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Publicado em: 2/25/2019 15h9

As pílulas de conhecimento

Paulo Rossetti dá a receita para o desenvolvimento do senso crítico dos profissionais da Odontologia.

“Comida para astronauta” era uma coisa surreal. Pílulas disto, pílulas daquilo. E nós pensávamos que fazer uma refeição decente era impossível no espaço sideral. Que engano. Hoje, estamos rodeados pelos suplementos alimentares, aqueles pós que misturamos, ou não, com outras coisas para começarmos o dia ou treinarmos na academia. 

Então, realmente era possível. Mas que muitos duvidavam (eu me incluo), duvidavam. E os tempos mudaram. Chegou o computador, a internet, a rede social. E agora, cada vez mais, o lance da foto e manchete de uma linha só. Pronto: clicou e propagou? Caiu na rede. Verdade universal. Será?

Não existe pílula de conhecimento. Não é esse o “admirável mundo novo” que nossos filhos irão herdar. Não existe algo que se engula e todo o conhecimento “nasça” em uma pessoa. Não existe um PhD ou doutor honoris causa que se faça em cinco minutos.

A única versão da pílula, pelo menos a que eu conheço, é aquela que faz os nossos impulsos nervosos irem e voltarem por caminhos repetidos toda semana, e assim vamos guardando os conceitos.

Obviamente, é necessário desenvolver o senso crítico. Aqueles momentos de glória em que nos equiparamos aos deuses do panteão. Dessa forma, o compartilhamento de ideias, de forma presencial ou não, continuará fundamental. Por isso, iniciativas como a revista ImplantNewsPerio e o IN 2019 são tão importantes, justamente por valorizar o debate crítico e a disseminação de ideias.

 

Paulo Rossetti

Editor científico de Implantodontia da ImplantNewsPerio

 

 



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