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Publicado em: 6/9/2015 31h5

Pesquisa divulga raio X da saúde bucal brasileira

Menos da metade da população costuma ir ao dentista na frequência adequada.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013, divulgada na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que 55,6% dos brasileiros não se consultam anualmente com dentistas. Como essa foi a primeira edição da PNS, não há parâmetros de comparação com pesquisas anteriores.

Os piores índices foram registrados no Norte (65,6%) e no Nordeste (62,5%). Já no Sul e no Sudeste, os percentuais são, respectivamente, 48,1% e 51,7%. Outro dado coletado foi que 11% das pessoas com 18 anos ou mais perderam todos os dentes, mas o índice sobe para 41,5% entre os que têm acima de 60 anos. Segundo a pesquisa, um terço dos brasileiros usa algum tipo de prótese dentária, sendo que as mulheres estão em maior número que os homens, com 37,9% contra 28,3%.

Embora grande parte dos entrevistados (67,4%) considere sua saúde bucal boa ou muito boa, apenas 53% afirma usar escova de dente, dentifrício e fio dental. E ainda existem diferenças no uso desses artigos conforme o nível de escolaridade: 83,2% das pessoas com nível superior usavam os três, contra 69,7% de quem tem ensino médio e 29,2% dos sem instrução e com ensino fundamental incompleto.

Quanto à escovação, 89,1% realiza ao menos duas vezes ao dia – hábito mais comum entre as mulheres (91,5%) do que entre os homens (90,3%).

Outro dado reafirmado pelo IBGE foi o contingente da população que tem plano de saúde ou odontológico: 27,9%, sendo a maioria no Sudeste e no Sul. Em 2012, a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, que usou informações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), revelou que o porcentual era de 24,7%.

De acordo com os dados da PNS, o atendimento dentário no Brasil, em 2013, ocorreu preponderantemente em consultório particular ou clínica privada, totalizando 74,3%. As Unidades Básicas de Saúde foram responsáveis por 19,6% dos atendimentos.



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