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Publicado em: 07/06/2017 10h37

Anvisa e PF apreendem mais de 200 mil componentes implantáveis sem registro no Paraná

Em flagrante, nova etapa da Operação Fake fechou estabelecimentos que atuavam ilegalmente nas cidades de Curitiba e Pinhais.
Nova etapa da Operação Fake fechou estabelecimentos em Curitiba e Pinhais (Imagem: divulgacão Abimo)

 

A Anvisa e a Polícia Federal realizaram, nesta terça-feira (6), uma ação para interditar e fechar estabelecimentos do segmento de implantes odontológicos que atuam ilegalmente no Paraná. Foram concretizadas três fiscalizações nas cidades de Curitiba e Pinhais, que resultaram na apreensão de mais de 200 mil implantes e componentes implantáveis sem registro da Anvisa. Os responsáveis pelas empresas foram encaminhados à Polícia Federal.

 

Esta foi uma nova etapa da Operação Fake, que tem o objetivo de combater a industrialização e comercialização de implantes dentários e componentes implantáveis falsificados e sem registro na Anvisa. As ações acontecem desde 2016 e têm apoio da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo). Ao todo, já foram apreendidas cerca de 350 mil peças irregulares após abordagens na capital e no interior de São Paulo, em Goiás, João Pessoa (PB) e Recife (PE).

De acordo com a Abimo, 30% dos mais de dois milhões de implantes fabricados no País são realizados com produtos sem procedência, e sem que o consumidor tenha conhecimento. “O que chama a atenção nos registros dessas apreensões é a total falta de pudor dos falsários. As peças pirateadas são guardadas etiquetadas com os nomes dos fabricantes originais, com um exímio controle”, comenta Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da Abimo.

Em maio, uma ação da Anvisa e da Polícia Federal fechou uma fábrica irregular de implantes odontológicos, localizada na zona leste de São Paulo. Foram apreendidas mais de 25 mil peças, que eram produzidas sem as mínimas condições de higiene. O mesmo estabelecimento já havia sido alvo de ação em julho de 2016, com a apreensão de mais de 90 mil peças. Antes, no mês de março, outra etapa da Operação Fake interditou uma distribuidora e uma fábrica que falsificava implantes dentários, ambas do mesmo dono, que fabricavam cópias piratas em Indaiatuba e distribuíam em Campinas, no interior paulista.

Segundo João Roberto Ferreira de Castro, fiscal federal da Anvisa, a utilização de implantes de procedência duvidosa gera danos graves ao paciente odontológico. “Pode haver uma rejeição, uma infecção por falta de esterilização e pela ausência de matéria-prima qualificada. O paciente, ao usar um produto deste, submete-se a infecções que podem resultar na extração do implante dentário com perda de massa óssea, gerando a necessidade de um enxerto ósseo e complicações que podem, inclusive, levar a óbito”, alerta Castro.



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