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Publicado em: 07/08/2017 14h28

Implante imediato na região de molares: onde inserir?

Vitório Campos da Silva e equipe mostram que a inserção imediata de implantes na área da furca é uma situação desafiadora.

O objetivo deste trabalho foi mostrar que, após a extração de molares, a inserção imediata de implantes na área da furca quase sempre representa uma situação desafiadora. Nas áreas da trifurcação, em se tratando de molares superiores – ou bifurcação, nos inferiores – qual a melhor localização para o implante?

O centro das referidas áreas parece ser o local de escolha, pois aparentemente representa o equilíbrio biomecânico para isso. Após a reabilitação protética, as forças oclusais devem convergir. Tal procedimento não é apenas consensual, mas reflete o resultado de pesquisas e observações clínicas. Porém, nem sempre é possível a inserção de um implante nesta região, pois um platô ósseo com área adequada nem sempre está presente, principalmente quando as raízes estão fusionadas.

Nesta condição, não se consegue posicionar a lança, nem mesmo brocas esféricas no centro dos alvéolos, já que elas insistem em resvalar em direção a um dos mesmos. Além disso, a área central da trifurcação pode estar comprometida pela pneumatização do seio maxilar.

Sabendo-se que o implante por si só não garante a manutenção óssea, outra dúvida eminente é a necessidade ou não da utilização de biomateriais (autógenos, autólogos, xenogênicos ou aloplásticos) e/ou membranas e barreiras durante o procedimento. O titânio (Ti) não é osteogênico, pois inibe a formação de Ha (hidroxiapatita). Entretando, não é inerte, como afirmam artigos e livros desatualizados, já que ativa as células com as quais interagem.

Neste caso clínico recente, realizado em uma paciente do sexo feminino e com idade de 47 anos, foi possível a inserção de um implante cone-morse, black fix, produzido pela empresa Titanium Fix (São José dos Campos/SP). Após a extração do dente 16, foi encontrado um platô ósseo na região da trifurcação (Figuras 1 e 2). Utilizamos a dentina do dente extraído na sua primeira indicação (implante imediato), como material de enxerto autógeno. Observou-se neoformação óssea e manutenção das tábuas vestibular e palatina, confirmadas pela tomografia de 1/6/2017 (Figura 3), embora devamos considerar o pouco tempo de proservação do caso (a cirurgia ocorreu em 21/11/2016). As Figuras 4 a 6 mostram, respectivamente, a prova da porcelana, a radiografia periapical e a prótese instalada.


 

Figura 1 – Extração do 16 e localização dos alvéolos. Figura 2 – Inserção do implante no platô ósseo.

 

Figura 3 – Tomografia
(data: 1/6/2017).
Figura 4  Raio X. Prova e ajuste da porcelana
(data: 27/6/2017).

 

Figura 5 – Prova da porcelana
(data: 27/6/2017).
Figura 6 – Colocação da prótese definitiva
(data: 6/7/2017).


 

 

 

Vitório Campos da Silva

Especialista em Periodontia e Implantodontia; Mestre em Implantodontia; Doutor em Patologia Celular e Molecular; Pós-graduado pela Universidade de Illinois (UIC), Chicago, EUA; Pesquisador no Laboratório de Microscopia Eletrônica na UnB; Pós-doutorando em Medicina.

 

 

Colaboração:

Gustavo Henrique Soares Takano
Médico patologista pela Universidade de Brasília; Mestre em Ciências Médicas pela Universidade de Brasília; Unidade de Anatomia Patológica – HUB/DF 

Brenda de Pina Campos de Medeiros
Esp. em Ortodontia; 2º Ten QOCON-HMAB Exército Brasília-DF.

Bruna Campos de Freitas
Esp. em Radiologia – ABO/DF. Universidade de Brasília

 

 

 

 

 

 



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