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Publicado em: 12/06/2015 09h08

Seu implante sobe ou desce na bolsa de valores?

Paulo Rossetti fala sobre o controle de qualidade para implantes e a prevenção de custo da perda.

O cirurgião-dentista pode aprender muito com a bolsa de valores. Eu não ensino nada sobre carteira de investimentos. Entretanto, os melhores operadores financeiros são os que fazem previsões olhando uma base de dados sólida. Eles se sentam na frente do computador e analisam os gráficos. Assim, surge o palpite para compra ou venda e, no final do mês, o investidor vai lucrar ou perder.

De 3 a 6 de junho, houve o EuroPerio 8, em Londres, onde diversos especialistas falaram sobre a interação sistêmica e os progressos nos tratamentos de periodontites e peri-implantites. Um dos palestrantes, o Prof. Phillippe Hujoel, tem uma aula sobre controle de qualidade para implantes, que pode ser feito pelo próprio cirurgião-dentista.

Em termos gerais, a prática adotada consiste em registrar ao final do dia todos os dados relativos à cirurgia que você fez: tipo de osso, diâmetro, comprimento do implante, tipo de superfície, condição sistêmica do paciente, se o tecido mole era fino ou espesso etc.

O grande lance é que o programa utilizado fornece o quanto você está dentro da normalidade esperada ou se a sua taxa está ultrapassando o limite de segurança. Sem os dados, fica difícil dizer se a perda ocorreu mais em função do osso, do local de colocação etc.

Talvez o ponto mais importante: você poderá prever o custo das perdas (repetir o implante), por exemplo, se a fixação falhar antes ou depois dos seis meses (que é o tempo convencional de osseointegração até a colocação da coroa definitiva).

O programa também é útil porque normalmente ninguém usa um sistema de implante apenas, e você pode comparar o seu desempenho clínico entre dois sistemas diferentes.

Agora, coloque-se na posição do operador da bolsa de valores e imagine que você tem todos os dados na tela do seu computador, ao final de todo dia, dizendo se a sua taxa de sucesso é estável, sobe ou desce. Isto beneficiaria não só os pacientes, mas acarretaria numa melhor decisão clínica e numa poupança que pode ser feita para evitar as inconveniências.

            Um forte abraço!

 

Leia mais em:

  • Becker W, Hujoel P, Becker BE, Wohrle P. Survival rates and bone level changes around porous oxide-coated implants (TiUnite™). Clin Implant Dent Relat Res 2013;15(5):654-60.
  • Hujoel P, Becker W, Becker B. Monitoring failure rates of commercial implant brands; substantial equivalence in question? Clin Oral Implants Res 2013;24(7):725-9.

 

Paulo Rossetti é editor-científico da revista ImplantNews. Cirurgião-dentista, mestre e doutor em Reabilitação Oral - FOB/USP.


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