INPN - O portal das revistas ImplatNews e PerioNews
 
Compartilhe  Compartilhe Twitter Imprimir Indique a um amigo
Publicado em: 06/08/2012 15h26

Estudo avalia manutenção longitudinal do tratamento de peri-implantite

Caso clínico conduzido por pesquisadores da FOP-Unicamp obtém resultados satisfatórios em 18 meses de acompanhamento.

O diagnóstico das doenças peri-implantares parece ser dificultado pelo desconhecimento, ou medo, dos cirurgiões-dentistas no exame das estruturas peri-implantares. Pensando nisso, um grupo de profissionais da FOP-Unicamp apresentou um estudo de caso clínico no qual o diagnóstico e o tratamento da peri-implantite do paciente permitiram a continuação e o sucesso de sua reabilitação oral com implantes

O caso clínico foi acompanhado por Márcio Zaffalon Casati, Antônio Wilson Sallum, Francisco Humberto Nociti Jr., Enílson Antônio Sallum, Hugo Felipe do Vale, Jessica Mie Ferreira Koyama Takahashi, Wagner Leal Serra e Silva Filho e Marcelo Ferraz Mesquita. Com o título "Manutenção longitudinal do tratamento de peri-implantite", o trabalho foi publicado na edição de julho/agosto da revista PerioNews.

Confira a entrevista de Casati para a equipe do INPN sobre o caso.

Como deve ser o acompanhamento do paciente sujeito à peri-implantite?
Márcio Zaffalon Casati -
Entendemos que o paciente que apresenta peri-implantite necessita de um acompanhamento clínico de terapia de suporte mais rígido. O tempo entre as consultas varia de paciente para paciente, mas entendemos que o tempo máximo entre as mesmas não deve ultrapassar três meses.

Nestas rechamadas é importante que o profissional se atente para a reavaliação do sítio peri-implantar, considerando sinais como profundidade de sondagem, nível clínico de inserção, sangramento a sondagem, presença de perda óssea adicional (por meio de radiografias), presença de edema e supuração.

Uma vez que o novo diagnóstico seja de saúde, devemos motivar novamente o paciente, realizar instrução de higiene oral, raspagem supragengival (se for necessário) e profilaxia. Se for diagnosticado permanência ou retorno das condições de doença peri-implantar, procedimentos mais direcionados devem ser realizados de acordo com a severidade do caso.

No caso clínico apresentado, como foi feito esse acompanhamento?
Casati -No caso clínico em questão, os controles pós-operatórios foram mensais nos primeiros seis meses após a cirurgia e trimestrais após este período. Nas rechamadas, após constatar-se saúde, foi feito controle de placa por meio de raspagem supragengival, profilaxia e instrução de higiene oral. Nas ocasiões em que houve pequeno sangramento foi feita irrigação com iodo povidine, seguida dos procedimentos normais de manutenção.

Por quanto tempo o caso foi acompanhado?
Casati -
Este relato de caso foi acompanhado por 18 meses após o tratamento. Reconhecemos que estudos clínicos controlados e randomizados são necessários para que se estabeleça previsibilidade para o tratamento da peri-implantite. No entanto, chamamos a atenção, que ainda não temos na literatura, para um protocolo aceito como padrão ouro.

O que foi considerado de mais interessante nesse caso clínico?
Casati -
Entendemos que, se diagnosticada em tempo, a peri-implantite pode ser tratada e pode-se aumentar a longevidade da reabilitação protética sobre o implante acometido por esta doença. No entanto, a terapia de suporte pós-tratamento desta condição, deve ser bastante regular, sem intervalos maiores que três meses entre as rechamadas.

Mostramos que o tratamento da peri-implantite, baseado na descontaminação das roscas do implante com cloridrato de tetraciclina 50 mg/ml, é uma abordagem que pode ser melhor investigada.



E-mail
Cadastre seu e-mail e receba nossas Newsletters