Publicado em: 03/09/2019 às 13h50

Protocolo dentogengival: uma alternativa à estratificação

Caso clínico expõe uma alternativa ao protocolo dentogengival estratificado sobre zircônia.

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O clímax da reabilitação protética se dá ao congruir critérios estéticos contemporâneos favoráveis com uma função mecânica equilibrada. Esse dado impulsiona, em última análise, o laboratório – e mais especificamente, o técnico ceramista – a procurar as mais variadas soluções para os diferentes desafios que se impõem nesse segmento.

A bússola da Odontologia Restauradora aponta sempre para a reabilitação das funções perdidas ou debilitadas e, simultaneamente, pende também para a eliminação de ligas metálicas nas reabilitações, tanto sobre remanescentes dentários quanto sobre implantes.

A indústria está permanentemente atenta a essa pressão social, bem como aos interesses próprios da profi ssão odontológica. Nesse sentido, nos dias atuais, o termo “reabilitação estética” refere-se a estruturas cerâmicas notadamente sem metal.

Em função das dificuldades inerentes aos planejamentos de alta complexidade, novas opções têm surgido no leque de soluções para um determinado perfil de prótese sobre implantes, o protocolo dentogengival. Experiência e talento, com uma dose extraforte de tecnologia CAD/CAM, profundo conhecimento acerca da morfologia dentária e materiais de última geração, mostram-se imprescindíveis na busca pelo melhor resultado.

No caso a seguir, o técnico ceramista Rogério Muzzin Rodrigues, capitaneado pelo cirurgião Paulo de Carvalho e pelo reabilitador Victor Clavijo, expõe uma alternativa ao protocolo dentogengival estratificado sobre zircônia. Trata-se de coroas unitárias fresadas e finalizadas também em zircônia, e aderidas à infraestrutura por meio de uma fina camada de massa cerâmica. Para isso, foi necessário, ainda na fase de projeto das supraestruturas, o aumento do “espaço de cimentação”. Posteriormente, seguiu-se com a estratificação da gengiva artificial em cerâmica.

Figura 1 – Planejamento da infraestrutura a partir de montagem diagnóstica inicial feita com dentes de estoque, seguida de prova em boca para checagem de volumes e oclusão.

 

Figuras 2 e 3 – Após a aprovação, foi realizada a conversão das coroas em preparos, respeitando o planejamento inicial. Ambas foram usinadas em Peek X (Caltini) para a prova de adaptação em boca e verificação final antes de usinagem em zircônia.

 

Figuras 4 a 6 – Usinagem da peça em zircônia Zolid (Amann Girrbach) e pré-pigmentação seletiva na região gengival da estrutura.

 

Figuras 7 e 8 – Foram usinadas as coroas em material calcinável para checagem da morfologia das coroas e suas possíveis correções no software.

 

Figura 9 – Coroas usinadas em zircônia Zolid FX Multilayer (Amann Girrbach).

 

Figuras 10 a 13 – Prova das coroas em posição na barra.

 

Figuras 14 a 16 – Colagem das coroas sobre a barra com cerâmica na parte interna para promover a união dos dois materiais. Essa união é feita no forno, elevando 30 graus acima da temperatura de queima da cerâmica.

 

Figuras 17 a 19 – Primeira queima estrutural da gengiva.

 

Figuras 20 e 21 – Personalização da gengiva através de uma segunda queima.

 

Figuras 22 a 26 – Acabamento e vitrificação da peça. Resultado final sob diversos ângulos.

 

Figuras 27 a 30 – Novos ângulos depois da cimentação dos links metálicos que farão a conexão com os implantes.

 

Figura 31 – Visão in loco da peça instalada em boca.

 

Figuras 32 a 34 – Visão global do resultado. Como já havia uma reabilitação superior em zircônia monolítica, a equipe que executou a reabilitação mandibular optou por manter a mesma ideia no arco inferior. Por esta razão, optou-se pelo uso de uma zircônia na infraestrutura (Zolid) que apresenta resistência superior à zircônia utilizada nas coroas unitárias (Zolid FX Multilayer). A reabilitação superior foi executada pela equipe de cirurgiões-dentistas reabilitadores Victor Clavijo e Érika Clavijo, e pelos técnicos em prótese dentária Allan Vicentini (CAD designer) e Murilo Calgaro (master ceramista).

 

 

Coordenação:

Hilton Riquieri

Especialista, mestre e doutor em Prótese Dentária pelo ICTUnesp, São José dos Campos/SP.

 

Autores convidados:

Victor Clavijo

Especialista, mestre e doutor em Dentística Restauradora – Unesp; Especialista em Implantodontia – Senac.

 

Paulo Fernando Mesquita de Carvalho

Especialista em Periodontia – Forp/USP; Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial – Unifenas; Especialista em Estética – Senac; Mestre em Periodontia – São Leopoldo Mandic; Coordenador científi co – Instituto ImplantePerio.

 

Rogério Muzzin Rodrigues

Técnico em prótese dentária; Especialista em Prótese sobre Implantes – Senac/SP; Professor do curso Menu das Zircônias – Instituto Murilo Calgaro (Curitiba/PR).

 

 

 

 

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