Publicado em: 28/11/2018 às 08h11

Uma celebração para a Prótese Dentária

Novas tecnologias e procedimentos clínico-laboratoriais foram os pontos de destaque da terceira edição do Celebration PróteseNews.

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A programação científica do encontro foi composto por quatro cursos de imersão. (Fotos: Panóptica Multimídia)


Colaboração: Renata Faria


O Celebration PróteseNews nasceu com a intenção de consolidar toda a cadeia de profissionais que envolve a Prótese Dentária e com a missão de fortalecer os tratamentos odontológicos, em uma evolução contínua e crescente. Realizado pela VMCom e desenhado especialmente para ampliar e aprimorar a integração clínico-laboratorial, o evento comemorou mais uma edição de sucesso, realizada nos dias 4 e 5 de outubro, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo.

A programação científica foi composta por quatro cursos de imersão ministrados por Sidney Kina, Dario Adolfi, Marcos Fadanelli e Laerte Schenkel. “Nós idealizamos esse encontro pensando em como todas as informações transmitidas seriam interessantes para o desenvolvimento dos profissionais e dos tratamentos. Aproveitamos ao máximo os dois dias de dedicação exclusiva à Prótese Dentária”, explicam Marco Antonio Bottino e Renata Faria, presidente e coordenadora geral do evento, respectivamente.

Discussões sobre novas tecnologias e procedimentos avançados de Reabilitação Oral deram o tom ao Celebration PróteseNews 2018, que recebeu mais de 150 participantes de 16 estados brasileiros. Além das aulas, os congressistas também tiveram acesso à exposição promocional composta por 50 empresas da área odontológica. Confira a seguir os principais assuntos abordados por cada ministrador.
 

NOVOS CONCEITOS REABILITADORES

Defendendo a ideia de uma Odontologia mais simples, menos invasiva, menos complexa e muito mais rápida, Sidney Kina discorreu sobre as prerrogativas da reabilitação bucal na era adesiva. Ele mostrou a importância de conhecer as características dos materiais estéticos e suas especificações para obter a adequada adesão aos cimentos.

Uma abordagem muito interessante foi feita sobre a utilização de retentores intrarradiculares. Uma série de trabalhos científicos sobre o tema explicou as indicações, vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de retentores, bem como as melhores estratégias para sua utilização. O professor também mostrou detalhadamente os preparos dentais e sua importância para o sucesso nas reabilitações adesivas. Ele recomenda o preparo minimamente invasivo, respeitando o adequado eixo de inserção, o espaço para a futura restauração, sem esquecer dos aspectos estéticos, como a cor do substrato versus a cor da futura restauração.
 

A FILOSOFIA CAD/CAM

Com ampla experiência clínica e laboratorial, Dario Adolfi abordou o tema “Desafios clínicos e laboratoriais na utilização dos sistemas CAD/CAM”. Para ele, estamos passando por uma fase complicada, pois existe uma grande cobrança para a utilização das tecnologias CAD/CAM – não somente nos laboratórios de prótese, mas também dentro dos consultórios (com relação às impressões digitais). Segundo o professor, ainda estamos em um processo de evolução. Sendo assim, ele compartilhou suas experiências “analógicas e digitais”, apresentando vários casos clínicos com essa combinação. Ele elucidou bem a diferença entre casos realizados totalmente com tecnologia digital e os parciais, em que foram feitas as moldagens convencionais e os modelos escaneados no laboratório para a realização dos trabalhos protéticos.

Para ele, é extremamente importante manter um protocolo de trabalho para executar todos os desafios nas reabilitações protéticas. Adolfi considerou fundamental a utilização de materiais policromáticos para garantir melhor qualidade estética final. Nos diversos casos clínicos apresentados, ele mostrou a importância das relações intermaxilares e do checklist estético, considerando fatores indispensáveis para evitar erros nas reabilitações.
 

IMPLANTE EM ÁREA ESTÉTICA

O professor Marcos Fadanelli iniciou a apresentação com a pergunta do seu tema: “Prótese implantossuportada em área estética: o que devemos saber?”. Isso porque as próteses no setor anterior são as mais complicadas para obter boa solução estética, seja sobre dentes ou implantes.

Ao reabilitar esse setor com implantes osseointegrados, contamos com alguns fatores que, quando ausentes, não conseguimos um bom resultado estético, como: a altura da margem cervical do dente a ser substituído precisa ser semelhante ou igual ao dente contíguo; o arco côncavo deve estar presente com as papilas mesial e distal; e o perfil de emergência deve estar bem definido.

Na atualidade, pode-se fazer a extração, a colocação do implante e, com provisórios, colocar carga e preparar o epitélio interno peri-implantar, mantendo as estruturas e o nível da margem gengival. O que ajuda muito é a possibilidade de confeccionar pilares cerâmicos personalizados após o período de cicatrização, os quais podem ser obtidos por meio de moldagens tradicionais ou digitais copiando exatamente a região interna. Esses pilares serão confeccionados com o correto perfil de emergência, restabelecendo o contorno gengival.

Segundo Fadanelli, hoje, o mais importante para obter sucesso na instalação imediata de implantes pós-extracional é o equilíbrio entre a estética rosa e branca. Depois de um implante instalado, nenhum paciente admite a ocorrência de recessão gengival, perda de papila e de volume vestibular, considerando que isso é uma falha e que não deve acontecer. Portanto, a implantação em posição ideal e com procedimentos de reconstrução alveolar e de provisionalização imediata é a chave para o sucesso em logo prazo.
 

HARMONIA E INTEGRAÇÃO ESTÉTICA

Em sua aula com o tema “Quando se rompe o equilíbrio”, Laerte Schenkel apresentou os conceitos de uma Odontologia atual, que se baseia na estética, funcionalidade e longevidade das reabilitações protéticas. O conceito de que os pacientes perdem as referências estéticas e funcionais foi abordado baseado na experiência clínica desenvolvida durante anos por Schenkel nos tratamentos de seus pacientes e nas evidências científicas observadas. Este conjunto o fez propor uma “nova” maneira de reabilitar bocas e oclusões.

O professor fez uma análise facial e avaliou a linha média sagital, a posição mandibular em relação a esta linha e a posição e forma dos arcos dentais. Ele levou em conta o plano oclusal e a dimensão vertical, além de conceituar esses dados como essenciais para planejar e executar a reconstrução ou reabilitação oral. Como tudo está ligado à mandíbula, que é o único osso móvel da face, Schenkel considera que esta estabilidade depende de músculos, nervos, ligamentos e outras estruturas anatômicas, que darão o equilíbrio buscado pelo paciente. O entendimento destes fatores conduz a um protocolo estabelecido pelo ministrador, com o intuito de tratar integralmente o paciente com um único objetivo: devolver plenamente o equilíbrio rompido.

 

 

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