Publicado em: 06/08/2018 às 10h42

Unitários anteriores: vencendo desafios

A reabilitação de unitários em área estética se torna um obstáculo transponível quando o clínico faz escolhas acertadas em relação às técnicas e materiais utilizados.

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O pioneirismo da Implacil De Bortoli ao lançar o implante osseointegrado no Brasil vem acompanhado de muito investimento em tecnologia, pesquisa e formação de um conselho científico de alto padrão, respeitado internacionalmente.

Nesse sentido, as soluções oferecidas pela empresa visam à obtenção dos melhores resultados estéticos e funcionais, incorrendo também na satisfação tanto do profissional quanto do paciente.

Exemplificando esse esforço da Implacil De Bortoli em disponibilizar um portfólio de alta qualidade, neste fascículo da série Boas escolhas – Implacil De Bortoli será abordado o excelente desempenho do implante Due Cone e dos componentes protéticos da linha Smart para a reabilitação de unitários anteriores.

Nilton De Bortoli Jr.
Diretor científico da Implacil De Bortoli


Vencendo desafios

A reabilitação de unitários em área estética se torna um obstáculo transponível quando o clínico faz escolhas acertadas em relação às técnicas e materiais utilizados.


Os implantes osseointegrados na região anterior representam um grande desafio na Implantodontia. Sempre que possível, deve ser considerada sua instalação logo após a extração de um dente condenado na área estética, já que os benefícios da coroa provisória imediatamente após a colocação do implante são um consenso entre os especialistas, em função do alto potencial de preservação da arquitetura original dos tecidos. O maior desafio é a manutenção da arquitetura gengival em longo prazo, uma vez que o comprometimento estético dessa região, geralmente, está relacionado a alguma sequela de tecido mole, como alteração da margem gengival ou ausência de papila, sobretudo em situações de implantes adjacentes.

Aliado às técnicas mais conservadoras e às cirurgias mais delicadas, os cirurgiões-dentistas possuem materiais que facilitam procedimentos e manobras cirúrgicas. Nesse sentido, a escolha de um implante que possua alta taxa de osseointegração e que proporcione uma boa estabilidade primária dentro do alvéolo dentário, muitas vezes comprometido, permite trabalhar com pilares personalizados para manipular a arquitetura gengival. Segundo André Vilela, especialista em Implantodontia e Periodontia, esses são justamente os diferenciais encontrados no implante Due Cone, da Implacil De Bortoli.

Oferecer reabilitações orais estéticas com alto grau de conforto e satisfação dos pacientes é um desafio. “A linha Due Cone nos auxilia perfeitamente desde as características de osseointegração, com alto índice de contato osso/implante (BIC 92,7%), até o momento da confecção das próteses, devido à exatidão de encaixe e facilidade de uso dos componentes protéticos”, destaca Ulisses Tavares da Silva Neto, doutor em Implantodontia.

Diego Klee de Vasconcellos, doutor em Odontologia Restauradora e em Prótese Dentária, concorda: “A escolha e o posicionamento correto do implante são fundamentais para o sucesso nos desafiadores casos anteriores. Implantes cônicos de diâmetro reduzido, colocados mais próximos da parede palatina e seguidos do preenchimento do espaço existente entre a superfície do implante e o tecido ósseo, têm sido defendidos com a intenção de reduzir ao máximo a reabsorção óssea na face vestibular. Implantes com conexão protética do tipo cone-morse, posicionados ao menos 2 mm abaixo da crista óssea, parecem ser a melhor opção nestas situações. O implante Due Cone oferece todos os recursos clinicamente desejáveis para estas situações”, destaca. Os implantes Due Cone ainda possuem segurança mecânica devido ao encaixe dodecágono – com dois cones internos separados por uma zona de indexação –, que oferece excelente torque de inserção. Suas conexões internas distribuem a carga mastigatória mais para o centro do implante, tornando o encaixe mecânico mais resistente. “Eles proporcionam melhoria de resultados estéticos, uma vez que submersos oferecem melhor volume de tecido ósseo e baixa perda óssea marginal”, revela Ulisses Tavares.

André Vilela  Diego Klee
de Vasconcellos 
Julio Cesar Joly  Ulisses Tavares
da Silva Neto

 

Vilela lembra que o implante Due Cone possui características específicas, como tratamento de superfície em cima da plataforma, o que possibilita a atração de células ósseas que auxiliam no processo de osseointegração. “Adicionado a isso, tem a solução protética com o pilar da linha Smart, também da Implacil De Bortoli, que permite trabalhar com próteses do tipo parafusada ou cimentada no mesmo padrão de conexão”, acrescenta.

