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Publicado em: 9/6/2018 10h40

Esse tal de estomatognático

Paulo Rossetti destaca a importância de conhecer a fisiologia dos músculos, dentes e das ATMs para resgatar o equilíbrio no sistema estomatognático.

“Para restabelecer a harmonia do sistema estomatognático” é uma frase muito citada ao final de cada raciocínio feito no tratamento de muitas dentições comprometidas. Isso envolve o conhecimento da fisiologia dos músculos, dentes e das ATMs. Entretanto, gnatologia também estuda o “registro cinemático da posição mandibular”. Então, além de compreender o funcionamento das articulações e saber onde vamos colocar os pontos de contato e os guias de desoclusão, se vamos realmente “resgatar o equilíbrio” no sistema estomatognático, precisaremos de um articulador semiajustável.

Por muito tempo houve uma espécie de “ojeriza” ao articulador. Ok, não é algo tipo “plug & play”, mas também não é o quebra-cabeça de cinco mil peças castelo nos Alpes Suíços, convenhamos. Atualmente, já existem dispositivos com ajustes fixos nas médias que trabalhamos: 30 graus na inclinação condilar e 15 graus no ângulo de Bennett. Com as bolachas magnéticas, o trabalho está mais fácil também na bancada do laboratório.

Entretanto, se você olhar com mais atenção os modelos montados, vai perceber que ao abrir e fechar o articulador, ou mexer o ramo inferior para os lados, seu comportamento cinemático é muito diferente da cavidade oral. Então, vamos precisar de uma “compensação”. E, claro, a única peça que realmente vai posicionar o modelo superior no articulador com uma precisão tridimensional é o arco facial.

Mas, ao esquecer esses dois “pequenos detalhes”, bagunçamos a coisa toda. Precisamos copiar o que está na boca. Inacreditavelmente, esse processo começa pelo pino incisal. Uma simples haste vertical tem o poder de personalizar o guia anterior e, ao mesmo tempo, gerar os limites dos movimentos bordejantes. Tudo isso com os modelos das restaurações provisórias em posição. Economizamos 100% do tempo que o ceramista necessitaria ao imaginar o contorno e a altura das cúspides e das fossas.

Logicamente, a beleza do sistema estomatognático é maior que isso, e precisa ser renovada de tempos em tempos.
 

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Reabilitação Oral: como começar? Como terminar?


 

Paulo Rossetti

Editor científico de Implantodontia da ImplantNewsPerio

 


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