Publicado em: 28/11/2018 às 08h46

Revista FACE: a Odontologia Estética de cara nova

Nova publicação chega ao mercado com a proposta de discutir a Odontologia Estética a partir da perspectiva científica.

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A Profa. Dra. Maristela Lobo ocupará o posto de editora científica da revista FACE.

 

A família de periódicos científicos da VMCom está crescendo. A partir de janeiro de 2019, a editora lança a FACE, uma revista totalmente voltada para o universo da Odontologia Estética, sobretudo para as técnicas de Harmonização Orofacial (HOF).

No front acadêmico deste projeto inovador está a Profa. Dra. Maristela Lobo, que ocupará o posto de editora científica da nova publicação. Para entender melhor a iniciativa, confira a entrevista concedida por ela.
 

Qual é a proposta da nova publicação?

A revista FACE nasceu com a missão de levar conteúdo clínico qualificado para o segmento de Odontologia Estética e Harmonização Orofacial. Parece uma missão relativamente simples, mas é uma tarefa desafiadora e uma grande responsabilidade. Fiquei muito feliz ao ser convidada pela VMCom para estar à frente do projeto, mas a ideia é que esse seja um grande projeto coletivo, envolvendo as boas cabeças na Odontologia brasileira. Muita gente pensa que a Harmonização Orofacial se resume ao uso de neurotoxinas e preenchedores, mas trata-se de um conjunto muito mais amplo de ferramentas que estão ao alcance do cirurgião-dentista. Por isso, estruturamos a revista para explorar todo esse universo. Também vamos falar de estética branca e vermelha, que está mais associada às especialidades tradicionais da Odontologia. Agora tudo isso está integrado, não há como separar. Por isso, a revista tratará de todos esses assuntos.


Trata-se de um espectro bastante amplo de técnicas. Como será possível colocar todos esses temas dentro da revista com qualidade?

Como eu disse, a FACE é um projeto coletivo. Temos sete editores assistentes, um em cada área da revista, que nos ajudarão trazendo temas interessantes, casos clínicos, resenhas e artigos. Além disso, temos um Conselho Editorial presidido pelo Prof. Dr. Luciano Artioli, envolvendo importantes professores de diversas áreas da Odontologia brasileira. Neste momento, estamos formando nosso Conselho Científico, convidando os pesquisadores e clínicos mais relevantes em cada região do Brasil.

Vale lembrar também que o dia a dia da FACE é conduzido pela equipe da VMCom, que já acumula uma longa experiência na produção de publicações científicas para a Odontologia, como a ImplantNewsPerio, PróteseNews e OrtodontiaSPO.


A Harmonização Orofacial ainda é um tema tabu dentro da Odontologia?

Em primeiro lugar, é preciso dizer que a Harmonização Orofacial chegou para ficar, independentemente daqueles que ainda torcem o nariz. Acho que a fase mais aguda dessa polêmica já passou. Alguns cirurgiões-dentistas que criticavam a HOF no passado foram se conscientizando e mudaram sua postura recentemente.

Pelo que vejo, a Harmonização Orofacial passa por uma fase de transição no que diz respeito à sua ampla aceitação. É um fenômeno um pouco parecido com a chegada da Implantodontia, que foi execrada pelos periodontistas nos anos 1970 e 1980. Hoje, quem vive sem implantes? No caso da Implantodontia, havia uma resistência porque o fenômeno da Osseointegração ainda não era conhecido e os protocolos mais eficientes não estavam estruturados. 

No caso da HOF, a questão é apenas cultural, pois a prática é totalmente previsível. Existe uma insegurança nessa transição do intraoral para o extraoral.

Aos poucos, estamos nos libertando daquela ideia antiga e incorreta de que “dentista tem que cuidar do dente”. Essa crença é fruto da falta de informação, pois a Odontologia sempre foi orofacial. Estamos respaldados pela lei para esse exercício. Mais do que isso, temos especialidades como a Ortodontia, OFM e CBTMF com larga experiência em tratamentos com impacto na face.

Agora, temos novas ferramentas para integrar a harmonização da face e do sorriso, por isso precisamos aprender a usá-las. É por essa razão que a revista FACE é tão importante.


E o cirurgião-dentista está preparado para atuar na face do paciente?

Esse é o ponto-chave da discussão. Existem cirurgiões-dentistas que se prepararam muito bem para atuar na face e outros que estão ingressando agora nessa área. O nível de formação dos profissionais ainda é muito heterogêneo. Por isso, a revista é crucial!

O Brasil possui uma multidão de pacientes altamente motivados a receber nossos tratamentos. Paralelamente, existem milhares de cirurgiões-dentistas ansiosos para atuar nesse segmento. O que falta é o treinamento adequado para esse profissional. É informação. É conhecimento. É ciência!

Obviamente, a revista não tem potencial e nem a pretensão de oferecer a formação básica a esses profissionais. O cirurgião-dentista que deseja oferecer qualquer técnica nova deve buscar a formação presencial adequada. No caso das técnicas de Harmonização Orofacial, isso significa que ele deve procurar um ou mais cursos, com carga horária suficiente para entender o procedimento e lidar com as complicações. Também deve ter a oportunidade de treinamento prático. As revistas científicas, os livros, os cursos rápidos, as palestras e os congressos entram apenas com as informações complementares.

A revista FACE vai ocupar seu espaço nesse ecossistema de conhecimento, provendo informações de qualidade e disseminando a prática responsável da Odontologia.
 

Para receber gratuitamente a primeira edição da revista, acesse www.facemagazine.com.br e preencha o formulário com o seu endereço.
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