Publicado em: 12/08/2019 às 07h11

Recessão gengival e periodontite agressiva localizada entre crianças e adolescentes infectados pelo HIV e recebendo terapia antirretroviral

Leituras essenciais: Paulo Rossetti e Rafaela Videira fizeram uma seleção de artigos científicos de destaque publicados em periódicos de circulação internacional.

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Seleção de artigos científicos de destaque publicados em periódicos de circulação internacional. Paulo Rossetti (editor científico da revista) e Rafaela Videira (doutoranda em Clínica Odontológica/Periodontia – FOP/Unicamp) fizeram uma leitura crítica e comentada como proposta para ampliar nossos conhecimentos.

 

Recessão gengival e periodontite agressiva localizada entre crianças e adolescentes infectados pelo HIV e recebendo terapia antirretroviral

Blignaut E, Rossouw TM, Becker PJ, Mavuso DS, Feucht UD. Gingival recession and localized aggressive periodontitis among HIV-infected children and adolescents receiving antiretroviral therapy. Pediatr Infect Dis J 2019;38(6):e112-e5.

Por que é interessante: relata a prevalência de periodontite agressiva (PA) e recessão gengival (RG) entre crianças e adolescentes que recebem terapia antirretroviral (Tarv).

Desenho experimental: estudo transversal com crianças e adolescentes infectados pelo HIV, que frequentaram uma clínica pediátrica em Gauteng, na África do Sul, entre janeiro de 2013 e junho de 2016. Os pacientes receberam exame oral e instruções de higiene bucal, independentemente das queixas relacionadas à via oral ou dentária. Patologias dos tecidos moles e duros foram avaliadas e registradas, juntamente com dados demográficos e clínicos.

Os achados: 554 crianças e adolescentes de cinco a 19 anos de idade foram incluídos, dos quais 78 (14,1%) apresentaram RG em incisivos mandibulares permanentes e/ou PA localizada em molares. A análise multivariável de regressão logística revelou que os pacientes com RG e PA tiveram duração significativamente mais curta da Tarv e probabilidade de ter controle do VIH subótimo (contagem de CD4 Õ 500 células/­L e/ou carga viral do VIH Ç 50 cópias/mL), e estavam em regimes de Tarv avançados após falha no tratamento virológico de primeira e segunda linha.

Conclusão: os resultados enfatizam a importância da assistência à saúde bucal entre crianças e adolescentes infectados pelo HIV desde o início, para prevenir e gerenciar as condições que podem resultar em perda dentária, sendo de particular importância na presença de imunossupressão.

Veja o artigo original em: https://bit.ly/2LMQKji

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