INPN - O portal das revistas ImplatNews e PerioNews
 
Compartilhe  Compartilhe Twitter Imprimir Indique a um amigo
Publicado em: 11/1/2019 85h0

É possível interpretar os desejos dos nossos pacientes?

Paulo Rossetti destaca a importância do encontro da Osteology Foundation no Brasil, que traz a pesquisa como tema central.

A Osteology Foundation tem promovido a cada dois anos, aqui no Brasil, um encontro para falarmos sobre pesquisa, sob coordenação do Prof. Dr. Maurício Araújo. Alejandro Lanis, Arthur Belém Novaes Jr. Claudio Panutti, Enilson Sallum, Flávia Matarazzo, Hugo Nary Filho, João Batista Cesar Neto, Kristian Tersar, Matheus Oliveira, Maurício Araújo, Monica Levy Andersen, Niklaus Lang, Patricio Smith, Paulo Rossetti, Ricardo Fischer e Ronald Jung constituem a equipe de Desenho em Metodologia e Pesquisa. Dentre os temas, cabe a mim explicar a ciência básica do que hoje conhecemos como PROMs, ou seja, como medimos a satisfação, percepção, preferências e a qualidade de vida dos pacientes em relação aos tratamentos propostos.

Parece óbvio, mas esse assunto tomou dimensões consideráveis. Existem diversas escalas (das mais simples às mais complexas), com interpretações objetivas (estatísticas) e/ou subjetivas. Não há consenso na literatura e, teoricamente, qualquer profissional poderia criar uma lista de itens, validá-la e aplicá-la no seu dia a dia. Lógico, há escalas visuais (ex., PES/WES) ou lista de perguntas (OHIP-14) que se tornaram muito conhecidas e usadas em publicações. Mesmo assim, não há ainda uma forma universal para avaliar todos os aspectos psicológicos do tratamento.

Entretanto, há outro ponto associado que precede a verificação dos PROMs: em que ponto nós, como seres humanos, conseguimos realmente entender o que temos em nossas bocas?

Se considerarmos que passamos três períodos de dez minutos para escovação diária, são 30 minutos em que “talvez” olhemos com mais calma nossos dentes e gengivas. Descartando esse aspecto, todas as nossas “referências visuais” se concentram na mídia (desenhos animados, capas de revistas, imagens de redes sociais). A maioria vai passar uma vida inteira sem “entender” ou “conhecer”.  

É verdade que a primeira parte deste desafio diário (aumentar a percepção que uma pessoa tem sobre si) é vencido com o uso do protocolo fotográfico e ferramentas 3D que desenham o sorriso ou se no momento da higienização destacarmos o que for mais importante. Mas, a segunda parte, ou seja, como ele transforma sua percepção em desejo, continua sendo um quebra-cabeça fantástico a ser desvendado por estas ferramentas psicométricas que geram os PROMs.

Um forte abraço a todos e continuem se preocupando com seus pacientes.

 

Paulo Rossetti

Editor científico de Implantodontia da ImplantNewsPerio

 

 



E-mail
Cadastre seu e-mail e receba nossas Newsletters