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Publicado em: 23/09/2013 14h12

Gerações e pré-conceitos

Paulo Rossetti comenta sobre a importância da experiência das antigas gerações e a necessidade de evitar o pré-conceito a fim de construir uma carreira de sucesso.

Eu sempre achei que as universidades deveriam ter conselhos consultivos formados pelos professores próximos da aposentadoria. Eles fariam reuniões mensais e seriam responsáveis pela modernização dos currículos dos cursos de graduação. Com experiência e tempo consideravelmente hábil para isto, rodariam pelo mundo trazendo novidades, e nós teríamos na ponta dos dedos as últimas tecnologias para tratamento. Eu sempre achei que os grandes professores dariam aulas sempre magníficas e no mesmo pique. Afinal, bastaria apenas abrir o computador e apertar algumas teclas. E nós, alunos, ficaríamos sentados esperando todas estas informações. Por fim, eu sempre achei que os grandes professores eram "super-heróis". Quando alguém os substituía, a aula não tinha a mesma graça.

As gerações com as quais aprendemos estão se aposentando, é verdade. Mas logo esquecemos que esta geração tinha a nossa idade quando "a geração anterior" se aposentou, e provavelmente, as mesmas dúvidas que a geração atual tem agora.

Isto me leva à segunda parte desta coluna: ideias pré-concebidas são pérolas que engessam a nossa vida. Não existe um kit tipo "faz diferença" que possa ser comprado em lojas ou supermercados. Ou, por acaso, é usar a caneta do seu chefe ou a sonda exploradora do seu avô que vai garantir o sucesso do caso clínico? Desde quando sobrenome ou local de nascimento faz alguma diferença na história da humanidade, ou que o seu slide precisa parecer um quadro do Van Gogh para lotar o auditório? Infelizmente, o ser humano ainda vive no período do curandeirismo.

Aprendi que para fazer a diferença, seja como professor ou no dia a dia da clínica, é preciso lutar. E, mais importante: saber ouvir os que já passaram pelas mesmas pedras que enfrentamos. As melhores vitórias são as superações, aquelas que você compartilha apenas com você quando ninguém mais está por perto. É óbvio que a dúvida e o medo fazem parte do processo, ou eu estaria sendo o maior mentiroso do momento.

O mundo é feito de circunstâncias. Então, saber aproveitá-las é o melhor martelo para quebrar o gesso do preconceito.

Bom IN 2013 para todos!

Paulo Rossetti é editor-científico da revista ImplantNews. Cirurgião-dentista, mestre e doutor em Reabilitação Oral - FOB/USP; Membro ITI (International Team for Oral Implantology).



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