Publicado em: 18/04/2019 às 16h20

A caminho da Periodontia personalizada

Os editores Paulo Rossetti e Antonio W. Sallum destacam a necessidade de organizar os prontuários de acordo com o risco de evolução da doença.

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Uma frente significativa de atuação em qualquer Ciência da Saúde é a prevenção. Incapacitações significativas e até óbitos podem ser evitados, mas isso demanda exame contínuo – são as chamadas campanhas de prevenção. Também, isso é parte do que nós, cirurgiões-dentistas, fazemos todos os dias, usando elementos diagnósticos que incluem sondagem periodontal, radiografia, verificação da quantidade de placa, do índice de sangramento etc.

A sequência é tentar prever a evolução da doença1, aqui entram os fatores de risco. Na prática, seria algo assim: 1) Qual o risco do paciente desenvolver periodontite?; 2) Qual o risco desta periodontite progredir da forma moderada para severa?; 3) Qual o risco do paciente não apresentar uma resposta padrão à terapia convencional?; 4) Qual o risco desta periodontite ter alguma implicação em uma doença sistêmica?

Estamos falando da Periodontia personalizada, envolvida no contexto de uma Medicina de precisão2 no controle das doenças crônicas:

1. Identificar o nível da doença que o indivíduo tem à medida que ele envelhece;

2. Identificar a trajetória da doença antes que ela assuma uma forma severa;

3. Intervir em um momento em que a severidade da doença poderá chegar mais tarde;

4. Fazer o paciente participar do tratamento e, assim, modificar o curso da doença.


Cada vez mais, será necessário entender e individualizar o tratamento. No contexto abaixo, podemos ver como os fatores de risco (na tabela) trabalham após uma dúvida clínica simples: “Em pacientes que nunca tiveram periodontite, será que duas limpezas profissionais por ano dão menor chance de perder os dentes do que uma limpeza anual?”.

 

 

Os resultados deste estudo mostram uma necessidade eminente: é necessário organizar nossos prontuários pelo risco de evolução da doença, o que automaticamente melhorará a lista de chamadas e controles. Na era digital, usar uma ferramenta como o Google Agenda e seus sinais coloridos e sonoros facilitará muito a sua vida.

Ainda, nesta edição da sua ImplantNewsPerio, veremos uma matéria interessante sobre o papel da nutrição e a nova classificação comentada sobre as doenças periodontais e peri-implantares.

 

SUGESTÕES DE LEITURA
1. doi: 10.111/prd.12234.
2. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21364692.

 

 

Paulo Rossetti

Editor científico
de Implantodontia
da ImplantNewsPerio

Antonio W. Sallum

Editor científico
de Periodontia
da ImplantNewsPerio

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