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Publicado em: 12/12/2018 11h46

Como padronizar o resumo de seu trabalho científico?

“Rebeldes sem causa não fazem resumos úteis”. O editor científico Paulo Rossetti dá dicas importantes para a estruturação dos trabalhos.

“O Dr. I. é um cara bacana. Hoje, ele está muito animado. Vai entregar sua monografia. De pé, no corredor, aguarda ansiosamente a chegada do seu orientador, o Dr. A. Ele também é um cara bacana. Enfim, chega o grande momento. Entretanto, ao passar das páginas iniciais e ler o resumo, o Dr. A tem a nítida sensação de ter acordado com o pé esquerdo. Ele franze a testa, bate gentilmente no ombro do seu orientado e diz que “mais tarde” vai avaliar. Mas, sem saber se a missão está cumprida, o Dr. I dá meia-volta, passando pela secretária com um sorriso reluzente, e pensando como anunciar na rede social seu feito grandioso.

Esta cena se repete todos os dias. O resumo de qualquer trabalho deve ser útil. Quem nunca ouviu ou está no contexto, ao ler qualquer resumo, deve compreender o que foi realizado.

Existe, sim, uma maneira de padronizar os resumos, independente do nível de complicação do seu estudo, e é aplicável a qualquer tipo de trabalho acadêmico. Ela é simples e quase universal.

Assim, ao enviar seu trabalho para a revista ImplantNewsPerio, você poderá estruturá-lo em quatro partes:
 

Explicação do problema: NÃO USAMOS ISSO. Preferimos que o título seja autoexplicativo.
 

Objetivos: descreva o propósito do seu trabalho em poucas palavras. Verificar, testar, influenciar, comparar são alguns dos verbos usados nesta seção.
 

Material e Métodos: escreva as etapas do seu trabalho em sequência, sempre colocando os grupos, quantidades de pacientes, tempos de acompanhamento, escalas usadas, ou valores de força em testes mecânicos. Finalmente, uma breve descrição dos testes estáticos e dos valores alfa usados (5% ou 1%).
 

Resultados: O que a estatística mostrou (se os dados são quantitativos) ou comparações entre imagens (se os dados são qualitativos). Use média e desvio-padrão, e, se possível, os intervalos de confiança, sempre apresentando os valores p dos testes.
 

Conclusão: qual o significado clínico do seu estudo ou como você vê o impacto de testes laboratoriais na rotina diária. Lembre-se de colocar as restrições sobre amostras e tempo de investigação e dar recomendações.


Bons resumos, boa comunicação – sucesso garantido!

Um forte abraço!

 

Paulo Rossetti

Editor científico de Implantodontia da ImplantNewsPerio

 


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