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Publicado em: 9/26/2018 40h5

Os caçadores da célula-tronco perdida

As tão procuradas células-tronco esqueléticas realmente existem em humanos. Confira vídeo que destaca a importância desta descoberta.

Finalmente encontraram! As tão procuradas células-tronco esqueléticas realmente existem em humanos! Conseguiremos agora grandes quantidades para as terapias que realmente necessitam?

Entenda definitivamente a importância desta descoberta no vídeo abaixo:
 

A CÉLULA-TRONCO ESQUELÉTICA HUMANA

A identificação da célula-tronco esquelética humana

 

(00:08) – Você já se perguntou sobre nossos ancestrais?

(00:10) – Bem, desde que perceberam isso nas células do camundongo, eu fico pensando nisso.

(00:17) – Mas como você vê isso? Não podemos colorir nosso DNA da mesma forma que no camundongo!

(00:23) – Existe um jeito: só precisamos ter criatividade. Vamos nos concentrar de onde viemos:

(00:35) – Você quer dizer a placa de crescimento?

– Sim, é aqui que somos feitos!

– E o que procuramos aqui na placa de crescimento?

– É onde nossos pais devem estar. Então, analisamos sua constituição genética.

(00:53) – Você quer dizer “askusgene.com”? (risos)

(00:55) – Não, não temos que ver o DNA deles. Pelo contrário, quais genes são usados e são importantes para suas atividades. Com esta informação determinaremos a identidade deles.

(01:22) – O que você está vendo?

– Eu me vejo, vejo você, mas é estranho...

– O quê?

– Bem, eu sou uma célula de cartilagem, você de osso, e somos muito diferentes. Mas ambos viemos da célula progenitora de cartilagem óssea (BCSP).

– Ok, então. E sobre o ancestral da BCSP?

– A BCSP vem da pré-BCSP.

– Então eu acho que a pré-BCSP vem da pré-pré-BCSP, que vem da pré-pré-pré-BCSP...

(01:56) – Não, a pré-BCSP vem da célula-tronco esquelética humana...

– Ah, a célula-tronco esquelética humana...

– Que é a nossa tataravó, a célula responsável por gerar todo o esqueleto, assim com outras células-tronco esqueléticas...

(02:18) – A célula-tronco esquelética humana pode se autoduplicar?

– Sim, se cultivada em uma placa de Petri, ela se replica novamente, de novo, e de novo...

– Mas isso é em uma placa. E não significa que ocorre em humanos!?

– Bem, se elas forem colocadas sob a cápsula do rim de um camundongo vivo, ela forma uma cavidade óssea, composta de pré-BCSP, BCSP, e células como eu e você.

(02:54) – Por que na cápsula do rim?

– É um tecido com grande suprimento sanguíneo, onde os transplantes podem sobreviver.

– E há outra descoberta interessante: você sabe que nossos amigos, que sempre estão perto, são as células sanguíneas.

– Sim, as células do estroma.

– Agora, olhe a nossa árvore genealógica!

– Tá brincando! A BCSP também produz células do estroma!

– Veja só!

– Então, quais são as implicações de tudo isso?

– São muitas! Há momentos em que mais osso, cartilagem e células do sangue são necessárias, como quando o esqueleto cresce ou é lesionado ou perdido. Ou cansa e perde funções ao envelhecer.

(03:41) – Conhecer quais células fazem osso e como podem ser ativadas permite que essas células sejam o objetivo da terapia.

– Ok! Conseguimos! Descobrimos o quebra-cabeças da vida!

– Mas, espere aí! Nós somos como os camundongos?

(04:00) – Não, somos maiores, os genes são diferentes. E temos marcadores diferentes. Então, em resumo, somos muito diferentes!

 

O artigo da revista Cell, que pode ser lido neste link, diz basicamente:

- existem realmente células-tronco esqueléticas nos seres humanos;

- se você fizer liposucção e colocar BMP-2 nesta gordura, vai obter células-tronco esqueléticas, ou seja, a gordura que os cirurgiões jogam fora é muito útil e não sabíamos ainda (imagine no Brasil o número de cirurgias plásticas!);

- células-tronco esqueléticas podem gerar outras famílias de células de todos os tipos, especificamente, as do estroma, como está no vídeo, e essas sim vão gerar osso futuramente, hemoderivados, etc;

- isso seria importante no tratamento de fraturas ou osteoporose, já que fica mais fácil conseguir células que geram osso;

- os autores deste artigo já pediram a patente do método de identificação (ou seja, vai ter grana alta na parada em pouco tempo, e na bolsa de valores quando conseguirem fazer isso em quantidades elevadas), o primeiro passo foi dado;

- células-tronco esqueléticas humanas têm marcadores de superficie muito diferentes das células dos camundongos, ou seja, agora está mais fácil identificar essas células e com maior precisão;

- basicamente, é o santo Graal da regeneração e depois de muito tempo, os caras acharam.


 

Paulo Rossetti

Editor científico de Implantodontia da ImplantNewsPerio

 

 



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