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Publicado em: 1/23/2012 12h03

Piezocirurgia chega à Odontologia


Desenvolvida pelo italiano Dr. Tomaso Vercellotti, a piezocirurgia pode facilitar muito a vida dos cirurgiões-dentistas. A técnica é um dos procedimentos com maior ascensão nos consultórios odontológicos. O aparelho converte a corrente elétrica em ondas ultrassônicas por meio de um transdutor composto por cristais que, quando submetidos à eletricidade, sofrem alterações volumétricas. Essa técnica possibilita o corte de ossos e dos tecidos dentários mais resistentes, preservando a integridade dos tecidos  moles.

O doutor André Vilela, um dos sócios-líderes da Driller, explica as principais indicações do uso desse procedimento. "Essa técnica é utilizada em cirurgias de implantes, maxilo-faciais (dento-alveolares ou trauma), enxertos em blocos ou particulados, expansões de rebordos, osteotomias para distratores ósseos, ortognática, pré-ortodôntica, exodontias, remoção e curetagem de lesões periapicais, rizectomias e apicetomias, ou seja, qualquer cirurgia em tecido duro", completa.

Mesmo a tecnologia facilitando a utilização do dispositivo, Vilela diz que a técnica de piezocirurgia se aprimora apenas com o tempo. "A piezocirurgia tem uma curva de aprendizado que dificulta sua performance nos primeiros usos, atrasando a cirurgia, ou seja, aumenta o tempo do transoperatório. Porém, com a experiência, o cirurgião mais afeito à técnica levará um tempo de cirurgia apenas um pouco maior que o tradicional, terá benefícios diretos e indiretos, além do conforto percebido pelo paciente", comenta.
Dia a dia

Mesmo o aprendizado da técnica sendo complexo, a inserção da piezocirurgia no dia a dia clínico já vale o esforço, afinal, só tem a acrescentar ao profissional e ao paciente. Na Odontologia, já existem diversos trabalhos evidenciando um pós-operatório de qualidade superior e bons resultados em curto prazo que por si só já justificariam a escolha dessa tecnologia. As ondas geradas pelo ultrassom aumentam a permeabilidade do tecido, retiram e favorecem a diminuição de edemas, estimulam o crescimento de vasos sanguíneos, de tecido mole e duro.

Vilela também explica que as feridas em pacientes diabéticos e os efeitos colaterais de cirurgias são tratados com eficácia pelo ultrassom. "Conseguimos bons resultados em pacientes diabéticos que possuem feridas crônicas e complexas em função da angiogênese, ou seja, enquanto se opera o paciente, já se trabalha em um pós-operatório melhor. Cirurgias de lateralização de nervo alveolar e ortognáticas de mandíbula, que ainda há pouco tempo geravam problemas sérios como a parestesia, diminuíram muito. Estudos apontam reversões de sensibilidade em prazos curtos, casos com sequelas temporárias e até inexistentes".

As vantagens


Sem dúvida, a piezocirurgia traz mais vantagens que desvantagens. Por ser um trabalho baseado na precisão, permite que o profissional faça um planejamento bem elaborado com menor risco de desvio. O pós-operatório do paciente diminui as chances de inchaços, hematomas, dor e abertura de pontos. Além disso, o tempo da cirurgia e de recuperação também são reduzidos.

"A piezocirurgia traz uma série de benefícios, incluindo: precisão, pois o aparelho não trepida, não traciona a mão do cirurgião e permite sensibilidade tátil; segurança, pois não corta e nem lesa tecidos moles, como vasos sanguíneos, nervos e membranas; ajuda na eliminação de bactérias por rompimento de parede celular diminuindo o risco de infecção; reduz traumas porque há menor chance de aquecimento, de remoção de estrutura óssea e edemas; e possibilita um curto prazo de recuperação. Já, como desvantagem, temos alto custo inicial do equipamento, período de aprendizado e maior gasto de tempo na cirurgia", explica Vilela.



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