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Publicado em: 06/06/2017 15h19

USP desenvolve enxaguante natural que pode ser ingerido após o uso

Feito à base de chá verde, o novo produto reduz a placa bacteriana, previne cáries e gengivites, e não tem efeitos colaterais.
Folhas da Camellia sinensis, cujo chá também é reconhecido como aliado na perda de peso. (Imagem: Shutterstock)

 

Pesquisadores da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP), desenvolveram um enxaguante bucal natural, feito à base de chá verde e que pode ser ingerido após o bochecho. Assim como os produtos já comercializados no mercado, o novo enxaguante promete reduzir a placa bacteriana e atuar na prevenção de cáries e gengivites, mas com o diferencial de não ter efeitos colaterais.

A fórmula do enxaguante é composta pela catequina epigalocatequina-3-galato, um extrato natural da planta Camellia sinensis, cujo chá é reconhecido como benéfico para a saúde. A substância do novo produto tem comprovada ação antioxidante, antierosiva, anti-inflamatória, antimicrobiana, antitumoral e mineralizadora.

No passo seguinte, a equipe inovou e resolveu apostar no uso da nanotecnologia. Os pesquisadores testaram nanopartículas com quitosana, uma fibra natural extraída de carapaças de crustáceos, como camarão e lagosta, e que tem o tamanho de uma molécula. Assim, os desenvolvedores chegaram ao formato de nanocápsulas, que envolveram a catequina do chá verde e conferiram propriedade mucoadesiva às partículas. Isso ajudou a aumentar o poder antisséptico do enxaguante.

O novo produto já foi patenteado, e investidores interessados negociam para trazer o enxaguante bucal ao mercado. Os pesquisadores de Ribeirão Preto estimam que ele chegue aos consumidores em cerca de seis meses.



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