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Publicado em: 17/05/2017 15h55

Brasileiros figuram na “Billboard” da Implantodontia

Dois trabalhos com participação brasileira estão entre os mais citados em revistas sobre implantes.


por Paulo Rossetti
 

O que você mais gosta de ler ou tem na sua biblioteca? Como você escolheu? Pelo desenho do experimento, reconhecimento dos autores ou era o assunto que você queria ler?

Uma revisão bibliométrica recente fez um grande pente fino em uma base de dados (ISI Web of Science) e descobriu os 300 trabalhos mais citados. Um belo compêndio de 1.200-1.800 páginas para você encadernar e colocar na sua prateleira? É muito mais.

Por exemplo:

- Os artigos mais citados nas revistas sobre implantes foram publicados entre 1996 e 2000, quando aconteceu o boom dos estudos na Implantodontia contemporânea.

- O artigo número 1 da lista tem 1.331 citações. É como se fossem 47,5 citações por ano entre 1986 e 2014. Este artigo é o balizamento para o sucesso e sobrevivência. Sim, é do grupo do Albrektsson.

- O artigo número 5 da lista tem 383 citações e é um dos primeiros que mostraram ser possível fazer carga imediata (em 1997) com sucesso, desde que a esplintagem dos implantes com a prótese fosse passiva na maxila. Ponto para Dennis Tarnow et al.

- O artigo número 10 da lista tem 345 citações, uma diferença de quase 1.000 citações para o primeiro trabalho. Ele mostrava o problema das perdas na maxila com osso muito macio e que a maioria dos implantes com mobilidade era vista na fase de conexão dos pilares (estágio 2).

- JOMI e COIR são as revistas mais citadas. Começaram antes, não poderia ser diferente.

- Nos dez primeiros com maior número de citações, os desenhos dos estudos, conforme orientação da colaboração Cochrane: séries de casos (8), relatos de casos (1), e uma revisão narrativa (1). Sim, os RCTs não são maioria aqui.

Mesmo que apenas revistas específicas sobre implantes tenham sido investigadas, nesta lista dos 300 nós temos dois dados importantes:

Na posição 163, o grupo do qual participa a brasileira Judith Ottoni, em um trabalho sobre torque de inserção e sobrevivência dos implantes com colocação de coroas provisórias.

Na posição 215, o grupo do qual participa o brasileiro Maurício Araújo, em um trabalho sobre a remodelação das tábuas ósseas vestibular e lingual após a colocação imediata dos implantes.

Estamos em 2017. Esta lista vai mudar e é provável que outros grupos de pesquisadores brazucas sejam acrescentados.

Em frente, Implantodontia brasileira!

 

Paulo Rossetti

Editor científico de Implantodontia da ImplantNewsPerio

 

 



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