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Publicado em: 5/9/2012 61h7

A postura do cirurgião-dentista perante os processos trabalhistas

As dicas de um especialista em Marketing de Serviços para evitar esse tipo de problema

Sempre foi muito comum existirem profissionais insatisfeitos pelos mais diversos motivos processarem, por questões trabalhistas, as empresas pelas quais passaram. Na Odontologia essa prática também começa a ter certo volume. Antigamente, na era pré-implante e antes da internet, os cirurgiões-dentistas eram protegidos pelas condições amadoras de seus consultórios e pela falta de informação de seus colaboradores. Por isso, eram poucas as chances de serem envolvidos em processos trabalhistas.

Hoje, devido à hipercompetição e ao alto grau de exigência dos clientes, os cirurgiões-dentistas precisam se profissionalizar e, por sua vez, contratar recursos humanos mais qualificados e atualizados para, assim, oferecer um serviço muito mais eficiente. Nesse contexto, simples consultórios tornaram-se clínicas de alta performance. Toda essa inovação trouxe também seus problemas, como os processos trabalhistas.
Diante dessa realidade, as atitudes tomadas pelo cirurgião-dentista após o processo podem ser consideradas como intervenções feitas tarde demais. Nesse caso, é preciso procurar um bom advogado. Entretanto, quando falamos em evitar esse problema, estamos falando a língua do marketing de serviços. A maior preocupação deve ser evitar que o processo aconteça. Para isso, é importante seguir algumas dicas:

Primeiro: é preciso sempre estar atento a possíveis problemas trabalhistas desde a fase da contratação. É preciso ser claro nos direitos e nos deveres. Tudo deve ser escrito e anexado de forma transparente no contrato de trabalho.

Segundo: não existe nada de acordo verbal, tudo deve ser legitimado com um bom escritório de contabilidade e acordado dentro da lei, para que não existam desvios.

Terceiro: garanta um clima emocional adequado ao ambiente de trabalho, evite comportamentos destrutivos, excesso de vaidade e humilhações.

Quarto: pague bem os seus colaboradores. Você aluga mensalmente o conhecimento deles, não o martelar. Já saímos da era da Revolução Industrial, então experiência e habilidade devem ser recompensadas adequadamente.

Quinto (e último): todos nós sabemos que o trabalho não é um paraíso eterno. Às vezes alguém vai embora ou acontecem demissões. Nessas horas, esse processo deve ser baseado em dois princípios: sem muita conversa e com o mínimo de humilhação.

Por fim, sempre mensure o relacionamento com sua equipe de forma profissional, ou seja, mantendo os resultados em primeiro lugar. Dias ruins todo mundo tem, o que importa é o quanto foi a transpiração.


 

Daniel Brito
Professor, consultor e palestrante de Marketing de Serviços. É publicitário há mais de 15 anos e atende grandes nomes da Odontologia nacional e internacional, além de ministrar aulas e palestras em cursos de especialização e pós-graduação em Odontologia.




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