Publicado em: 29/01/2019 às 09h41

Cérebro compartilhado, gerações e o IN 2019

Em editorial, Paulo Rossetti e Antonio W. Sallum ressaltam que o ano está apenas começando, e as surpresas também.

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Em uma manhã de domingo, dentro do aeroporto, ao abrir o suplemento de um jornal, deparei-me com um anúncio de venda de modelos de “cérebros compartilhados”. Imediatamente percebi o quanto isso era importante. Saquei meu celular, comecei a fotografar e enviei para os meus amigos.

O cérebro compartilhado nada mais era do que um grande quadro branco. Uma empresa oferecia salas onde as paredes eram os quadros brancos e no centro havia a mesa de reuniões. Ou seja, qualquer pessoa munida de um jogo de pincéis de cores diferentes poderia rascunhar suas ideias. Imagine a cena: em vez de ficarem na sua cabeça, seus pensamentos estariam nas paredes da empresa por semanas, meses, anos. E daí o conceito de “cérebro compartilhado”.

Olhando por outro aspecto, o “cérebro compartilhado” representaria gerações. Somos o resultado de nossos antecessores? Sim, de alguma forma. Somos o resultado dos sonhos destes antecessores? Sim, de alguma forma. Todos os dias vemos e ouvimos que os sonhos de muitos amigos são realizados, isso é gratificante e nos faz sentir orgulhosos deles. Não é possível fazer tudo sozinho, mesmo que seja no papel.

Também, isto faz compreender que a realização de um sonho leva gerações. Em um dia remoto de 2004, um grupo de pessoas apresentou uma revista de Implantodontia que queria atender aos profissionais brasileiros de forma diferente. Mais tarde, foi elaborado um congresso para seus assinantes. Finalmente, levamos um pouco mais de tempo para trazermos uma esquadra completa. Hoje, apreciamos tudo isto porque muitos destes palestrantes são nossos amigos, independentemente de estarem ou não no palco. Formamos gerações de novas opiniões.

Na Implantodontia, uma brincadeira clássica é dizer que, para receber o implante dentário, o paciente precisa de três coisas: dinheiro, vontade e osso (ou DVO). Sim, este acrônimo é emprestado da Prótese Dentária (dimensão vertical de oclusão ou DVO). Na cultura empresarial da VMCom, ele também se aplica com a mesma intensidade na construção de todos os eventos (já sonhados ou não). Entretanto, a letra “O” aqui significa “ouvir”.

É preciso lembrar sempre: milhares de pessoas, tendo ou não seu esforço reconhecido, desde o pessoal da faxina da faculdade até a caneta da reitoria, trabalharam arduamente para que tivéssemos um caminho mais confortável e seguro na Odontologia contemporânea. A elas, o nosso humilde reconhecimento.

O ano está apenas começando, e as surpresas também. E que sejam bem-vindas as futuras gerações de cérebros compartilhados.

Boa leitura!


 

Paulo Rossetti

Editor científico
de Implantodontia
da ImplantNewsPerio

Antonio W. Sallum

Editor científico
de Periodontia
da ImplantNewsPerio

 

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