apresentar mínima reação negativa nos tecidos. Como possui resistência elástica, também evita a laceração das bordas do retalho.

Aplicação do fio de sutura e da membrana Cytoplast.

 


REFERÊNCIAS
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Na próxima edição de Boas escolhas – Implacil De Bortoli, conheça as opções mais adequadas conheça as melhores opções para instalação de unitários anteriores.

 

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