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Publicado em: 10/18/2012 12h04

Parabéns, professor!

Na Odontologia, muitos tornaram-se professores porque seus consultórios estavam vazios. Marco Bianchini conta essa história.

Na última segunda-feira (15/10/12) foi o dia dos professores. Dedico a minha coluna desta semana a todos estes abnegados profissionais do ensino, que têm como objetivo de vida transmitir o conhecimento a todos os seus alunos. Ensinar é não guardar nada para si mesmo. É repassar tudo aquilo que aprendemos, sem esconder ou macular informações. Esse exercício de transmissão de conhecimento acaba fazendo com que o professor seja aquele que mais aprende. O professor é como um vaso de barro que, nas mãos do oleiro supremo do universo, vai tomando a forma que Ele deseja, em contínua mudança, através do "aprender sempre".

Quem não se lembra de um professor que lhe marcou na vida? Pode ter sido aquela "tia" na nossa infância ou um catedrático na universidade, mas todos nós temos lembranças de professores que nos fizeram seguir o caminho que hoje trilhamos. Infelizmente, também temos algumas lembranças amargas de alguns desses mestres que nos influenciaram negativamente. Como quaisquer seres humanos, em qualquer profissão, também existem os bons e os maus professores.

Na Odontologia, em um passado não muito distante, houve o boom dos cursos de especialização. O Brasil passava por uma crise e os consultórios ficaram vazios de pacientes. Nessa época, muita gente virou professor. Buscando uma nova fonte de renda, muitos clínicos foram participar destes cursos de formação. Bastava um pouco de "experiência clínica" e alguns amigos com titulação para se abrir uma "escola". Assim, alguns viraram professores por falta de opção e não por uma opção ou vocação comprovada. O resultado disso foi a formação deficiente de muitos especialistas.

Mas, hoje é dia de parabenizar a classe, então vamos esquecer os ruins e valorizar os bons professores.

Na Odontologia, muitos tornaram-se professores porque seus consultórios estavam vazios. Marco Bianchini conta essa história.

Na classe odontológica, a responsabilidade do professor aumenta quando nos deparamos com o fato de que o dentista clínico, que não exerce a atividade de ensino, está frequentemente em contato com professores, pois a única maneira de se atualizar é frequentando cursos. Seja pela internet, em congressos ou aperfeiçoamentos, esses cursos geralmente são recheados de mestres com formação acadêmica completa em ensino e pesquisa. Estes profissionais têm uma imensa responsabilidade de transmitir o conhecimento corretamente, pois a maioria dos dentistas que assiste estes eventos, quando voltam para os seus consultórios, acabam por colocar em prática tudo aquilo que ouviram dos professores.

Assim, é preciso ter credibilidade. E esses incansáveis profissionais do ensino buscam essa credibilidade perdendo horas preparando material didático. A maioria desse material é oriunda de pesquisas e artigos científicos. Sabe-se que hoje, no mundo, os brasileiros são os que mais enviam trabalhos para publicação em periódicos de alto impacto. Vale lembrar também, que estamos entre as cinco nacionalidades que mais publicam. Tudo isso graças aos professores espalhados pelo Brasil, que vêm estimulando a produção científica de qualidade. Cabe ao dentista clínico ter critério na escolha certa de quem vai seguir.

"O professor é aquele que faz brotar duas idéias onde antes havia só uma." - Elbert Hubbard

"Se você encontrar um homem sábio, madrugue para visitá-lo, e que seu pé gaste a soleira da porta dele" (Eclesiástico 6:36)

Marco Bianchini
Professor Adjunto III do Departamento de Odontologia da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (disciplinas de Periodontia e Implantodontia); Coordenador do curso de Especialização em Implantodontia da UFSC; Autor do livro "O passo a passo cirúrgico em Implantodontia".

Contato:
bian07@yahoo.com.br



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