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Publicado em: 4/22/2015 11h29

Consumo de refrigerante no Brasil caiu 20% em seis anos

Mesmo com queda significativa, o índice de ingestão ainda é alto e afeta a saúde bucal da população.

Os brasileiros estão tomando menos refrigerantes. A constatação faz parte da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2014), realizada pelo Ministério da Saúde em 27 capitais para retratar os hábitos de alimentação no País.

Os dados revelam que, em seis anos, o consumo da bebida caiu 20%. Apesar da retração significativa, sua presença na mesa dos brasileiros ainda é considerada alta. Isso porque 20,8% dos entrevistados afirmam ingerir refrigerante pelo menos cinco dias por semana.

Segundo a Vigitel 2014, o excesso de consumo chama a atenção no Sul e no Centro-Oeste, principalmente em Porto Alegre (29%), Goiânia (27%), Cuiabá (26%) e Curitiba (26%). Em último lugar na lista está Natal, onde apenas 7% dos entrevistados têm esse hábito. Quando analisado por sexo, o levantamento mostra que os homens são os que mais tomam a bebida: 23,9% contra 18,2% das mulheres.

Diversos estudos já apontaram os malefícios provocados à dentição. Um deles, divulgado recentemente (General Dentistry 2013;61(3):56-9), assinala que os efeitos da erosão dentária provocados pela bebida (com ou sem açúcar) são tão prejudiciais quanto o consumo de crack, cocaína e metanfetamina. Segundo o professor que liderou a pesquisa Mohamed Bassiouny, da Temple Universtity, na Filadélfia, nos Estados Unidos, todas essas substâncias são extremamente ácidas e causam problemas similares.

Os pacientes acompanhados comprovaram que o hábito de beber refrigerante fez com que seus dentes ficassem danificados, descoloridos e desgastados. No caso das drogas ilegais, elas reduzem a quantidade de saliva na boca, aumentando o efeito da acidez. Em ambos os casos, a resultado é agravado pela falta de higienização bucal adequada.

No Brasil, os pesquisadores Cláudia Fushida e Jaime Cury, da Universidade Estadual de Campinas, observaram nove voluntários com dispositivos intraorais contendo quatro blocos de esmalte e quatro de dentina, que consumiam a marca líder do mercado de uma a oito vezes por dia (Rev Odontol Univ São Paulo 1999;13(2):127-34). Ao final da observação, houve uma correlação significativa entre a frequência de ingestão do refrigerante e a porcentagem de perda de dureza, sendo de 0,97 para o esmalte e de 0,72 para a dentina. Eles concluíram que há perdas proporcionais e irreversíveis da estrutura superficial, tanto do esmalte como da dentina, dependendo da constância do consumo.



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