Após a instalação imediata do implante, a coroa provisória será construída sobre o intermediário protético. Diego Klee afirma que os pilares de eleição para estes casos são da linha Smart, que serão colocados em um espaço tridimensional com excelente suprimento sanguíneo, rico em fatores cicatriciais e osteogênicos produzidos como resultado da cirurgia.

“Quando possível, procuramos adotar o conceito one abutment at one time, que preconiza a não remoção de pilares colocados no momento da cirurgia – esta abordagem melhora a cicatrização e a estabilidade da mucosa e do osso em volta de implantes unitários imediatamente restaurados”, explica.

Os intermediários protéticos da linha Smart têm apresentado excelentes resultados em situações desafiadoras no setor anterior. A ótima estabilidade mecânica, selamento e vedação são conferidas pelo perfeito encaixe cônico ao implante. “Apresentam também a característica da plataforma switching (componente protético de diâmetro menor quando comparado ao diâmetro da plataforma do implante) que, associada ao conceito one abutment at one time (não remoção dos pilares instalados no momento da cirurgia), oferece um perfeito equilíbrio biológico, contribuindo fortemente para a estabilidade dos tecidos peri-implantares”, finaliza Diego Klee.

Implante Due Cone e pilar CM da linha Smart para prótese cimentada ou parafusada.


 

COADJUVANTES

A escolha dos biomateriais é fundamental para o sucesso terapêutico de procedimentos cirúrgicos de grande demanda biológica. “Devemos sempre respeitar o binômio segurança clínica e evidências científicas. Não é justo expor os pacientes a experimentações clínicas imprevisíveis a partir da utilização de biomateriais sem procedência segura”, argumenta Julio Cesar Joly, doutor em Periodontia. 

Para ele, as membranas e fios Cytoplast cumprem os requisitos de biocompatibilidade e segurança clínica. Em uma situação de reabilitação em área estética, as membranas não reabsorvíveis de PTFE são efetivas na manutenção do espaço regenerativo e se mantêm estáveis. Também, tornam-se importantes aliadas na busca da regeneração óssea, principalmente para aumentos ósseos tridimensionais. “Já os fios de sutura têm inúmeras aplicações clínicas nas técnicas reconstrutivas plásticas e regenerativas. Os fios Cytoplast são flexíveis, apresentam ótimo travamento do nó, não permitem acúmulo de biofilme e favorecem a resposta cicatricial”, diz.


REFERÊNCIAS
1. Degidi M, Nardi D, Piattelli A. One abutment at one time: non-removal of an immediate abutment and its effect on bone healing around subcrestal tapered implants. Clin Oral Implants Res 2011;22(11):1303-7.
2. Iezzi G, Vantaggiato G, Shibli JA, Fiera E, Falco A, Piattelli A et al. Machined and sandblasted human dental implants retrieved after 5 years: a histologic and histomorphometric analysis of three cases. Quintessence Int 2012;43(4):287-92.
3. Marão HF, Jimbo R, Neiva R, Gil LF, Bowers M, Bonfante EA et al. Cortical and trabecular bone healing patterns and quantification for three different dental implant systems. Int J Oral Maxillofac Implants 2016;32(3):585-92.
4. Degidi M, Nardi D, Daprile G, Piattelli A. Nonremoval of immediate abutments in cases involving subcrestally placed postextractive tapered single implants: a randomized controlled clinical study. Clin Implant Dent Relat Res 2014;16(6):794-805.
5. Gehrke SA, Ramírez-Fernandez MP, Granero Marín JM, Barbosa Salles M, Del Fabbro M, Calvo Guirado JL. A comparative evaluation between aluminium and titanium dioxide microparticles for blasting the surface titanium dental implants: an experimental study in rabbits. Clin Oral Implants Res 2016 Sep 24. 
6. Dalago HR, Schuldt Filho G, Rodrigues MA, Renvert S, Bianchini MA. Risk indicators for peri-implantitis. A cross-sectional study with 916 implants. Clin Oral Implants Res 2017;28(2):144-50.

 

Na próxima edição de Boas escolhas – Implacil De Bortoli, conheça as melhores opções para realizar cirurgia guiada com implantes cônicos.
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