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Publicado em: 8/2/2012 11h36

Profissionais de visão ampla são mais valiosos

Dario Adolfi fala sobre a importância do conhecimento multidisciplinar.

Dentro de um planejamento de reabilitação oral, a etapa que mais gera insegurança entre os implantodontistas é, de fato, aquela que envolve a prótese. É provável que isso aconteça justamente porque o momento da produção da prótese é o único em que o cirurgião-dentista não
tem total controle sobre o processo.

A falta de informação também gera insegurança. Grande parte dos cirurgiões-dentistas ainda ignora as etapas laboratoriais que envolvem a produção de uma prótese, assim como as técnicas e os sistemas que fazem parte do processo e as inúmeras opções e alternativas em termos de materiais que estão disponíveis.

Como resultado dessa equação, o que temos visto com cada vez mais frequência é o elevado número de insucessos e retrabalhos na fase protética da reabilitação.

É importante lembrar que o planejamento da reabilitação oral de um paciente deve envolver todos os três profissionais que estarão inseridos no processo: o cirurgião, o protesista e o técnico em prótese dentária. Uma melhor coordenação entre eles pode fazer a diferença entre o sucesso e o
insucesso de um tratamento.

Partindo do princípio de que um planejamento de sucesso exige participação de todos, sincronia e até mesmo afinidade, devo dizer que o protesista encontra-se em posição privilegiada para orquestrar a articulação desses profissionais. Isso se explica pelo simples fato de ser o protesista o
responsável pela escolha do local onde ficarão os implantes, assim como das futuras próteses reabilitadoras.

Essa premissa só é válida, obviamente, se o protesista for um profissional bem preparado para exercer essa tarefa de liderança sobre o processo, com razoável conhecimento sobre a complexidade do trabalho de seus colegas. Mesmo que ele não vá operar o paciente, ele deve saber que tipo de dificuldades o cirurgião vai encontrar, por exemplo, para conseguir a estrutura óssea necessária para fixar os implantes.

O cirurgião, por sua vez, também aumenta suas chances de sucesso no tratamento à medida que passa a dominar as inúmeras variáveis que envolvem o trabalho do protesista e do protético. Profissionais com uma visão ampla conseguem melhores resultados e estão se tornando cada
vez mais valiosos no disputado mercado brasileiro.

O próximo encontro da Sociedade Brasileira de Reabilitação Oral, que será realizado em junho de 2013, em São Paulo, sintetiza muito bem essa reflexão. A proposta é justamente oferecer ao profissional da área uma visão ampla de cada etapa do processo de reabilitação oral, passando pelo início, meio e fim do tratamento. Acredito que, ao compreender e dominar o planejamento clínico, cirúrgico e laboratorial de um procedimento de reabilitação, o profissional estará apto
a entregar um resultado muito mais satisfatório. Este é o caminho para quem busca atingir a excelência.



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