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Publicado em: 03/10/2014 14h27

Biomateriais e regeneração em áreas estéticas

Luiz Cosmo apresenta passo a passo de caso clínico com implantes imediatos.

A evolução da Implantodontia nos permite atingir na atualidade parâmetros de reconstrução óssea e estética de importante valor e significado aos pacientes, cirurgiões e protesistas. Um conceito que partia do princípio de instalar um implante onde meramente se tinha osso evoluiu com a especialidade e se tornou hoje completamente inadmissível.

Procuramos hoje reabilitar regiões estéticas principalmente promovendo a melhor qualidade possível para um determinado caso.

Os implantes instalados de forma imediata e principalmente em regiões anteriores, se tornaram a melhor forma de preservar o contorno gengival e, na maioria das vezes, a manutenção da papila interdental entre dentes e implantes e até mesmo entre implantes, dependendo da distância entre implantes e entre dente e implante (Tarnow, D. 1992).

As alterações dimensionais alveolares, portanto, são minimizadas quando na instalação de um implante imediato, e quando possuímos um gap menor que 2 mm entre o implante e a tábua óssea vestibular, a simples presença do coágulo promove a formação de matriz óssea.

Quando nos deparamos com um gap maior que 2 mm entre o implante e as paredes do alvéolo, o preenchimento ósseo nesse caso não ocorre de forma completa, e ocorre a partir daí uma maior reabsorção no sentido horizontal do osso alveolar (Lindhe. J et al, 2003). Em torno de 50% de perda de tecido em 12 meses, correspondente a uma média de 6 mm.

Estudos mostram que a instalação de implante imediato, com uma exodontia atraumática, sem se promover uma incisão nos tecidos gengivais ao redor e utilizando-se um enxerto ósseo inorgânico associado aos casos de instalação do implante, preenchendo o gap em questão, reduz de forma significativa a perda óssea alveolar, servindo de arcabouço para formação de novo osso.

O enxerto gengival livre em algumas situações também pode representar uma boa alternativa para auxiliar na manutenção do tecido mole sem prejudicar a estética do rebordo e da papila gengival. 

 

Figura 1 – Indicação para exodontia de raiz do incisivo, sem incisão para receber implante imediato.

 

Figura 2 – Incisão em mucosa preservando região de papilas e tecido gengival queratinizado e preenchimento com biomaterial em local com reabsorção óssea.

 

Figura 3

 

Figuras 4 e 5 – Sutura Final com curativo de colágeno oclusal (Tarnow, D. 2007).

 

Figuras 6 e 7 – Instalado abutment de titânio e observa-se um contorno gengival adequado. Foram instaladas coroas em iMax nos elementos 11, 21 e 22.

 

 

Luiz Cosmo

Mestre em Implantodontia; Especialista em Implantodontia e Periodontia; Doutorando no Departamento de Morfologia - Unifesp.

 



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