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Publicado em: 11/10/2017 14h23

Qual material restaurador usar em dentes posteriores tratados endodonticamente e que apresentam trincas na dentina?

Na coluna Pergunte ao especialista, Eduardo Miyashita responde aos leitores da revista PróteseNews.

Para evitar o risco de fratura do remanescente dental, qual material restaurador posso usar em casos de dentes posteriores tratados endodonticamente e que apresentam trincas na dentina?

Pergunta enviada por Maria Fernanda Roma, de São Paulo (SP).
 

Eduardo Miyashita
Em dentes tratados endodonticamente com cavidades amplas que possuem trincas ou defeitos estruturais, o risco de fratura aumenta de forma significativa se o paciente apresentar bruxismo de apertamento dentário. Neste caso, é recomendado o uso de restaurações com recobrimento das cúspides vestibular e lingual, e com cimentação adesiva, promovendo ferulização do dente pela restauração. Também, podemos realizar restaurações indiretas do tipo onlay com recobrimento total das cúspides vestibular e lingual, conhecidas por overlay ou coroa total.

No caso de overlay, alguns profissionais preferem utilizar resinas compostas de uso laboratorial para minimizar o risco de fratura, devido à propagação de trincas que ocorrem nos materiais cerâmicos. Novos materiais CAD/CAM à base de resina composta também podem ser empregados e têm perspectivas mais favoráveis em relação aos materiais cerâmicos, principalmente quanto à dissipação de forças decorrentes da mastigação, da atividade parafuncional e do bruxismo. Além disso, ainda é recomendado adotar, durante o período do sono, as placas interoclusais de acrílico ou PMMA (polimetilmetacrilato) confeccionadas em sistema CAD/CAM, pois funcionarão como protetores dentários em pacientes com bruxismo do sono.
 

Figura 1 – Vista oclusal do dente 46 com restauração MOD de amálgama de prata e acesso endodôntico devido à dor pulpar aguda, decorrente de trincas ocasionadas pelo bruxismo de apertamento dentário.

 

Figura 2 – Vista vestibular da posição de máxima intercuspidação, com recessões gengivais nos dentes 16 e 46 como sinais de trauma oclusal.

 

Figura 3 – Vista oclusal do dente 46 após a remoção da restauração de amálgama, evidenciando as trincas nas caixas proximais.

 

Figura 4 – Preenchimento da cavidade com resina composta e preparo para overlay com término em ombro arredondado e em superfície de esmalte, para melhor adesão da restauração.  

 

Figura 5 – Materiais CAD/CAM à base de resina composta Grandioso (Voco), Lava Ultimate (3M) e cerâmica híbrida Vita Enamic (Vita).

 

Figura 6 – Restauração de resina CAD/CAM em modelo troquelizado.

 

Figura 7 – Vista oclusal do dente 46 com preparo com término em esmalte dental, para melhor adesão ao sistema adesivo.  

 

Figura 8 – Prova da restauração em resina CAD/CAM, com excelente ajuste proximal e adaptação marginal.

 

Figura 9 – Condicionamento ácido total de dentina e esmalte com ácido fosfórico a 35%.

 

Figura 10 – Aplicação de sistema adesivo de esmalte e dentina.

 

Figura 11 – Fotopolimerização do cimento resinoso de polimerização dual. 

 

Figura 12 – Ajuste oclusal final da restauração.

 


 

 


Eduardo Miyashita

 

Professor titular da disciplina de Prótese Dental e coordenador do curso de especialização em Prótese Dentária – Unip/SP; Doutor em Odontologia Restauradora – Unesp/SJC.


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