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Publicado em: 05/06/2017 16h

Controle de qualidade: obrigação na Odontologia interdisciplinar moderna

Christian Coachman ressalta a necessidade do controle de qualidade em cada procedimento clínico importante.
Estratégias de controle de qualidade devem se tornar uma obrigação na Odontologia interdisciplinar moderna e ser realizadas entre cada procedimento clínico importante.
 
Se o plano de tratamento é guiado pela face, e é desenvolvido o desenho inicial do projeto de um belo sorriso, a meta é fazer com que todos os especialistas envolvidos no caso respeitem o plano e executem os procedimentos utilizando guias apropriados. Além disso, após os tratamentos e a cicatrização dos tecidos, é essencial planejar o método de controle de qualidade antes de passar para a próxima etapa, assim será possível perceber se o projeto foi respeitado ou quão longe se está dele. Neste momento, podem ser necessários procedimentos de ajustes finos ou, simplesmente, tomar a decisão de ajustar o plano.
 
Existem três maneiras de fazer o controle de qualidade: 2D, intraoral e 3D.

Controle de qualidade 2D: é o mais simples. É preciso desenhar o objetivo sobre as fotos pré-operatórias, fazer fotos após o procedimento e sobrepor as imagens das duas etapas para verificar a semelhança entre o resultado e o projeto inicial. Esta análise não é completamente precisa, mas é muito útil.
 
Figuras 1 – Sobreposição de desenhos na imagem após a Ortodontia, mostrando uma boa precisão entre a posição sugerida inicial e a posição final.

 

Figuras 2 – Sobreposição de desenhos na imagem após o aumento da coroa, mostrando uma situação ligeiramente diferente. A avaliação mostrou que era melhor não seguir totalmente o desenho, para evitar a exposição da dentina.

 

Figuras 3 – Sobreposição de desenhos na imagem da prova de cerâmica, mostrando boa precisão em termos de forma entre o desenho inicial proposto e as restaurações cerâmicas.

 

Controle de qualidade intraoral: é realizado com a criação de diferentes tipos de guias (índices de silicone ou gabaritos termoplastificados), dependendo do procedimento, e sobre o modelo do projeto ideal (seja analógico de cera ou impresso do enceramento digital 3D).
 
Figura 4 – Enceramento estético feito sobre o modelo pré-operatório, mostrando o design desejado.
 
Figura 5 – Preparo dentário.
 
Figura 6 – Controle de qualidade do preparo com um índice de silicone feito sobre o enceramento inicial, mostrando espaço ideal para a restauração cerâmica seguindo o desenho inicial.
 
Figura 7 – Enceramento estético digital feito sobre o modelo pré-operatório, mostrando o design desejado. Ao fazer o projeto semitransparente, é possível ver a quantidade exata do aumento de coroa necessário.
 
Figura 8 – Gengivoplastia.
 
Figura 9 – Guia termoplastificado feito sobre o modelo impresso do projeto ideal, mostrando que a gengivoplastia foi realizada com precisão.

 

Controle de qualidade 3D: este será o padrão contemporâneo de controle de qualidade na Odontologia. Na fase de planejamento do tratamento, os procedimentos serão planejados e simulados digitalmente. O arquivo 3D da simulação será salvo e, após a realização do procedimento clínico, a arcada será escaneada novamente. No software 3D, ambos os modelos serão sobrepostos (simulação + modelo pós-procedimento) e as discrepâncias entre eles poderão ser facilmente avaliadas, permitindo verificar se está muito perto ou muito longe do resultado.
 
Na Implantodontia, será sobreposta a colocação do implante digital ao exame de sua posição real para avaliar a precisão dos procedimentos de cirurgia guiada. O mesmo pode ser feito em procedimentos ortognáticos, de aumento de coroa e restauradores.
 
Figuras 10 – A movimentação é planejada digitalmente, o arquivo é salvo, o movimento ortodôntico é realizado e a sobreposição é feita no software 3D, mostrando a precisão do tratamento. A. Pré-operatório. B. Escaneamento. C. 2D. D. 3D. E. Set up virtual. F. Pós-operatório. G. Controle de qualidade. (Procedimento ortodôntico realizado pelo Dr. Nuno Sousa Dias, de Porto/Portugal).

 

 

Christian Coachman

Dentista e ceramista graduado pela USP; Criador do Conceito DSD; Palestrante e consultor internacional; Membro da Academia Brasileira e Americana de Odontologia Estética; Clínica particular em São Paulo.

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Assuntos Relacionados:
Christian Coachman; Controle de qualidade; 2D; intraoral; 3D


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