Publicado em: 26/09/2018 às 15h55

Mobilidade digital: esteja capacitado para sobreviver

Os editores científicos Paulo Rossetti e Antonio Sallum dão importante dica: faça bom proveito das suas armas digitais.

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A divisão entre trabalho e descanso perdeu totalmente o sentido quando a tecnologia atingiu o grau de interatividade máxima. Basta caminhar um pouco na rua e ver que os olhos e dedos não saem dos benditos smartphones. Hoje, fazer a pergunta certa continua sendo tão importante quanto o resultado desejado, mas nossa sobrevivência depende muito mais da capacidade de mobilidade digital.

Por que sobreviver? Porque hoje é possível responder em tempo real. Imagine que você está em um curso e alguém pergunta: “Onde você leu isso ou onde eu encontro este trabalho?”. Temos algumas opções: não responder, deixar para responder em 24 horas ou deixar para responder no mês seguinte. Mas, sem perceber, você foi convidado ao duelo digital. É como no Velho Oeste: quem saca primeiro, sobrevive. Quem saca primeiro e atira certo, conquista o aluno. Aqui, fakenews não passam nem da fronteira.

Isto nos coloca em um ponto de inflexão: os diplomas dos educadores do futuro não terão mais um selo de MSc ou PhD. O que importa agora é ser “AII”, ou seja, capaz de “acessar, interpretar e implantar” a informação – e em tempo cada vez menor.

Outro ponto importante na mobilidade digital é mostrar como o seu colega ou aluno pode usar melhor o dispositivo que tem. Quase 99% do que está no seu computador é compartilhável, mesmo que seja um link. Nós realmente “damos um salto” quando percebemos como usar o assistente de voz ou os programas para guardar as informações. Ainda, os tradutores de linguagem estão mais avançados e, mesmo que ainda não consigam entender a diferença entre termos técnicos e do cotidiano, já ajudam muita gente.

O aspecto final da mobilidade é compreender o tipo de arquivo (extensão) e como corrigi-lo e enviá-lo, caso necessário. Se você não sabe a diferença entre JPEG, PDF, CDR, STL, Dicom e tantas outras siglas, se você não sabe descompactar arquivos grandes ou se você “retira” o arquivo da nuvem em vez de copiá-lo ou corrigi-lo on-line, os sintomas da falta de mobilidade digital estão presentes. Imagine como a simples fotografia do QR Code nos leva aos arquivos de imagens ou áudio e vídeo. É sensacional.

Pessoas com bom nível de mobilidade são mais produtivas e menos estressadas. Não importa se no smartphone, no tablet ou no computador – no final das contas, é a sua efetividade de comunicação garantindo o seu futuro. Não perca mais tempo: faça bom proveito das suas armas digitais.

Boa leitura!

 

Paulo Rossetti

Editor científico de Implantodontia da ImplantNewsPerio

Antonio W. Sallum

Editor científico de Periodontia da ImplantNewsPerio

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