Publicado em: 22/05/2018 às 17h27

Cinco perguntas para Victor Clavijo

A cada edição, um grande nome da Odontologia é convidado para falar sobre temas que envolvem o setor e a profissão.

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O paulista Victor Clavijo é um dos destaques da nova geração da Odontologia Estética do País. (Foto: Lucíola Okamoto)

Por João de Andrade Neto 

 

Um dos destaques da nova geração da Odontologia Estética do País, o paulista Victor Clavijo, divide sua rotina entre os atendimentos em sua clínica, na cidade de Indaiatuba (SP), aulas e cursos no Brasil e exterior. Além disso, contribui com o desenvolvimento científico da Odontologia, realizando pesquisas anualmente na Universidade do Sul da Califórnia (USC), em Los Angeles (Estados Unidos).

 

O que o levou a escolher a Odontologia Estética e a Dentística Restauradora como suas principais áreas de atuação?

Eu conheci a parte laboratorial durante a faculdade de Odontologia, quando convivi com um técnico em prótese dentária e me encantei com a área Estética. Esse convívio me mostrou o outro lado: a magia da parte laboratorial e a sua importância nos resultados finais, com as cerâmicas, facetas e lentes de contato. Ao conhecer esse universo, comecei a entender o conjunto e compreendi a importância do dentista e do TPD trabalharem juntos, em prol da Odontologia Estética.

 

Seu pai é cirurgião-dentista e atende há mais de 38 anos em Indaiatuba, no interior de São Paulo. Qual foi a influência dele no seu caminho pela Odontologia?

Além de me mostrar o caminho, meu pai me deu a oportunidade de estudar com grandes professores pelo Brasil, de conhecer congressos, escolas e me proporcionar uma base de estudos. Eu cresci no consultório. Lembro que, aos finais de semana, ele me levava para passear, mas antes ele tinha que terminar de atender os pacientes. Assim, eu sempre correlacionei que, ao ficar no consultório, eu teria um momento feliz. Ele me mostrou que o consultório faz parte do nosso dia a dia, por termos uma família de dentistas.  

 

Mesmo jovem, você alcançou o reconhecimento profissional em diversas áreas de atuação na Odontologia. Em qual atividade você se vê mais realizado: na pesquisa, na clínica ou nos cursos ministrados?

Aos 36 anos, já tive oportunidade de viajar por mais de 15 países e me sinto realizado tanto no ensino quanto no consultório. Quando você proporciona o bem-estar ao aluno, que fica feliz em aprender, o paciente satisfeito com o tratamento, ou até mesmo em uma pesquisa, isso traz realização. É uma tríade, e eu me sinto realizado na profissão por poder trabalhar nas três áreas. Na Universidade do Sul Califórnia (USC), trabalhamos com o brasileiro Sillas Duarte, que é diretor da área Restauradora, e participamos de algumas pesquisas sobre adesão e interfaces restauradoras. Também, anualmente, auxiliamos no ensino e desenvolvimento de projetos de pesquisa.

 

Como você vê a evolução da tecnologia na prática clínica diária? Já é possível usufr uir dessa tecnologia no dia a dia?

A tecnologia vem evoluindo cada vez mais, e eu acredito que ela faz parte do dia a dia do dentista. Mas a tecnologia é apenas uma ferramenta e, para manuseá-la, o profissional tem que ter base, ciência e protocolo. É necessário saber quando e por que utilizá-la. A forma como usá-la é a parte mais fácil da tecnologia.

 

Quais são os planos para a sua carreira? Tem algo que ainda pense em realizar?

 Tenho viajado bastante, mas tenho consciência de que a carreira odontológica tem uma similaridade com a de um jogador de futebol, que tem altos e baixos, e não é possível manter o mesmo ritmo para sempre. Acredito que vou viajar, aproveitar mais um pouco essa ascensão. No futuro, pretendo ficar cada vez mais em meu consultório na minha cidade, Indaiatuba, cuidando dos meus pacientes e com o meu centro de ensino, além de dedicar cada vez mais tempo à minha família.

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