INPN - O portal das revistas ImplatNews e PerioNews
 
Compartilhe   Compartilhe Twitter Imprimir Indique a um amigo
Publicado em: 10/24/2018 70h7

Osteoma osteoide na mandíbula: exame anatomopatológico

Vitório Campos da Silva e equipe relatam caso clínico em que um tumor ósseo primário benigno foi diagnosticado.

O osteoma osteoide é um tumor ósseo primário benigno que acomete com maior frequência o sexo masculino na segunda e terceira décadas da vida, sendo a terceira neoplasia óssea benigna mais comum. O osteoma osteoide é classicamente caracterizado na radiografia convencional ou na tomografia computadorizada por uma área lítica com limites bem definidos, representando o nidus central vascularizado, circundado por esclerose e espessamento cortical.

Clinicamente, pode ser indolor ou apresentar uma dor persistente de longa duração, com piora noturna e melhoria com salicilatos. Embora possa ser uma lesão autolimitada, com duração média de três anos, a ressecção da lesão é uma opção de tratamento devido à intensidade da dor e intolerância ao uso prolongado de anti‐inflamatórios não hormonais.

Sua suspeita diagnóstica baseia‐se principalmente na história clínica e nos achados radiográficos, sendo a confirmação feita pelo estudo anatomopatológico. O tratamento cirúrgico clássico é a excisão cirúrgica completa do nicho.

As figuras abaixo mostram respectivamente na tomografia computadorizada (TC) a utilização de uma broca trefina para a coleta de material da lesão e o resultado dos exames histopatológicos, bem como o aspecto histológico do osso normal obtido do corpo da mandíbula do lado esquerdo desta mesma paciente. Neste caso, a cliente procurou o curso de Implantodontia por nós coordenado e, após o diagnóstico da lesão e a inserção dos implantes FGM-Arcsys, preferimos acompanhar clínica e radiograficamente o trabalho realizado pela equipe por não haver sintomatologia dolorosa.

Figura 1 – TC de 12-12-2017 mostrando imagem da lesão (asterisco).

 

Figura 2 – Trefina/coleta do tecido. Figura 3 – Tecido obtido da lesão.

 

Figura 4 – Exame anatomopatológico.
Osso denso 10x HE.
Figura 5 – Tecido ósseo normal, viável,
sem atipias 10x HE.

 

Agradecimento ao prof. Gustavo Henrique Takano MD, chefe da anatomia patológica do HUB, local em que há dois anos participamos das rotinas do laboratório e da interpretação dos resultados dos exames anatomopatológicos como professores convidados. 

 

Vitório Campos da Silva

Cirurgião-dentista especialista em Periodontia e Implantodontia; Pós-graduação pela Universidade de Illinois, EUA; Professor convidado do Laboratório de Anatomia Patológica do HUB; Mestre em Implantodontia; Doutor em Patologia Celular e Molecular; Pós-doutorando em Medicina.

 

 

Colaboração:

Brenda de Pina Campos de Medeiros
Cirurgiã-dentista especialista em Ortodontia; 2ª Ten. QOCON-HMAB Exército Brasília/DF.

Bruna Campos de Freitas
Cirurgiã-dentista especialista em Radiologia pela ABO/DF.

 



E-mail
Cadastre seu e-mail e receba nossas Newsletters